"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Arquivo para agosto, 2011

Slash e Lenny Kravitz

Não é difícil um músico ter maior destaque que o restante de sua banda, mesmo ela sendo bem sucedida. Outra situação bem corriqueira é o artista participar de parcerias. O post é dedicado a Slash e Lenny Kravitz que, além de suas bandas/ carreira solo, também participam de projetos com amigos. Em 1991 aconteceu encontro entre ambos, mas isso será comentado apenas no item nove.

 1. Guns N’ Roses – Appetite For Destruction – 1987

Concordo com Zig que escreveu no post Proibidas Do Rock: “Slash e banda estavam com apetite de destruição no disco de estréia.”

“…cars are crashin’ every night
I drink n’ drive everything’s in sight
I make the fire
but I miss the firefight
I hit the bull’s eye every night
It’s so easy
when everybody’s tryin’ to please me baby…”

2. Michael Jackson – Give In To Me – 1991

Mais uma ocasião em que The King Of Pop convida guitarrista consagrado para suas músicas. O mesmo aconteceu em 1982 quando Eddie Van Halen gravou o solo de “Beat It”. Reza lenda que o próprio pediu para seu nome não entrar nos créditos e que ele não cobrou cachê pelo trabalho. Tudo em nome da brodagem.

3. Slash’s Snakepit – It’s Five O’Clock Somewhere – 1995

Após turnê de Use You Illusion, Axl Rose direcionou o som do Guns para o rock industrial. Slash estava na pegada Led Zeppelin e Aerosmith. Slash’s Snakepit surgiu da constante divergência artística com o antigo parceiro de banda.

4. Slash’s Blues Ball – 1996

Foto NÃO oficial

O projeto surgiu quando Slash foi convidado a participar de festival de blues, em Budapeste. A banda era formada por Teddy Andreadis, vocal e teclados; Johnny Griparic no baixo; Alvino Bennet na bateria; segundo guitarrista Bobby Schneck e Dave McLarem no saxofone. Oficialmente não há registro de estúdio.

5. The Strokes – Someday – 2001

Neste caso a parceria foi apenas em vídeo.

6. Velvet Revolver – Contraband – 2004

A banda começou com jam session realizada por três ex-Guns N’ Roses: Duff McKagan, baixo; Matt Sorum, bateria e Slash. Eles perceberam que a química de palco continuava forte. Dave Kushner, que tocou com Dave Navarro, e Scott Weilland entraram para o time. Desde 2008 Weilland voltou para o Stone Temple Pilots e Velvet Revolver procura novo vocalista.

7. The Beatles – Let It Be – 1970

Em 2005, durante entrega do Grammy, verdadeira CONSTELAÇÃO formada por Bono, Steve Wonder, Brian Wilson, Alicia Keys, Steve Tyler, Billie Joe Armstrong, entre outros, interpretou “Across The Universe.”

8.1. Madonna – Justify My Love – 1990

Música e letra escritas por Lenny Kravitz e inicialmente oferecida à Paula Abdul. Madonna beija na boca a modelo brasileira Luciana Silva. O clipe foi banido da programação da MTV americana, forçando a Warner a lançá-lo em VHS, como video single. Resultado? Mais de um milhão de unidades vendidas.


“poor is the man whose pleasures depend on the permission of another”

8.2. Madonna – Ray Of Light – 1998

Como parte das apresentações ao vivo, para o Video Music Awards da Mtv, exibido no mesmo ano de lançamento do disco, Lenny Kravitz tocou guitarra.

9. Lenny Kravitz – Mama Said – 1991

O disco é considerado retro rock. Jimi Hendrix e Sly Stone são as referências. As músicas carregam energia. No mesmo período o cantor passava por processo de divórcio. “Always On Th Run” foi escrita, gravada e filmada com Slash.

“…and my mama always said
that it’s good to be fruitful
and my mama always said
don’t take more than a mouthful
and my mama always said
that it’s good to be natural
and my mama said
that it’s good to be factual…”

10. Mick Jagger – Goddess In The Doorway – 2001

O que foi escrito, no lançamento, sobre Goddess In The Doorway: “brilhante, impecavelmente produzido, músicas rock’ n’ roll e dançantes.”

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Não sou FÃ FERVOROSO de Guns N’ Roses mas respeito o conjunto da obra. Se Axl Rose resolver retomar a veia rock’ n’ roll e deixar o industrial de lado, Slash disse que esquece todas as diferenças artísticas do passado e reinicia parceria. Axl não fez declaração alguma sobre o assunto. Até quarta que vem.
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Surreal!

