"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Arquivo para setembro, 2011

Carros e capas

CAPAS DE DISCOS E CARROS – POR ZÉ MÁRIO

Olá pessoal, bom dia, e boa sexta – feira a todos!

Dentro das coisas que mais gosto estão a música, o design e carros. E não há nada melhor para falar sobre estes três q não seja capas de discos com carros.

O meu maior trabalho foi escolher só dez capas, mas de qualquer maneira, vamos lá sem muita delongas:

Seria quase um crime falar de capas de discos com carro e não falar de Roberto Carlos. Ele é apaixonado por carros e já fez um filme inclusive, o a 300 km/h. Como a entrada do filme rola de fundo a música “Eles estão surdos”, resolvi colocá-la, com ele dirigindo um dodge Charger RT 1971 nacional:

O estilo que esta capa foi desenhada se chama LOWBROW, um movimento artístico underground que surgiu em Los Angeles – Califórnia na década de 70. Suas origens vem do hq, punk, hot rods e pin ups. A origem do estilo é atribuída aos cartunistas  Robert Williams e Gary Panter. Esta capa do Ramones foi feita neste estilo, bem como o clipe da música I Don’t want grow up:

ZZ top sempre usou carros na criação de suas capas, e em especial a Eliminator, com um hot rod ford coupé 1933 com o mesmo nome do disco, que se encontra agora no Rock and Roll Hall of Fame. Vamos ver o clipe  “Gimme all you lovin” com o eliminator em ação:


Herb Alpert & The Tijuana Brass – foi fundador da A&M records, durante sua carreira lançou cinco singles e vinte e oito álbuns na billboard. Infelizmente não consegui descobrir qual carro foi usado nesta capa, mas ela é sensacional. Ouça a musica “A taste of honey” de 1967:

Os canadenses do Steppenwolf são os queridinhos de motoqueiros, mas sua música born to be wild entrou na mente da criançada dos anos 80/90 através do jogo Rock’n roll racing. Pra quem não lembra, veja. Eu mesmo lembro nitidamente dese jogo:

Esta capa do Aerosmith é sensacional. Como havia dito em outro post, essa é uma das minhas bandas preferidas. dese álbum, vamos ouvir o terceiro single o Janes gotta a gun:

Eu não conhecia esta cantora até a pesquisa que levantei para este post. Achei a capa desse disco simples e bonito, com ela prestes a saltar do capo de um Mercury Cougar. ao buscar um vídeo para o post, achei essa música dela que é muito boa, com a print de oura capa de disco dela, com carro também:

Ao achar esta capa, pensei que era de algum rapper mais excêntrico, mas mantendo alguns elementos básicos, como mulheres e carros superesportivos. Ao achar uma faixa do disco, decobri é uma banda de metal, com um gosto parecido com de rappers para capas, rsrsr. Oficialmente o disco ainda será lançado no próximo dia 16. Ouçam entãoa novissima faixa back for more:

O Lemonheads foi uma banda indie que fez sucesso no início dos anos 90, e uma das músicas mais famosas que eles lançaram foi uma regravação da música  Mrs. Robinson, da dupla Simon & Garfunkel. Em sua capa, há um popular chevrolet Bel air vinho. Vamos de Mrs. Robinson:

Para fechar este post de hoje em grande estilo, nada melhor que um rockabilly e uma capa com uma kombi. Johnny and the Hurricanes foi uma banda formada em Ohio, e ficaram famosos por fazer uma versão instrumental da música folclórica Red River Valley, mas sob o nome de Red River Rock. Vejam ela ao vivo:

Por hoje é só pessoal. Até mais e dêem follow no meu twitter: z_e__mario e curtam a fan page do dezcapas no facebook

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Genitália DESNUDA

Hoje pretendia escrever apenas sobre os 20 anos de NEVERMIND, clássico de Nirvana, comemorado dia 24 de setembro. Muito já foi comentado sobre o assunto, como no último fim de semana quando a Mtv dedicou programação a banda. Uma semana antes André Barcinsky escreveu em seu blog, publicado na Ilustrada da Folha de São Paulo, a história detalhada.

Além de importante para o mercado fonográfico, a capa do disco causou polêmica por trazer o recém-nascido Spencer Elden nu. Na época muitas lojas colocaram tarja preta no pôster de divulgação, e recentemente o Facebook bloqueou o arquivo em seu sistema por considerá-lo pornográfico.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

As capas escolhidas para o post deixaram a vergonha de lado e estão com a genitália desnuda QUASE 100% à mostra.

