"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Arquivo para janeiro, 2012

dropZ #1: Google Street View

O jovem Sean Yeaton, da revista Vice, selecionou dez lugares icônicos que serviram de cenário para a arte de alguns álbuns do mundo da música. Em seguida, encontrou o melhor ângulo das imagens para que elas ficassem combinadas com as capas dos álbuns. Algumas foram fáceis de encontrar, como a do disco “Abbey Road”, dos Beatles, ou a do “461 Ocean Boulevard”, de Eric Clapton. Já outras deram trabalho para Yeaton, como “After The Gold Rush”, de Neil Young.

Abbey Road – The Beatles

(What’s The Story) Morning Glory? – Oasis

Animals – Pink Floyd

Ramones – Ramones

After The Gold Rush – Neil Young

The Freewheelin’ – Bob Dylan

461 Ocean Boulevard – Eric Clapton

Dressed To Kill – Kiss

Willy And The Poor Boys
Creedence Clearwater Revival

Paul’s Boutique – The Beastie Boys

Fonte: Olhar Digital

meia XEPA

Em cada post publico a média de doze músicas, mas não significa que pesquisei apenas essa quantidade. Geralmente acaba sendo o dobro disso. Depois de escutar as escolhidas várias vezes para sentir as que combinam mais, edito o setlist definitivo. Dicas de amigos, bandas novas que pesquiso e um pouco de ajuda do acaso dão o arremate final. A dose_INDIE de hoje começou a criar forma em março de 2011 com a edição NOVO Sete Doses. Pelo menos cinco bandas definiram o norte.

01 – Girls – Morning Light

A namorada de Christopher Owens o apresentou a Matt Fishbeck e a paixão de ambos por música e drogas resultou em Girls. Album foi considerado em 2009 Melhor Disco de Estréia pelas revistas Spin, Rolling Stone e site Pitchfork, o que rendeu a dupla convite para abrir os shows de Smashing Pumpkins e Julian Casablancas.

02 – No Joy – Heedless

Jasmine White Glutz estava em Los Angeles quando iniciou a banda com a amiga Laura Lloyd que morava no Canadá. O primeiro show oficial aconteceu em Montreal. Baixista e baterista entraram para o time depois que a banda assinou contrato com gravadora. Ghost Blonde, disco de estréia, foi produzido por Sune Rose-Wagner, guitarrista do the Raveonettes.

03 – The Swirlies – Sterling Moss

No início a banda chamava Raspberry Bang e fazia cover das meninas do Go-Go’s. Durante a gravação de They Spent Their Wild Youthful Days In The Glittering World Of The Salons a formação duas guitarras, baixo e bateria foi completada por uso de drum machine na maioria das músicas. Fez A diferença, positivamente.

04 – The Aislers Set – Attraction Action Reaction*

A vocalista Amy Linton gravou Terrible Things Happen, disco de estréia, sozinha e mesmo assim assinou com se fosse banda. Os outros quatro integrantes entraram a partir do segundo lançamento. Para manter a atmosfera intimista todos os discos são gravados em seu estúdio caseiro.

05 – Vivian Girls – I Heard You Say*

Vivian Girls, disco de estréia, foi muito bem aceito no mundinho indie. Everything Goes Wrong, o segundo, é considerado cópia grosseira do antecessor. Em Share The Joy o vigor do início foi resgatado. Alguns fatores contribuíram, como a entrada da baterista Fiona Campbell e a produção feita por Jarvis Taveniere, do Woods, seu parceiro no The Babies.

06 – Liechtenstein – All At Once

Trio de meninas suecas formado por guitarra, baixo e teclado. A baterista é incorporada apenas nas apresentações ao vivo. Survival Strategies In A Modern World carrega nas referências retro, como uso de equipamentos antigos. Alguns críticos declararam que o disco poderia ter sido lançado em 1986 mesmo soando muito bem nos anos 2000.

07 – Dum Dum Girls – Blank Girl*

Em I Will Be as músicas soam despretensiosas, mas não simplistas. Parte foi gravado do quarto da vocalista Dee Dee. Nele há cover de Sonny e Cher com “Baby, Don’t Go”. O momento romântico do disco fica com a baladinha “Blank Girl” em que o vocal é dividido com Brandon Welchez, do Crocodiles,  e seu marido.