DEZ CAPAS DE H.R. GIGER. POR ZIEGLER

Hans Ruedi Giger, artista plástico suíço do time dos surrealistas, ficou mundialmente conhecido pelo trabalho no filme Alien – o oitavo passageiro do diretor Ridley Scott. H.R. Giger foi responsável por toda a criação do extraterrestre mais ambiente e textura apresentado na obra. Enorme sucesso de crítica e bilheteria, inaugurando uma nova fase estética para os filmes de terror que viriam a seguir. Garantindo assim um Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

Na música sua primeira capa foi para os psicodélicos do The Shiver, banda suíça que teve apenas este disco lançado.  Logo em seguida temos a mais famosa de todas, EL&P estampou uma arte de Giger no seu quarto disco de estúdio. Acabou sendo também o disco de maior sucesso do trio progressista.
Depois de ficar mundialmente conhecido por esta capa de Emmerson, Lake & Palmer, o suíço se dedicou ao trabalho de Alien.
Três anos depois do filme voltou a criar uma capa de disco, desta vez temos a arte para a banda Island. Na sequência vieram Debbie Harry (ex-Blondie e ex-Deborah Harry), Carcass, Danzig, entre outros.

Polêmicas à vista: Banda de  Black Metal, Celtic Frost, lança o álbum To Mega Therion que traz em sua arte o demônio usando o crucifixo e Jesus Cristo como um estilingue. Outra arte pesada feita pelo artista foi no disco Frankenchrist da banda de Jello Biafra, Dead Kennedys. Aqui não foi a capa mas sim um encarte bem pornográfico que gerou muitos ataques, tanto para Giger quanto aos punks do DK. O resultado disso? Inúmeros processos criminais que se arrastaram por anos e culminaram na decadência do grupo californiano. Não uma capa, mas sim um encarte derrubando uma banda.

Confira 10 capas de H.R. Giger:

The Shiver – Walpurgis (1969)

Emmerson, Lake & Palmer – Brain Salad Surgery (1976)

Island – Pictures (1977)

Debbie Harry – Koo Koo (1981)

Celtic Frost – To Mega Therion (1985)

Steve Stevens – The Atomic Playboys (1989)

Atrocity – Hallucinations (1990)

Sacrosanct – Recesses for the Depraved (1991)

Danzig – How the Gods Kill (1992)

Carcass – heartwork (1993)

extras

encarte de Frankenchrist, que derrubou os Dead Kennedys

alien

alien

Giger em ação!

“PRETINHO” Básico

Vários elementos fazem o layout de capa ser atrativo, interessante para quem compra um disco. Criatividade e olhar apurado do designer gráfico também ajudam no resultado, como usar uma foto conceitual, os músicos pagando de gatão, um grafismo bem executado, entre outros. Essas informações além de darem cara ao trabalho, se você nunca ouviu o som da banda, ajudam em querer conhecê-lo ou não. As capas escolhidas não carregam na linguagem. Para algumas simplicidade foi a solução, o que as transformaram em clássicas.

1. PINK FLOYD – DARK SIDE OF THE MOON

Obra CONCEITUAL. As letras abordam situações mundanas, e ganham peso quando somadas as texturas sonoras. A lenda sobre o disco ser a trilha não-oficial do filme O Mágico De Oz, de 1939, é desmentida pela banda. A justificativa é simples. Dark Side Of The Moon foi gravado entre junho de1972 a janeiro de 1973. Eles alegam que não tinham como assistir o vídeo enquanto gravavam em estúdio. Sem esse recurso é impossível ajustar sincronismo entre som e imagem. Verdade ou não, um engenheiro de som de Nova Iorque, por conta própria, fez o trabalho. Tire suas conclusões abaixo.

2. FOO FIGHTERS – WASTING LIGHT

Wasting Light foi produzido por Butch Vig, responsável pelo clássico Nevermind, de Nirvana. O disco celebra a volta de Pat Smear na guitarra. The Colour And The Shape, de 1997, foi o último com sua participação.

Atenção ao motorista Lemmy Kilminster. Quer carona?

3. KISS – SOLO ALBUM

Em 1978 KISS estava no auge do sucesso. A tensão entre os quatro também. O empresário Bill Aucoin sugeriu que a banda gravasse trabalho solo. Os discos foram lançados em 18 de setembro do mesmo ano.

Cada um teve seu nome na capa. Ace Frehley emplacou o single “New York Groove” na 13° posição do Top 10 e recebeu disco de platina em 2 de outubro, vendendo 1.000.000 cópias. Gene Simmons contou com músicos convidados, entre eles Joe Perry, de Aerosmith; Rick Nielsen de Cheap Trick e Cher. “See You In Your Dreams”, lançada em Rock And Roll Over foi regravada. Peter Criss foi o mais fraco em vendas e único que não emplacou single algum, talvez por conta do acidente que o baterista esteve envolvido. Paul Stanley alcançou 40° posição na parada da Billboard e foi o terceiro em vendas.