1. JIMI HENDRIX – ELECTRIC LADYLAND

Disco duplo disponível em três capas diferentes. Com o revival ao vinil, inclusive mencionado no post da semana passada, a opção com este layout é o mais caro.

Abaixo a foto completa. Clique para ampliá-la.

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2. JOHN LENNON – UNFINISHED MUSIC #1: TWO VIRGINS

Não há música no disco e sim trechos de conversas longe do microfone, passos, entre outros ruídos.

A capa causou polêmica por trazer John Lennon e Yoko Ono em nu frontal

Nas lojas o disco foi “envelopado” em papel kraft

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3. BELA B FEATURING CHARLOTTE ROCHE – 1…2…3…

Bela B foi baterista da banda punk alemã Die Ärzte. Ele também fez sucesso como ator. O nome artístico é referência a Bela Lugosi.

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4. WHITE ZOMBIE – SUPERSEXY SWINGIN’ SOUNDS

Supersexy Swingin’ Sounds é formado por remixes de Astro-Creep: 2000, mais o cover de “I’m Your Boogie Man”, de KC & the Sunshine Band lançada também na trilha do filme The Crow: City Of Angels.

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5. BLOODHOUND GANG – HEFTY FINE

O disco chamaria Heavy Flow, mas quando Jimmy Pop, vocalista, descobriu que há música de Moby com mesmo nome, desistiu da ideia. Na capa estaria uma mulher gorda, opção não aprovada pela gravadora. A banda publicou as duas pendengas em seu site e recebeu várias sugestões. Carlin Langley, modelo de capa, enviou uma foto sua praticando sexo oral em outro homem usando nickname Hefty Fine. Problema resolvido.

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6. MINISTRY – DARK SIDE OF THE SPOON

Alguns críticos não gostaram de Dark Side Of The Spoon. Por outro lado a opinião é quase unânime, ele é melhor que Filth Pig. Minha dúvida é: isso é bom ou ruim?

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7. RED HOT CHILI PEPPERS – MOTHER’S MILK

Disco de estréia de Chad Smith na bateria, John Frusciante na guitarra, e meu preferido da banda. Em 1989 Frusciante estava no auge de seus dezenove anos. Este foi o último lançado pela EMI. Blood Sugar Sex Magik, de 1991, saiu pela Warner.

Layout original com flor estrategicamente posicionada…

… e segunda opção “comportada”

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8. THE SLITS – CUT

A banda começou a criar forma, em show de Patti Smith, quando Arianne Forster, Ari Up, convidou Paloma Romero, Palmolive, para escrever algumas músicas juntas. Cut, disco de estréia, foi produzido por Dennis Bovell, conhecido por seu trabalho com reggae music.

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9.1. PRINCE – LOVESEXY

Em março de 1987 Prince lançou o bem-sucedido Sign’ O’ The Times. Em novembro do mesmo ano chegaria às lojas The Black Album, mas o conteúdo não foi aprovado pela Warner. Existe lenda urbana que vinis e cds foram destruídos depois de prontos. Lovesexy, de fevereiro de 1988, carrega o fardo de lançamento às pressas. Oficialmente The Black Album chegou às prateleiras em 1994.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

9.2. DIDJITS – LOVESICLE

Single com as músicas “Goodbye Mr. Policeman” e “One Dead Hippy”. Fãs fervorosos a Prince declararam que não há sex appeal na capa de Lovesicle.

10. SUGAR RAY – LEMONADE AND BROWNIES

Lemonade And Brownies, de 1995, carregava no funk metal e punk rock alternativo. Mesmo com a posição convidativa da modelo, comercialmente, o disco foi um fracasso.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

EXTRA 1. INOCENTES – INOCENTES

Reza lenda que a banda não queria aparecer nas capas de seus discos. Para Inocentes, em que os quatro aparecem nus e algemados, houve expectativa que a ideia fosse reprovada pela gravadora, o que não aconteceu.

EXTRA 2. TIMBALADA – TIMBALADA

EXTRA 3 – Forró Estourado – Liga o Som
(versão de “Come As You Are”)

O que sobrou de Kurt Cobain VIROU no caixão. Pode verificar.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
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Para ler as edições anteriores clique aqui. Até quarta que vem.