08 – Harlem – Three Legged Dog

Trio formado por amigos que tocam juntos desde o high school. No início a adoração por Darby Crash, vocalista do The Germs fez com que eles soassem mais punk do que rock. Smart Pussy, Coomers Explosion, e Pink Extreme foram alguns nomes usados antes de adotarem definitivamente o atual.

09 – Frankie Rose And The Outs – Candy

Frankie Rose resolveu sair do Vivian Girls depois de ter tocado bateria no disco de estréia da banda e escrito a letra de “Where Do You Run To”. Outros ex-integrantes de Crystals Stilts e Dum Dum Girls também fazem parte do projeto. Black Tambourine e My Bloody Valentine são algumas referências.

10 – Neverever  – The Young Runaways

Depois da temporada em Glasgow como integrantes do The Royal We, Jihae Simmons e seu marido Wallace Meek mudaram para Los Angeles e com Devon Williams e Mickey LaFranchi formaram The Champagne Socialists. Quando o primeiro single foi lançado eles adotaram o nome Neverever e gravaram Angelic Swells.

11 – The Babies – All Things Come To Pass*

Liderado por Cassie Ramone, de Vivian Girls e Kevin Morby, de Woods. A ideia surgiu pela vontade de tocarem algumas músicas juntos. Não há cobrança para futuros lançamentos. A banda “existe” quando ambos não estão ocupados com seus projetos principais.

12 – Slumber Party – Made Up Mind*

Em Musik, quarto disco de estúdio, é possível ouvir os novos caminhos que Aliccia Berg definiu para a banda, processo iniciado em 3. Slumber Party é considerada uma das responsáveis pelo novo som de Detroit.

13 – Best Coast – When I’m With You

Escrever músicas em parceria de Bruno Bobb e estar no palco com Best Coast não foram tarefas difíceis para Bethany Cosentino. Ela foi atriz mirim. As primeiras letras surgiram aos 17 anos e abordavam relações amorosas não correspondidas, estar com os amigos, entre outros assuntos relevantes para a idade. Snacks, seu gato de estimação, ilustra a capa do disco. Obrigado Ana, minha amiga desde a época do Sete Doses, por me apresentar o Best Coast.

14 – Beach Fossils – Wide Awake

Entre lançar disco solo e assinar com o próprio nome, Dustin Payseur resolveu usar Beach Fossils e estruturá-lo como banda. Os demais integrantes foram convocados quando todas as músicas do disco de estréia já estavam gravadas.

15 – Lawrence Arabia – Apple Pie Bed

Em 2005, além da banda Reduction Agents, James Milne criou o alter ego Lawrence Arabia. O homônimo disco de estréia conquistou reconhecimento na Nova Zelândia, sua terra natal, e ignorada no hemisfério Norte. No ano seguinte ele mudou para Londres e dedicou-se integralmente a produção de Chant Darling. Em 2009 o roteiro de “Apple Pie Bed” escrito em parceria com Luke Buda ganhou o APRA Music Awards, premiação australiana que reconhece melhor compositor, performance ao vivo e sucesso em vendas.

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As bandas marcadas com (*) fazem parte do setlist da edição 105 e ajudaram a definir o Norte de hoje, como mencionei acima. Para conhecer o que já foi publicado anteriormente clique aqui. Até sexta que vem.

A ovelha negra se aposenta

Olá pessoal, como vai vocês??

Na segunda-feira passada, rita Lee anuncia sua “aposentadoria” dos palcos. Segundo ela, o que forçou fazer isso é sua fragilidade física:  “Aposento-me de shows, da música nunca. Quem me viu ontem pode bem atestar minha fragilidade física”. Mas em contraponto, diz que tem material o suficiente para gravar uns cindo discos de inéditas. Bem, enquanto as inéditas não vem, vamos relembrar suas melhores músicas, mas não seguindo a ordem cronológica (que começa com mutantes). Bora lá?

Fruto proibido

O disco Fruto proibido é de 1975, e nele tem a música que mais gosto dela, Ovelha negra. O simples solo no final da música é um dos que mais gosto de ouvir, com uma bela melodia. É a música que há alguns anos fez eu querer saber quem era Rita Lee. Vamos ouvir a versão acústica do ano de 2000:

Mutantes – Mutantes

Outro dia uma banda de Nova York começou a me seguir no Twitter, e eles pensaram que eu era espanhol (não me perguntem o pq). Na hr q disse ” NO! i’m from Brazil”, a primeira banda que veio à cabeça deles pra me responder foi os Mutantes. É uma das bandas nacionais mais reconhecidas no exterior. Este é o primeiro disco deles, e vamos também à primeira música do album, Panis et circences (letra do Caetano Veloso e Gilberto Gil):

Os Mutantes – A divina comédia ou

Esta música foi incansávelmente regravada, mas a versão original é a the best. É uma mistura de órgão que era utilizado aos excessos na década de 70 (Vide The Doors por exemplo) com o melhor da percussão brasileira!