Anos atrás Molotov tirou onda de KISS

4. THE HELLACOPTERS – BY THE GRACE OF GOD

“IMPECÁVEL coleção de canções rock’ n’ roll.” Assim foi definido By The Grace Of God. A banda evoluiu comparada aos trabalhos anteriores. Estava mais confiante em todo processo criativo.


The Hellacopters – Carry Me Home

5. OK GO – OH NO

Hit do Youtube, “Here It Goes Again” alavancou a popularidade de Ok Go. “Quatro marmanjos aprontando altas confusões em esteira de academia.” Música esperta, ideia simples, e muito bem executada.

6. BLACK SABBATH – VOL 4

A banda chamava Earth até 1969. Depois da turnê européia, eles mudaram quando descobriram que estavam sendo confundidos com outro grupo. O baixista Terence Geezer Butler escreveu música chamada Black Sabbath, inspirado em poema de Dennis Wheatley, e adotado como nome definitivo.


Black Sabbath – Snowblind

7. VAN HALEN – BEST OF – VOLUME 1

Quando uma banda alcança fama com vocalista original, e no auge ele resolve seguir carreira-solo, em poucos casos o sucesso aumenta com o substituto. Van Halen é prova desta teoria. Best Of – Volume 1 foi lançado com o melhor de David Lee Roth e Sammy Hagar. A opção em dvd vem com “Without You”, único clipe gravado por Gary Cherone, ex-vocalista de Extreme, e titular em Van Halen III. Lembra da baladinha More Than Words?


Van Halen – Hot For Teacher

8. AC/DC – BACK IN BLACK

Primeiro disco com Brian Johnson, e não perde personalidade comparado aos trabalhos anteriores. Back In Black, de certa forma, é tributo a Bon Scott, que morreu tragicamente. Mais um caso no qual o sucesso aumentou com o segundo vocalista.


AC/DC – You Shook Me All Night Long

9. MOTÖRHEAD – ON PAROLE

Gravado em 1975, On Parole foi o primeiro disco de estúdio de Motörhead, mas lançado apenas em 1980. A primeira gravadora arquivou o material por não entendê-lo. Em 1978 a banda era referência em heavy metal e On Parole já não soava tão estranho.


Motorhead – Leavin’ Here – Live

Capa lançada em comemoração aos 100 anos da gravadora EMI, em 1997.

10. METALLICA – METALLICA aka BLACK ALBUM

Metallica foi o disco de maior sucesso comercial. Na mesma proporção na qual é idolatrado, alguns fãs mais radicais o considera o início do declínio criativo. Quando algo dá errado, às vezes brinco com amigos que, nesta hora, a opinião de James Hatfield está certa: “Sad But True”.

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Quando pesquisava as capas para este post, também pretendia colocar bandas nacionais. Encontrei algumas, mas as imagens não suportavam ampliação. Apenas A Dança Da Solidão, de Paulinho da Viola estava boa. Na hora resolvi que iria publicá-la e de imediato lembrei de um querido amigo que é mestre em música popular brasileira.

EXTRA: PAULINHO DA VIOLA – A DANÇA DA SOLIDÃO por Guilherme Bourroul

Meu grande amigo Lex veio com um pedido estranho, mas irrecusável, falar do A Dança da Solidão do Paulinho da Viola. Para mim é fácil. Esquisito foi o pedido vir de um grande entendedor e apreciador de rock. Pelo nome do blog, saquei que devo me ater à capa e não às músicas que compõem esse clássico – que não à toa foi eleito o 30° melhor disco da história da música brasileira, em votação da Rolling Stone. A primeira coisa que me instigou foi o porquê essa capa chamou a atenção do Lex. Confesso que fiquei por alguns minutos olhando para o layout e cheguei a conclusão que talvez seja simplista: ela é simples, mas é fina. Simplicidade e fineza que o Paulinho soube manter ao longo de sua carreira. Qualidades que ele carrega até hoje. E quem conhece um pouquinho o Lex não há como discordar de mim: ele tem a simplicidade misturada à finesse em todas as suas ações. O disco saiu em 1972, pela Odeon. O cabelo não era grisalho, é verdade. Mas Paulinho aparece com um sorriso tímido, sua marca registrada. A faixa-título é maravilhosa. Foi gravada por inúmeros artistas e tem uma letra que transborda sabedoria. “Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado.”

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OBRIGADO, Gui. Até quarta que vem.
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as proibidas do rock!