Rock in Rio 2011

Quando tive essa brilhante ideia (hein??) de montar um blog dedicado às capas de discos, logo me veio a mente os festivais que aconteceriam durante esse ano no Brasil: Rock in Rio, SWU e Planeta Terra. E eles serviriam de pretexto para posts bacanas dedicados as bandas participantes. Então vamos ao primeiro: o tal mal falado Rock in Rio.

Considerando apenas o palco principal, batizado de palco mundo, temos a soma de 35 atrações. Dessas podemos considerar umas 20 como merecedoras de participar de um festival que leva o nome Rock no teu nome.
E entre estes vinte artistas eu particularmente perderia o meu tempo com umas cinco. Ou seja, daria para fazer um Rock in Rio só de um dia!! Mas não daria para fazer um post de 10 capas!! rs
Mas para salvar o meu dia me esforcei e diminui meu grau de exigência, e assim consegui chegar nas 10 melhores capas de discos das bandas do Rock in Rio 2011. Vamos a elas!!

(talvez Lex e Zé Mário façam também um post dedicado ao festival (ou não) e tenham uma maior compaixão com o evento)

1. Steal this Album – System of a Down

O número um do post é o número um não por ter a capa mais legal, e sim por não ter capa!! O disco era vendido assim: apenas a bolacha simulando uma mídia virgem dessas que você compra na Santa Ifigênia e depois escreve a mão.

2. Ace of Spades – Motörhead

É a melhor banda no Rock in Rio. Dos melhores shows que já vi ao vivo, eles também estão lá. E este disco/capa com certeza é uma das minhas prediletas. Tem esse visual bangue-bangue mexicano e foge das tradicionais capas da banda com seu mascote.

3. Goodbye Yellow Brick Road – Elton John

Meu pai tinha esse compacto (vinil single com duas músicas) em casa. E ainda moleque de tudo eu adorava a capa e logo depois me apaixonei pela canção. Não consegui achar na internet o mesmo exemplar que eu tinha, mas essa oficial do single inglês também é ótima.

4. Lies – Guns n´Roses

A banda de um homem só. Possui em sua discografia apenas 6 álbuns de estúdio, lançados em incríveis 26 anos de estrada. São poucas mas sempre bem interessantes, a escolhida por exemplo imita uma capa de jornal com as músicas como manchetes.

5. When it’s All Over We Still Have to Clear Up – Snow Patrol

Só acaba quanto termina. Será o fim para este garotinho? A foto é belíssima.

6. A Rush of Blood to the Head – Coldplay

A arte da capa foi concebida pelo fotógrafo e artista plástico Solve Sundsbo e foi originalmente feita para uma capa de revista. Chris Martin curtiu e pediu autorização para estampar o segundo álbum da banda.

7. Travelling Without Moving – Jamiroquai

É o terceiro disco da banda britânica de acid-jazz-pop. E assim como os anteriores traz na capa já o tradicional bufallo man. Desta vez, o “bonequinho” imita o conhecido emblema da Ferrari.

8. Load – Metallica

Este disco marca a grande mudança do Metallica, antes thrashers, agora queridinhos do rock. Na capa: sangue bovino + sêmen do próprio autor Andres Serrano. O tradicional logo pontudo da banda também mudou e o visual dos rapazes ficou mais pop gótico. E a música não era mais a mesma.

9. Mama Said – Lenny Kravitz

Segundo disco do cara e uma capa bem fiel ao som apresentado no disco. Um rock dançante misturado com soul e muitas guitarras.

10. I’m With You – Red Hot Chilli Peppers

Logo de cara já digo que não gosto de Red Hot. Sempre achei uma banda mais do mesmo e em alguns casos pop demais para configurar entre as grandes bandas de rock. Não sou conhecedor da obra dos caras e por isso passeando rapidamente pelas capas me deparei com esta que é o seu mais recente lançamento. Um mosquito pousado sobre uma pílula. O que isto significa? Nada, é apenas arte!.. palavras do vocalista Anthony Kiedis

Extra

E para fechar o post, um video. E o escolhido foi o projeto Mondo Cane de Mike Patton, que se apresentou com a Orquestra de Heliópolis no palco secundário cantando pérolas da musica italiana. Mais uma prova de que o festival mandou muito mal na escolha de seus artistas, já que até agora o melhor que aconteceu nem foi no palco principal.