Build up

Atualmente a Rita Lee é um ser estranho com aqueles cabelos vermelhos e óculos redondos vermelhos tb. Esta capa merece ter entrado só para mostrar como esta pessoa era extremamente linda (e tb parecida com a moça dos palito de dente como aparece ao lado). Vamos ouvir precisamos de irmãos:

Rita Lee – 1979 (feat. logo strokes)

Eu admito que não conheço muito bem a obra da Rita Lee, e justamente uso o Dezcapas como meio para pesquisar mais sobre artistas. Ao ver esta capa dela veio na hora o logo do Strokes na mente! é muito parecido, mas como é um estilo de uma determinada época, não vou abrir o bico e dizer “Pláaagio safados”. vamos ouvir Mania de você:

Balacobaco

Não tenho mmuito o que dizer sobre este disco, a não ser que acho demais a música que abre, amor e sexo. Sem enrolação, vamos ouvir 😉

A marca da zorra

Ela tem uma discografia gigantesca, e garimpar dentro de todos eles as principais músicas dá trabalho, rs. Neste álbum achei “nem luxo nem lixo”. Bora ouvir

Santa Rita de Sampa

Em homenagem ao aniversário da nossa querida, caótica, inundada, com suas veias entupidas de carros congestionados, vamos ouvir a música da nossa padroeira, Santa Rita de Cássia:

Rita Lee – Zona zen

Se não fosse aquele “Z” em vermelho, essa capa seria fantástica. A faixa título do album é muito legal, não conhecia. Vamos ouvir:

Ao vivo MTV

Para fechar em grande estilo este post, coloco esta capa que acho demais, muito legal esta pose que ela está, meio cansaço ou peso de sua enorme carreira, meio reverenciando o público que fez com que ela chegasse até onde chegou…enfim, gosto muito desta capa. Para fechar a playlist, vamos ouvir Esse tal de roque enrow com Pitty, que também já está merecendo um especial aqui no Dezcapas:

É isso aí pessoal, aqui não tem 10% do que Rita Lee produziu em sua carreira que, pelo menos dos palcos pediu distância. Até mais!

Nunca serão!!

Nunca serão! Jamais serão!

São na verdade atores, apresentadores, e possuem qualquer outra atividade artística que não seja a música.  Este post vou chamar de drops, e é só para não passar batido minha participação no DezCapas desta semana.
Prometo que semana que vem faço algo bem caprichado. Mas também como ser caprichado com esse time aqui? Não tem muito o que fazer. Não há o que falar e nem mostrar, é até difícil arranjar registros de áudio e vídeo desses caras.

A única exceção fica por conta do recém lançado Let Then Talk do Doctor House, digo, Hugh Laurie.  Esse é fera! Mandou muito bem neste discão de  blues, com toda uma homenagem a cidade de New Orleans.  E se querem uma outra praia, Hugh também é escritor e seu Vendedor de Armas é um dos livros mais divertidos e vigorosos que tive em minhas mãos.  Assista a série, compre o disco, leia o livro.

1. Let Then Talk – Hugh Laurie

2. Just Sings – Jerry Lewis


*
Agora é por sua conta e risco.

*

3. The Return of Bruno – Bruce Willis

Melhor você assistir Sexto Sentido

4. How Could It Be – Eddie Murphy

Melhor você assistir Um Tira da Pesada

5. … Sings America – David Hasselhoff

Melhor você assistir… humm… tá difícil! Pode ser Click

6. Cowboy Favorites – Clint Eastwood

Melhor você assistir, agora, Gran Torino

7. Songs from the Crystal Cave – Steven Seagal

Melhor você assistir Nico, Acima da Lei

8. The Futurist – Robert Downey Jr

Melhor você assistir Trovão Tropical

9. Kurt Russell – Kurt Russell

Melhor você assistir Os Aventureiros do Bairro Proibido

10. Só entre nós – Roberto Justus

Melhor você assistir… OPSS!! Se ele aparecer na tv você senta o dedo no gatilho.