As 10 capas proibidas do rock. Por Ziegler

Elas foram proibidas, abolidas, queimadas!! rs. Existem uma centena delas por ai, algumas fizeram estragos, outras tantas passaram batidas. Tem aqueles discos que chamaram mais a atenção, do público e mídia, pela arte da capa do que pelo conteúdo musical. Mas na sua maioria, as grandes polêmicas ficaram por conta de artistas de peso, com extrema relevância musical, onde a ousadia da capa era um complemento para a obra.

As dez de hoje são desses artistas, grandes álbuns que tiveram duas ou até três versões de capas. O que certamente provocou entre seus admiradores uma corrida por itens raros de seus artistas prediletos. Ou você não gostaria de ter em casa as duas capas produzidas para Sticky Fingers dos Rolling Stones? Como disse no começo, a lista é imensa e fica aqui a sua primeira parte. Em breve mais posts com esse tema, que pode voltar com o Zé, o Lex, ou comigo mesmo.

E antes de correr a barra de rolagem pelas artes, confira o playlist que preparei com canções de cada disco. até mais!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Dez capas, posted with vodpod

 The Black Crowes

Amorica, lançado em 1994, é o terceiro disco da banda. Foto publicada originalmente em 1975 na revista americana Hustler, mostra uma tanguinha norte-americana e seus pelos pubianos.

Vetada principalmente nos Estados Unidos, teve uma nova capa com a  mesma tanga só que desta vez sem os pelos. E até que esta nova versão ficou bem aceitável. Mas claro, que todos nós preferimos a original! Existe ainda uma terceira capa disponível em lojas, como a Amazon, onde a foto original está lá, mas com a ajuda do Photoshop, deletaram os pelos como se eles estivessem devidamente escondidos debaixo da bandeira.

Jane’s Addiction

Um protesto ao ridículo. Essa é definição de Perry Farrell para o segundo álbum da banda, lançado em 1990. A arte tem relação com a música Tree Days, que trata da nudez masculina e feminina.

Esta capa não foi necessariamente proibida, mas a pedido da gravadora a banda produziu uma versão alternativa para que as lojas escolhessem entre uma ou outra. E a segunda acabou se tornando bem interessante, ao ponto de vender mais do que a original em lojas onde era possível encontrar as duas. Uma capa branca com o nome da banda e um texto reproduzindo uma lei da Constituição americana, onde se proíbe a censura no país. Na contra-capa, mais um texto: “Hitler é infectado pela sífilis sonhos quase se tornou realidade. Como isso pôde acontecer? Ao assumir o controle da mídia. Um país inteiro foi liderado por um lunático … Devemos proteger nossa Primeira Emenda, antes de sonhos doente se tornar lei. Ninguém zombavam Hitler?! ”
Uma dica para quem é fã e colecionador: No site de compras brasileiro Submarino, tem para vender esta segunda versão. É importado e pelo preço de nacional.

The beatles

Claro que eles estão aqui. Os gênios de Liverpool segurando bonecas mutiladas e ensanguentadas. O disco saiu assim, mas depois a gravadora ordenou que fossem recolhidos e atualmente na capa de Yesterday and Today temos uma simples foto do quarteto com uma cara de quem comeu e não gostou.

Roxy Music

As modelos Eveline Grunwald e Constanze Karoli aparecem em trajes mínimos neste Country Life, de 1974. Resultado nos Estados Unidos, Espanha e Holanda: está proibido! O fotógrafo retornou ao mesmo cenário e refez a foto sem as modelos. Para nossa sorte isso durou alguns anos, hoje a original impera nas prateleiras de todo mundo.

Scorpions

A banda alemã deve ser a recordista de capas censuradas. São muitas, e com certeza a mais polêmica é Virgin Killer de1976.
Com alegação de fazer apologia à pornografia infantil, praticamente no mundo inteiro mudaram a capa para uma simples foto da banda. Aqui no Brasil, a gravadora optou em utilizar também uma terceira versão: um escorpião escalando as nádegas de uma mulher (sugestivo, hein?). Acho que daria pra fazer um post com as dez capas proibidas do Scorpions!

Tin Machine

Grupo formado por David Bowie entre 1988 e 1992, com apenas dois discos lançados. Na capa temos as estátuas gregas de Kouros e suas genitálias a mostra. Na versão alterada, apagaram os órgãos masculinos. Porém notem que o trabalho ficou meio estranho, olhando rapidamente até parece que elas estão ali, e o que seria pior, desta vez eretas! rs

Guns n’ Roses

Aqui é rápido, até porque idiota. Uma ilustração de um robô-estuprador, tudo bem que é forte, mas na época do grande sucesso da banda de Axl Rose ninguém deu bola pra isso, o que chamava a atenção mesmo era o apetite por destruição que Slash e cia mostravam com esse disco de estréia. Só pra constar: EUA vetou e por lá só vemos a capa preta com a cruz do Guns n’ Roses.