CAPA de Vinil

No meio dos anos 90 o vinil perdeu espaço para o CD. Em muitos lugares a produção foi encerrada, inclusive no Brasil. Atualmente ele sustenta status de item cult, cobiçado por muitos. Além da utilidade sonora, em Cardiff, no País de Gales, o LP ganhou nova função. SLEEVEFACE significa substituir parte do corpo com o layout de capa, adaptado a paisagem local. Rapidamente a prática se espalhou por todo o mundo. Com enquadramento perfeito, perspectiva ajustada e sensibilidade do fotógrafo, o resultado SURPREENDE. No post estão 10 bons exemplos +3 extras.

1. Ramones – End Of The Century


Ramones – This Ain’t Havana – Live – 1980

2. John Lennon And Yoko Ono – Double Fantasy


John Lennon – Woman

3. Leon And Mary Russell – Make Love To The Music

“A Song For You” foi lançada no homônimo Leon Russell, de 1970. Para Make Love To The Music nada foi filmado.

4. The Rolling Stones – Black And Blue


The Rolling Stones – Hot Stuff

5. Bob Dylan – Blonde on Blonde


Bob Dylan – Leopard-skin Pill-box Hat

6. Marvin Gaye – Midnight Love



Marvin Gaye – Sexual Healing

7. The Cure – Standing On The Beach:
The Singles

Standing On The Beach: The Singles foi compilação lançada por The Cure, em 1986. Inclui músicas de Three Imaginary Boys, de 1979, a The Head on the Door, de 1985. Junto também esteve disponível, por tempo limitado,  home video Staring At The Sea: The Images com todos os clipes do mesmo período.


The Cure – Killing An Arab

8. Jim Post – I Love My Life

O simpático senhorzinho do vídeo é o marmanjo que refresca o bigodon em banho de cachoeira na capa de I Love My Life.

9. Freddie Mercury – Mr Bad Guy


Freddie Mercury – Made In Heaven

10. Prince – Prince


Prince – I Wanna Be Your Lover

Alguns exemplos com artistas brasileiros.

EXTRA 1. XUXA – 5



Xuxa 5 – Lançamento e Turnê

EXTRA 2. Cartola – Verde Que Te Quero Rosa

EXTRA 3. Maria Bethânia – Canções E Momentos

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Entre descolados de plantão dizer que tem o vinil do último lançamento é o máximo. NÃO compartilho da prática e NÃO participo do revival ao vinil. Prefiro carregar no bolso 40.000 músicas digitais usando mp3 player. Até quarta que vem.
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Preto no Branco e no Vermelho

A mais poderosa combinação de cor de todos os tempos, da Coca-Cola até uma bandeira nazista“.
Assim definiu Jack White (compositor, vocalista, guitarrista e pianista) sobre as cores que definiram o conceito visual da banda. Formando dupla com Meg White (bateria e percussão) desde 1997 na cidade de Detroit, todos os trabalhos do White Stripes tiveram o vermelho, preto e branco presentes em suas capas de álbuns, dvds, e também nos figurinos e video-clipes.

Muitas bandas já se utilizaram de elementos gráficos ou simbologias, muitas outras nem se preocupam com isso. No caso de nossa dupla, a escolha foi pelas cores, o que acabou rendendo um belíssimo resultado. Vamos ver?
A ordem não é cronológica e sim por minha preferência. Até mais!

1. Get Behind me Satan (2005)

2. The Denial Twist (single/2005)

3. Elephant (capa EUA/capa UK/ 2003)

4. The Hardest Button to Button (single/2003)

5. Rag and Bone (single/2007)

6. Icky Thump (2007)

7. White Blood Cells (2001)

8. Lafayette Blues (single/1998)

9. The White Stripes (1999)

10. De Stijl (2000)

Extras:

A arte vermelha/branca/preta também presentes nos videos da banda:

You Don’t Know What Love Is

Seven Nation Army

As dez do Zé

AS DEZ CAPAS PREFERIDAS DO ZÉ. POR ZÉ MÁRIO

Olá pessoal!

Hoje, após alguns posts falando de gravadoras e grandes designers de capas, quero fazer uma lista com as capas que mais gosto. Posso estar sendo injusto com outras capas que gosto mais do que estas aqui, mas no momento, preferi colocar estas!