O Imperador JÁ VAI TARDE?

Talvez. Em abril de 2011 escrevi sobre sua volta. Foi o assunto futebolístico mais comentado no período. A expectativa de bons resultados foi substituída por realidade oposta ao esperado. Li que o Campeão dos Campeões não pretende renovar seu contrato. Quem sabe não há vaga no time de várzea de Piraporinha? Sábio foi o Palestra Itália. Para piorar a atual situação Patrícia Poeta não apresenta mais o Fantástico. Agora para quem o Imperador vai pedir MAIS UM voto de confiança? Sinceramente não faço questão alguma em saber. Problemas antigos que ainda dão o que falar foi a ideia em mente para a escolha do setlist. Adaptei para bandas antigas que não perderam o lance. É gol.

01 – Hoodoo Gurus – Waking Up Tired – 1996

Até Crank, de 1994, a banda havia criado um padrão, os fãs sabiam como seria o próximo disco. Em In Blue Cave as guitarras soaram mais altas, um pouco pesadas, mas nada além do esperado, apenas Hoodoo Gurus.

02 – INXS – Kiss The Dirt
(Falling Down The Mountain) – 1985

Desde o segundo disco INXS estava abandonando a sonoridade 100% pop para soar mais rock’ n’ roll. Em Listen Like Thieves chegaram bem perto disso. Na minha opinião a banda sempre acertou com os clipes. “Kiss The Dirt (Falling Down The Mountain)” é um dos meus preferidos.

03 – James – Born Of Frustration – 1992

“Born Of Frustration” é bom exemplo de como a banda evoluiu no arranjo de suas músicas, mas sem perder elementos típicos que compõem o conjunto de sua obra. Mérito também ao vigor da interpretação do vocalista Tim Booth.

04 – Echo And The Bunnymen – Seven Seas – 1984

Uma pequena orquestra acompanhou a banda, em 2010, no show de Ocean Rain, em São Paulo. O disco foi interpretado na íntegra e na ordem das músicas. Assumo minha total cabacice por ter perdido a apresentação. Imaginava que seria em um mês e foi no anterior.

05 – Pixies – Velouria – 1990

Bossanova é considerado o disco mais fraco da banda, mas não deixa de ser importante. Nele há sinais de cansaço e genialidade. Black Francis o considera seu preferido. No mesmo ano Kim Deal, meu amor indie, lançou Pod, o primeiro das Breeders.

06 – Morrissey – Have A Go Merchant – 1995

A música foi lançada no lado B do singles Boxers. O clipe não é oficial e sim trecho do show Introducing Morrissey, de 1996, nunca lançado oficialmente em DVD.

07 – Midnight Oil – Surf’s Up Tonight – 1996

A produção de Breathe foi menos elaborada que Earth And Sun And Moon. As músicas são diretas, mais fiéis as demos o que resultou num disco menos ambicioso mas tão forte quanto Diesel And Dust.

08 – The Cure – The End Of The World – 2004

Há certo tempo Robert Smith anuncia que pretende acabar com a banda. Essa intensão ficava impressa em cada disco lançado. “The Cure” foi gravado em menos de cinco meses e não carrega essa vontade.

“go if you want to
I never try to stop you
know there’s a reason
for all of this you’re feeling
love it’s not my call
you couldn’t ever love me more
you couldn’t love me more
you couldn’t love…”

…maybe we didn’t understand
not just a boy and a girl
it’s just the end of
the end of the world…”

09 – Electronic – Get The Message – 1991

O single “Gettin Away With It” foi lançado em 1989 pela dupla Bernard Summer, do New Order, e Johnny Marr, ex-The Smiths, e teve participação de Neil Tennant, do Pet Shop Boys, no vocal. A música segurou por dois anos a expectativa para o disco de estréia do Electronic. Quando ele chegou às lojas a segunda música de trabalho foi “Get The Message.”

10 – The Jesus And Mary Chain – Come On – 1994

Stoned & Dethroned está um passo a frente comparado ao som que a banda fazia. Há bons momentos acústicos, rock folk e de parceria, como em “Sometimes, Always”, com Hope Saldoval, do Mazzy Star e Shane Macgowan, do Pogues, em “God Help Me”. Sou fãzaço da banda. A apresentação do Planeta Terra, de 2008, foi o show da minha vida. Sobre o conjunto da obra o carinho especial é por Stoned & Dethroned.