Van Halen

1984 é o ano e título do sexto álbum dos irmãos Eddie e Alex Van Halen e o último de David Lee Roth. Na arte temos um lindo anjinho lourinho fumando um cigarrinho do demônio. Censura fácil! Que nada, longe disso, a capa segue linda e majestosa pelos quatro cantos do mundo. Todo mundo adorou, até os yankees.
Então só para constar Van Halen aqui na minha lista, vamos de Balance que foi terrivelmente mutilada (literalmente) lá no Japão.

Bruce Springsteen

Alguns “entendidos” no assunto afirmam categoricamente que na capa de Born in USA (1984), Bruce “the Boss” está sim é mijando na bandeira americana. Segundo eles, é nítido ver que pela posição de sua mão, escondida na parte da frente, estaria segurando o “the Boss” e dando aquela balançada final. Será?

The Rolling Stones

Sticky Fingers é responsável por ser uma das capas mais conhecidas dos Stones e também teve sua segunda versão. Só que neste caso, por incrível que pareça, a número dois também causou incômodo: Uma lata aberta com dedos humanos e muito sangue.
Nota (1): A concepção de Sticky Fingers é de Andy Warhol;
Nota (2): Foi eleita pela VH1 como a melhor capa de rock de todos os tempos;
Nota (3): O modelo da capa é Joe Dallesandro, o mesmo que aparece na capa de The Smiths. (apresentada no primeiro post do Lex)
Nota (4): Portando Stick Fingers já conseguiu a proeza de aparecer em dois posts aqui no DezCapas.

ALEX STEINWEISS

O CRIADOR DO DESIGN DE CAPAS – POR ZÉ MÁRIO

Olá galera viciada em música e design, estão com crise de abstinência? Aqui vai uma dose concentrada para vocês!

Eu iria atender ao pedido do leitor e colega de facul Lucas Alves e fazer uma lista com capas de discos bizarras, mas acabei me deparando com uma coisa que não tinha me passado pela cabeça: afinal, quem inventou o design de capas de discos? Isso não foi projetado por Deus nos 6 dias de criação do mundo, foi? Não. O homem que é a causa do tema deste blog existir tem outro nome, e se chama Alex Steinweiss!

Quem é Alex Steinweiss?

Alex era norte-americano e nasceu em Nova York na década de 10, e infelizmente faleceu há pouco mais de um mês, no dia 17 de julho de 2011.  Ele era um desenhista assitente do pintor Joseph Binder, e via que as capas de álbuns eram um papel Kraft com o nome do artista e o título do trabalho com uma fonte padrão para todos. Ele foi até a Columbia records (a mais antiga do mundo (fundada em 1888) e apresentou sua idéia, que foi aceita em primeiro momento.

Eu sinceramente nem sei por onde começar a definir as 10 melhores capas dele, pois são todas muito boas, e vejo nelas elementos que foram utilizados em outros projetos gráficos de álbuns. Pois bem, vamos para as minhas 10 preferidas.

Bem, esta capa poder ser a primeira da lista, já que se trata do primeiro design de capa de disco do mundo, não é?! Pelo que pesquisei, trata-se de uma coletânea de músicas. Segue uma música que provavelmente está neste álbum:

Adorei a ilustração desta capa, e também o que está dentro dela, Louis Armstrong, um gênio do jazz. Uma musiquinha rodada do próprio disco da época. Apreciem os ruídos, ok?

Sabe um músico insignificante para a música brasileira? (sarcasmo, ok?) pois bem, uma das capas de seu trabalho foi também feita por Alex. Vamos ouvir sua música que faz uma onomatopéia musical de um trem:

Sou fã dos violões flamencos, portanto, esta entra! E mais uma música rodando direto de um bolachão original da época, nada de remasterização hein!

A idéia de o casaco ser o piano foi sensacional! aqui um vídeo de uma execução da faixa hungarian Rhapsody nº 15

Nesta capa pode-se ver a influência que os novos conceitos de design influenciam o trabalho dele. Esta capa é de 1960. Eu consegui deste álbum um link com ele na íntegra. É só clicar em qual lado dos dois discos você quer ouvir que abrirá no seu navegador um player do quicktime. Clique aqui

Conga e Rumba cubanas. Olhem de onde vem o boneco, em cima do mapa cubano. Segue uma música de um dos grupos no álbun, o Antobal And his Orchestra

Há pouco tempo vi uma ótima criação de anúncio para um jornal, onde a foto da capa é estendida toda a situação por trás dele, como o piso desta casa se estendendo atrás da janela. Se trata de um musical gravado no disco.  Segue  o áudio da peça.