Esta capa é uma das que mais gosto. Há uma história por trás desta capa. A primeira a ser feita é esta à esquerda, que um designer de Nova York pegou a figura de uma deusa de um livro hare krishna e só colocou a cabeça de um gato. Os hare krishna americanos quiseram banir o álbum. Mesmo com a imagem licensiada, a banda decidiu fazer a outra capa, com o gato preso à roda. A faixa Taste of India é a faixa que mais gosto do álbum:

Uma vez tive a chance de ter contato com a discografia do INXS, e foi muito bom conhecer o trabalho deles. Uma das músicas que mais gosto deles é a Never tear us apart:

Uma das capas mais simples que já vi e que passam a idéia psicodélica do Pink FLoyd. Não sou um fã fervoroso deles, mas esta música neste show é animal, uma das melhores performances que já vi (uma música bem executada com um palco absurdamente complexo). Comfortably Numb:

Esta capa acho absolutamente sensacional, como a brincadeira do teatro fazer alusão à caixas de som e o dirigível sendo iluminado lembrando um pouco a arte de poster russo…demais. Vamos de Black Dog:

O the Mars Volta é uma das bandas mais doidas que conheço. O som é demais e as capas sempre trazem climas surreais, que pra mim, é o movimento artístico mais interessante (God save Dali, rs). Segue uma música que gosto muito deste álbum, inertiatic ESP:

Esta banda é de goiânia, e quem fez a arte da capa é o estúdio Bicicleta sem freio, que pertence também aos integrantes da banda. eles tem músicas no estilo stoner rock e cantam em inglês. a  música My favorite way é minha preferida, e o clip, sensacional (produzido também pelos caras):

Esta capa é simples e não tem um acabamento muito sofisticado, mas gosto da simplicidade. A música Are you gonna be my girl vocês devem se lembrar:

O jamiroquai é a banda de funk music que mais gosto. esta capa imitando o brasão da ferrari tem um porquê: O vocalista, Jay Kay é aficcionado por carros superesportivos e os coleciona, e inclusive detonou uma Lamborghini em um de seus clipes, Cosmic girl:

Esta capa já coloquei em outra lista, mas como é uma das minhas preferidas entra aqui novamente. O conceito de unir a potência da bomba com a potência de uma válvula de amplificador é genial. O estúdio de design é o Invisible creature. Segue uma das melhores músicas do álbum, Long road to ruin:

Como qualquer coisa que venha de Tom York e companhia é confuso e psicodélico. Esta capa para mim ainda é uma incógnita o que ela significa. A melhor música do álbum para mim é a paranoid android, mas ao invés de colocar o clip original do desenho, fecharemos esta sexta-feira um clipe feito só com vídeos do YouTube:

Em uma outra oportunidade colocarei mais dez capas que gosto. Bom fim de semana a todos e curta a nossa FAN PAGE NO FACEBOOK. Até mais

Minha AMANTE Inglesa

Aconteceu no dia 6 de setembro, em Londres, entrega do Mercury Prize, prêmio que escolhe o Melhor Disco Do Ano. Quem levou o caneco foi Let England Shake, de PJ HARVEY, minha amante inglesa (*). Em 2001 Stories From The City, Stories From The Sea realizou mesma façanha. A premiação acontece há dezenove anos e nunca havia acontecido de mesmo artista ser contemplado duas vezes.

Ao receber a estatueta ela declarou: “É muito bom estar aqui porque da última vez que ganhei, em 11 de setembro de 2001, eu estava em Washington assistindo o Pentágono pegar fogo.” O post passeia pelas dez capas que formam o conjunto de sua obra.

1. Dry – 1992

De imediato o disco foi sucesso no mundinho indie. Ele custou menos de cinco mil libras para ser gravado e emplacou os singles “Sheela-Na-Gig” e “Dress”. A imperfeição no layout de capa é intencional.

Essa versão ao vivo é a segunda do clipe, muito mais legal que a original. Para assistir a primeira, de estúdio, clique aqui.

2. Rid of Me – 1993

Por causa de Dry PJ Harvey foi convidada para o Reading Festival. Lá conheceu Steve Albini, cultuado produtor de Pixies, e que acabou sendo responsável por Rid Of Me também. O casaco de pele falsa foi figurino oficial da turnê.