11 – R.E.M. – Untitled Hidden Track – 1988

Última música de Green e sem título. Alguns fãs a chamam de “Eleven” por ser a posição que ocupa no disco.

“this world is big and so-awake
I stayed up late to hear your voice
this light is here to keep you warm
this song is here to keep you strong

I made a list of things to say
but all I really want to say
all I really want to say is
hold her and keep him strong
while I’m away from here
hold her and keep her strong
while I’m away from here…”

12 – Sugarcubes – Deus – 1988

Björk sempre esteve acima da média. O primeiro disco que gravou foi aos onze anos com canções infantis. Life’s Too Good foi o primeiro do Sugarcubes e “Deus” a primeira música que conheci da banda. Esclarecedora.

“Deus does not exit
but if he does, he lives in the sky above me
in the fattest largest cloud up there
he’s whiter than white and cleaner then clean
he wants to reach me…

…I once met him
it really surprised me
he put me in a bath tub
made me squeeky clean
really clean

he said hi. I said hi
I was still clean…”
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Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e do Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

Efeito Marty McFly

Você já viu algum filme da trilogia De Volta para o Futuro, de Robert Zemeckis? Pois bem temos o nosso herói Marty McFly, interpretado por Michael J. Fox, que viaja no tempo e dependendo de suas ações acaba alterando a história da sua vida, pais e amigos.

Isso é divertidamente demonstrado através da brincadeira das fotos, onde um determinado personagem some do papel por conta de alguma cagada do Marty.
O lance aqui é mais ou menos isso, imagine se John Lennon, Elvis, Kurt e tantos outros tivessem uma pontinha no filme!!

Jean-Marie Delbes e Hatim El Hihi são os designers responsáveis pela ideia. Vamos às dez mais criativas:

John Lennon & Yoko Ono

Não só perdeu o maridão como o beijo ficou no vácuo. Mas no final das contas deram um nariz bonitinho pra ela.

Ramones

Tommy Ramone, ou Tom Erdélyi, é o único integrante ainda vivo da formação original dos Ramones.

The Beatles

Na capa original Paul está morto, agora depois que Lennon e Harrison se foram, ele aparece vivo! Que coisa!!

New York Dolls

Aqui é fim de festa MESMO!…precisou até de um novo sofá para refazer a capa.

Johnny Thunders

E a cadeira lamenta: So Alone!

The Beach Boys

Agora sim está mais viável um surf coletivo!

Elvis Presley

A carreira solo do baixista que acompanhava o Elvis

AC/DC

Bon Scott quase nem aparece na foto original, veio correndo pro click e soltou o sorrisão.

Nirvana

Kurt como um “espírito” ainda deixou sua sombra na camisa do Novoselic.
Abaixo a antológica apresentação do Nirvana no Hollywood Rock de 1993. Eu estava lá e xinguei a quinta geração do Kurt. Infelizmente ele chegou somente na segunda.

The Doors

Jim Morrison foi a falência com seu hotel cobrando apenas $2,50 a diária. Resultado: foi demitido.

Sexta-feira TREZE

Em agosto de 2010, numa sexta-feira TREZE, Morrissey foi convidado pelo site The Quietus para listar os treze discos mais importantes de sua vida. Os editores explicaram porque escolheram o cantor: “Steven Patrick Morrissey is at heart a music fan like you and I.” Alguns críticos estranharam a não-presença de obra do The Smiths. Na minha opinião ele agiu certo, afinal o universo da música é maior que nosso próprio umbigo. Desde a primeira dose_INDIE repeti música apenas uma vez e foi por bom motivo. Hoje esse número sobe para 6.

01 – New York Dolls – New York Dolls – 1973

01.1 – New York Dolls – Looking For A Kiss*

O primeiro contato de Morrissey com a banda foi através do programa de televisão Old Grey Whistle Test, em 1973. Ele declarou: “the first emotional experience of my life.”

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02 – Ramones – Ramones – 1976


02.1 – Ramones – Judy Is A Punk*

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Em 2009 Morrissey homenageou Johnny Ramone e fotografou a capa do single “Something Is Squeezing My Skull” em seu túmulo.