Um exemplo de colagem. Aqui, uma música de Bessie Smith. Não sei se está neste disco, mas a  música é muito boa

E outro exemplo de colagem, são dois álbuns de uma coleção intitulada “HOT JAZZ CLASSICS” Deste aqui, consegui uma música rodada direto do disco, sendo filmada enqunto toca numa vitrola. Luxo não?!

Bem, depois de mostrar como foi a trajetória deste artista anônimo, vale por uma imagem dele nos dias de hoje, que viveu até o mês passado.

CURIOSIDADES

SABE POR QUE A GENTE CHAMA OS DISCOS DE ÁLBUNS? – porque, como a capacidade de gravação dos antigos discos era muito pequena, as faixas eram desmembradas e vendidas em dois ou mais discos, portanto, não eram discos de músicas, mas sim álbuns.

SUA PRÓPRIA FONTE TIPOGRÁFICA – Alex usava muito um estilo de fonte tipográfica criada por ele, clique aqui para ver a fonte.

Bem pessoal, talvez alguns de vocês já tenham conhecido a história de Alex Steinweiss, de qualquer maneira, fico feliz em contá-la a todos. Ah, clique aqui para ver mais capas dele no próprio site.

Até mais e nos siga: @dezcapas

Amigos e bons contatos

O que Mudhoney, Levi’s, New York Times Magazine, Bo Diddley, Visa, Reader’s Digest, Elvis Costello, Macy’s, entre outros têm em comum?
EDWIN FOTHERINGHAM. Ilustrador australiano que no começo dos anos 90 foi morar em Seattle. Naquele início de década a cidade revolucionava o cenário musical com o grunge. Ele teve maior projeção quando amigos de bandas locais encomendaram as capas de seus discos. No mesmo período surgiu oportunidade de viagem para Nova Iorque. Com portfolio em mãos e bons contatos, a lista de clientes não parou de crescer. O post passeia por alguns de seus trabalhos envolvendo indie rock, blues e jazz.

1.1.  MUDHONEY – PIECE OF CAKE

Lançado em 1992, foi o primeiro disco por uma grande gravadora. A produção feita por Conrad Uno foi a mais pé no chão possível o que resultou algo bem Mudhoney. “Suck You Dry” é uma das minhas músicas preferidas.


Chris Novoselic aparece aos 37 segundos bebendo uma no balcão


Mudhoney – Suck You Dry

1.2. MUDHONEY – MY BROTHER THE COW

Penúltimo disco gravado com Matt Lukin, baixista da formação original. Após a turnê de Tomorrow Hit Today, de 1998, ele casou com sua namorada alemã, ainda mora em Seattle e dedica-se em tempo integral ao ofício da carpintaria.


Mudhoney – Judgement, Rage, Retribution And Thyme

2. LOVE BATTERY – DAYGLO

A banda escolheu o nome Love Battery por causa de música de Buzzcocks. Dayglo é da mesma época dos clássicos de Pearl Jam, Nirvana e Soundgarden, é tão bom quanto, mas infelizmente não obteve o merecido reconhecimento.


Love Battery – Out Of Focus

3. FLOP – WHENEVER YOU’RE READY

Martin Rushent, responsável por boa parte da obra de Buzzcocks, foi o produtor do disco. Com toda bagagem e histórico punk que carrega, em Whenever You’re Ready as guitarras soaram menos distorcidas. Do áureo período do movimento grunge este lançamento foi um dos que mais gostei.

S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L. a camiseta do vocalista Rusty Willoughby
Atenção aos 51 segundos do video.


Flop – Regrets

4. BO DIDDLEY – I’M A MAN – THE CHESS MASTERS, 1955-58

Compilação que resgata o início de carreira, período que o cantor lançou mais singles que discos completos.


Bo Diddley – Bo Diddley – Live 1965

5. JOE HENDERSON BIG BAND

Consagrado jazzista americano que iniciou carreira incentivado por seus pais e por um de seus treze irmãos. O interesse por instrumentos não era apenas pelo saxofone. Bateria, piano, baixo e flauta faziam parte de sua formação.

6. THE ENNIO MORRICONE ANTHOLOGY – A FISTFUL OF FILM MUSIC

Ennio Morricone, provavelmente, é o compositor mais famoso dos estúdios 20th Century Fox. Não há um número exato, mas sabe-se que ultrapassam 500 trilhas sonoras gravadas. Os estilos musicais são os mais variados, passando por jazz, clássico, pop, avant-garde, música italiana, entre outros.