50 Ft Queenie

3. To Bring You My Love – 1995

Produzido por Flood, que trabalhou com U2, Nine Inch Nails, Erasure, entre outros, To Bring You My Love foi um dos discos mais comentados daquele ano. Ajudou a alavancar a carreira de PJ Harvey na terra do Tio San e o clipe de “Down By The Water” passava repetidamente na programação de todas as Mtvs. No Lado B era figurinha repetida.

“…oh help me Jesus
come through the storm
I had to lose her
to do her harm
I heard her holler
I heard her moan
my lovely daughter
I took her home

little fish, big fish
swimming in the water
come back here man

gimme my daughter”

EXTRA 1. NICK CAVE AND THE BAD SEEDS – MURDER BALLADS – 1996

Após bem-sucedida turnê de To Bring You My Love a cantora foi convidada por Nick Cave para o dueto. Reza lenda que a relação entre eles não estava resumida apenas a música.


Henry Lee

4. Dance Hall At Louse Point – 1996

Primeiro trabalho 100% em parceria de John Parish. Alguns críticos disseram que “Parish and Harvey share more than studio experience and art rock influences. They possess uncommon instinct and a genius level connection to rock’s bluesy, isolated and threatening soul.”


That Was My Veil

EXTRA 2. TRICKY – ANGLES WITH DIRTY FACES – 1998

Martina é parceira de longa data de Tricky, mas não a única. PJ Harvey colaborou em “Broken Homes.”

5. Is This Desire? – 1998

Para escrever as músicas a cantora voltou para Yeovil, sua cidade de origem, localizada a sudoeste de Londres. A intenção foi se isolar das tendências pop e rock. O resultado ficou intimista, sutil.


A Perfect Day Elise

6. Stories from the City, Stories from the Sea – 2000

PJ Harvey assumia personalidade diferente em cada lançamento, como estudante de arte, em Dry e poetisa punk, em Rid Of Me. Stories From The City, Stories From The Sea foi inspirado por período que morou em Nova Iorque e a vida no campo.


A Place Called Home

7. Uh Huh Her – 2004

Uh Huh Her pode ser interpretado como afirmação, suspiro ou riso. No clipe é possível ver fotos e montagens que compõem o projeto gráfico do cd.

Com a passagem da turnê pelos Estados Unidos a cantora interpretou três músicas nos estúdios do canal VH1. Pretendia publicar apenas o link do video, como no item 1, com a versão original de “Dress”, mas não consegui. A apresentação é IMPECÁVEL. O desespero na letra, combinado a música e olhar fixo no final são DESTRUIDORES.

“…I need you
the time is running out
oh baby
can’t you hear me call?…”

8. White Chalk – 2007

O mais curioso sobre as sessões de estúdio é que PJ Harvey aprendeu a tocar piano exclusivamente para gravar o disco. As onze músicas foram registradas em exatos cinco meses. A imperfeição no layout de capa é intencional.


When Under Ether

 “…the woman beside me
is holding my hand
I point at the ceiling
she smiles so kind
something’s inside me
unborn and unblessed

disappears in the ether
this world to the next
disappears in the ether
one world to the next

human kindness”

9. A Woman A Man Walked By – 2009

Segundo trabalho 100% em parceria de John Parish. O disco começa com “Black Hearted Love”, que corresponde a “This Is My Veil”, em Dance Hall At Louse Point.

10. Let England Shake – 2011

As letras de Let England Shake abordam as guerras as quais a Inglaterra participou. Quando PJ Harvey participou de The Andrew Marr Show, exibido pela BBC, o ex-primeiro ministro britânico Gordon Brown foi um dos entrevistados o que causou certa saia justa.


The Words That Maketh Murder

“I’ve seen and done things I want to forget
I’ve seen soldiers fall like lumps of meat
blown and shot out beyond belief
arms and legs were in the trees…”

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(*)
Na época da dose_INDIE, no saudoso setedoses.com, afirmei que tenho um amor indie. Ela chama Kim Deal, vocalista das Breeders, a quem dedico total respeito e carinho ao conjunto de sua obra. A carne é fraca, o sexo feminino provoca e faz certo tempo que também fui seduzido aos encantos de Polly Jean Harvey, minha amante inglesa. Até quarta que vem.
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