03 – Patti Smith – Horses – 1976


03.1 – Patti Smith – Redondo Beach*

“The Hand That Rocks The Cradle”, lançada no homônimo disco de estréia, foi a primeira música que o The Smiths escreveu junto. Na letra há citações dos escritores que mais influenciaram Morrissey, como Shelagh Delaney, Al Jolson, Thomas Gray, e trechos que remetem a “Kimberly”, música de Patti Smith presente em Horses.

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04 – Nico – Chelsea Girl – 1967

04.1 – Nico – I’ll Keep It With Mine

Opinião do cantor sobre Nico: “On the flipside of happy, Nico net caught me early. Her voice equalled the sound of a body being thrown out of a window – entirely with out hope, of this world, or the next, or the previous. Onstage, she moved like a big bleak creaking house, never once altering the direction of her eyes. I am in love. Her harmonium heaves and swells like crashing waves answering each other. If Nico could’ve laughed, she would’ve. But she couldn’t, so she didn’t.”

“I’ll Keep It With Mine” é cover de Bob Dylan gravada originalmente em 1961.

05 – Iggy And The Stooges – Raw Power – 1973

05.1 – Iggy And The Stooges – Search And Destroy

“I’m a street walking cheetah
with a heart full of napalm
I’m a runaway son of the nuclear A-bomb
I am a world’s forgotten boy
the one who searches and destroys
honey gotta help me please
somebody gotta save my soul
baby detonates for me…”

06 – Sparks – Kimono My House – 1974

06.1 – Sparks – Equator

Em 2004 Morrissey fez a curadoria do Meltdown Festival. Sparks foi uma das bandas convidadas. Na ocasião eles interpretaram Kimono My House e Lil Beethoven na íntegra.

07 – The Velvet Underground – White Light White Heat – 1968

07.1 – The Velvet Underground – White Light White Heat*

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08 – The Velvet Underground – The Velvet Underground And Nico – 1967

08.1 – The Velvet Underground – Femme Fatale

Sobre a banda nas palavras do cantor: “Talking of the modern poet in modern music and listening to Lou Reed as a part of The Velvet Underground, we are really listening to the WH Auden of the modern world. Once again, not existing in print poetry but in recorded noise.”

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09 – Roxy Music – For Your Pleasure – 1973


09.1 – Roxy Music – Editions Of You

Discussões e diferenças musicais foram elementos constantes na gravação de For Your Pleasure, tanto que Brian Eno saiu da banda depois que o disco chegou as lojas. Por outro lado essas divergências resultaram excelentes momentos, como em “Edition Of You” em que o som dos sintetizadores produziu texturas inovadoras para os padrões de 1973.

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10 – Damien Dempsey – Seize The Day – 2004


10.1 – Damien Dempsey – Jar Song

“I’m the world’s biggest Damien Dempsey fan, but every night he kept saying exactly the same things onstage. So one night I met him walking offstage and jumped on his back. He enjoyed that and so did I.”

11 – Smoking Popes – Born To Quit – 1995


11.1 – Smoking Popes – Need You Around*

Born To Quit é o segundo disco da banda de Chicago. Josh Caterer carregou nas referências vocais ao cantor inglês e deu certo tanto que Morrissey declarou: “Did you ever hear Born To Quit? It’s by the Smoking Popes. I thought that album was extraordinary, the most lovable thing I’d heard in years.”

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12 – Jeff Buckley – Grace – 1995

12.1 – Jeff Buckley – Last Goodbye

Talvez Grace tenha entrado na lista de preferidos de Morrissey em homenagem póstuma. Jeff Buckley era fã declarado do The Smiths e sempre tocava “The Boy With The Thorn In His Side” e “I Know It’s Over” em seus shows. Essa última lançada na compilação So Real: Songs From Jeff Buckley.

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13 – Jobriath – Jobriath – 1973

13.1 – Jobriath – Rock Of Ages

A fase Ziggy Stardust, de David Bowie, foi a referência para o visual andrógino de Jobriath. Com isso ele recebeu o apelido de “a fada do rock”. Em 1973, semanas antes de seu disco de estréia chegar as lojas, a gravadora espalhou vários outdoors na Times Square em que o cantor aparecia nu.

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FELIZMENTE a fase de má qualidade de áudio do podcast acabou. As músicas marcadas com (*) são as repetidas que mencionei no começo do post. Para conhecer as edições anteriores clique aqui. Até sexta que vem.

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