7. YULES OF YORE – TV LAND TUNES FROM CHRISTMAS PAST

Divertida compilação de músicas natalinas dos anos 50 e 60, elaborada pelo canal Nickelodeon, em 1995.

8.1. MATTHEW SWEET AND SUSANNA HOFFS – UNDER THE COVERS VOL. 1

Under The Covers é coletânea idealizada pela BBC, em que músicos são convidados a regravar clássicos de determinadas épocas. Para Matthew Sweet e Susanna Hoffs foram os anos 60. Exceção apenas para “Run To Me”, de Bee Gess, lançada em 1971, mas segundo a dupla: “seu coração está nos anos 60”.


Matthew Sweet And Susanna Hoffs – I See The Rain

8.2. MATTHEW SWEET AND SUSANNA HOFFS – UNDER THE COVERS VOL. 2

A química profissional entre ambos funcionou e em 2009, três anos após o primeiro lançamento, veio o convite para a segunda coletânea, agora focada nos anos 70. Um pouco de história. Matthew Sweet iniciou carreira como segundo guitarrista de Lloyd Cole e conquistou popularidade no mundinho indie nos anos 90. Susanna Hoffs foi guitarrista e vocalista do Bangles. Lembra da dancinha ridícula de “walk like an egyptian”?


Matthew Sweet And Susanna Hoffs – Everybody Knows This Is Nowhere

9. REVEREND HORTON HEAT – SUPERSUCKERS

Duas músicas interpretadas por duas bandas no mesmo single. Reverend Horton Heat e Supersuckers mostram como interpretaram “400 Bucks” e “Caliénte”.

Frente

Verso


Reverend Horton Heat – 400 Bucks

10.1. ELVIS COSTELLO LIVE WITH THE METROPOLE ORKEST – MY FLAME BURNS BLUE

O cantor considera My Flame Burns Blue como seu primeiro disco de rock’ n’ jazz. Ele declarou: “é o que tenho feito nos últimos anos quando não estou com minha guitarra nas mãos”.

10.2. ELVIS COSTELLO – POMP & POUT – THE UNIVERSAL YEARS

Quando o contrato foi assinado com a Universal, Elvis Costello exigiu cláusula que garantiria liberdade criativa, ou seja, gravar qualquer ritmo que tivesse interesse, seja R&B, ópera, o que desejar.

Frente

Verso


Elvis Costello – Monkey To Man

MUITO PORCAMENTE sei desenhar a mão livre uma casinha, com  sol, duas nuvens e a cerca de madeira. A linguagem vintage, o traço retrô de Edwin Fotheringham remetem ao design dos anos 50 e 60, décadas que, para mim, visualmente, são encantadoras. Até quarta que vem.
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DAVE & JOSH

AS DEZ MELHORES CAPAS DE DAVE GROHL & JOSH HOMME E SEUS PROJETOS. POR ZÉ MÁRIO

Olá a todos!

Bem, para começar minha participação no Dezcapas, farei um post sobre dois músicos que eu admiro muito, Dave Grohl & Josh Homme e seus projetos paralelos, mostrando capas de 10 álbuns em que cada um foi integrante da banda. 

DAVE GROHL

Dave Grohl surge como baterista de uma banda de punk chamada Scream. Com o fim dela, ele entrou para o Nirvana no início de 1990, dando fim à uma novela de vários bateristas tentando se manter na banda.

Nirvana

Quando Dave fez um teste com a banda, Krist Novoselic declarou: “Nós sabíamos em dois minutos que ele era o baterista certo”. O diretor de arte da capa In Utero foi Robert Fisher, que fez também as outras capas da banda, mas a idéia original veio do Próprio Kurt Cobain. Anteriormente, o título era para ser I Hate Myself and I Want to Die, mas por receio de sofrer algum tipo de ação penal, o título foi trocado para In Utero, retirado de um poema de Courtney Love.

Segue um vídeo da faixa do álbum Scentless Apprentice:

Foo Fighters

Com a morte de Kurt Cobain, Dave Grohl iniciou um novo projeto. Ele já tinha algumas demos gravadas paralelamente ao Nirvana, e em 1994 Dave entrou em estúdio para gravar o álbum intitulado Foo Fighters, de sua nova banda… Foo Fighters! No primeiro álbum ele gravou todos os instrumentos sozinho, vindo os integrantes posteriormente. 

Apesar de gostar (musicalmente falando) do álbum One by One, eu achei o máximo a capa deste álbum, o Echoes, silence, patience & Grace! A idéia da potência de uma válvula ser comparada à de uma bomba foi genial! O trabalho é da agência Invisible Creature. Vamos ver o clip The pretender:

Tenacious D

A formação desta banda é composta por Jack Black e Kile Gass, desde 1994. Dave gravou a bateria dos dois álbuns da dupla, e no The Pick of Destiny, além de ser baterista, Dave atua no filme como o Beelzeboss (demônio).

Veja o vídeo com Dave Grohl atuando:

Probot

Neste projeto, Dave Grohl quis reunir grandes nomes do metal, como Lemmy (Motörhead) e Max Cavalera (Sepultura) para gravar um álbum com onze faixas mais uma hidden track. O curioso deste álbum e que Dave Grohl, assim como no álbum de estréia do Foo Fighters gravou todos os instrumentos, deixando para os convidados os vocais.

Veja um clipe de uma das faixas do álbum com Lemmy no contrabaixo e vocal:

Them Croocked Vultures

Esta é considerada uma Power band, pois são 3 integrantes, nada menos que: Dave Grohl (Foo Fighters) Josh Homme (QOTSA) e John Paul Jones (Led Zepellin). A idéia veio de Dave, e em sua festa de 40 anos ele marcou um “encontro às escuras” entre Josh e John e deixou os dois conversando, para ver se rolava a parceria. E deu no lançamento do álbum de estréia em 2009.

Veja uma das apresentações da banda com a música Reptile:

JOSH HOMME

Músico que surgiu na cena de Palm Desert, na Califórnia, Josh foi um dos fundadores da banda Sons of Kyuss (depois encurtada para Kyuss) em 1988, durando até 1995.

kyuss

No Kyuss, Josh era o guitarrista, e essa banda teve uma forte projeção no cenário musical por causa de seu som psicodélico e as guitarras extremamente experimentais e graves (Homme usava amplificador de contrabaixo para conseguir graves mais fortes) Tocavam muito nas chamadas “generator parties”, que eram festas no meio do deserto que utilizavam geradores à gasolina para alimentar a energia dos instrumentos regadas por drogas ilícitas.Veja um vídeo da banda e repare em duas coisas: o clip ser gravado no deserto e o timbre grave da guitarra de Josh:

Queens of the Stone age 

Em 1995 Josh fundou a banda Queens of the Stone Age, sua principal banda até hoje. O álbum “Songs for the deaf” foi o grande ápice da banda (até agora) e contou com Dave Grohl na bateria.A Capa foi feita pelo estúdio Inglês Shinola juntamente com o clip da faixa Go with the flow. Segue um link para um blog com informações sobre a criação do vídeo: http://migre.me/5to6j

Vamos de Go with de flow? Segue:

Eagles of Death Metal 

Nesta banda, Josh faz o papel de Dave, tocando na bateria dessa banda. Ele ajudou a fundar ela também junto a Jesse Hughes e Brian O’Connor. Uma curiosidade que surgiu esta semana é que o Them Croocked Vultures está fazendo alguns shows para arrecadar dinheiro para Brian, pois foi diagnosticado recentemente com um grave câncer.

Segue o vídeo da primeira música que estourou da banda, com Josh na bateria

Desert Sessions

Dos projetos de Josh, esse é um dos mais curiosos, pois trata-se de Jam sessions no estúdio Rancho de la Luna organizados por Josh, localizado no deserto de Joshua Tree. Todas as músicas são escritas neste estúdio em poucas horas e os instrumentos são todos antigos. Algumas idéias são depois regravadas em álbuns de participantes, como a faixa do álbum Lullabies to paralize In my head (QOTSA) e do álbum Era Vulgaris, a Faixa Make it Chu (QOTSA) A lista de músicos que já passaram por lá é gigantesca, pertencentes à bandas como Soundgarden e Nine inch Nails. No site (bem desatualizado, desde 2005 sem novidades) das Desert Sessions é possível ouvir algumas coisas gravadas por lá. http://www.desertsessions.com/Segue a versão original da Música Make it chu (QOTSA) em uma das edições das Desert Session:

U.N.K.L.E

Banda britânica formada por  James Lavelle e Tim Goldsworthy. Josh teve participação com vocais e gravando instrumentos em 2 álbuns da banda, Never, never land (2003) e War stories (2007). A banda também é marcada por inúmeras parcerias em seus álbuns, e nomes como Mark Lanegan (que também foi integrante do QOTSA no álbum songs for ther deaf) já passaram pelo U.N.K.L.E.Esta música achei muito boa, pois coloca Josh em um contexto mais eletrônico, algo totalmente diferente dos timbres vintage dele:

Eu respeito muito estes dois músicos por serem extremamente produtivos, e fazendo este post descobri inúmeras ligações que os dois tinham além das mais óbvias, o QOTSA e o Them Croocked Vultures.

Até sexta que vem e nos siga no Twitter: @dezcapas!

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