"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Arquivo para maio, 2012

as 12 MELHORES dos anos 90

Desde o saudoso Sete Doses escrevo sobre o carinho e respeito que mantenho aos anos 90. Musicalmente a década foi ENCANTADORA. Recentemente a revista New Musical Express, NME, aprofundou o assunto, definiu critério próprio e elegeu as 100 Melhores Músicas do período. Obviamente MUITA COISA BOA ficou de fora e outras coisas nem tão boas tiveram destaque. Desconsiderei o ranking da publicação inglesa, mas usei a lista para definir as 12 mais da dose_INDIE.

01 – Paul Weller – The Changingman

“By the time the Modfather released his third solo album ‘Stanley Road’, he’d firmly found his feet as a solo artist and was flourishing even without The Jam or Style Council. In many ways “The Changingman” could neatly serve as Weller’s mantra for the era: a recognition of the need for constant evolution and boundary-pushing, backed by a riff-heavy stomp and white-hot licks.”

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02 – Pulp – Do You Remember The First Time?

“Pulp had been building up to this one, slyly chronicling our peculiar little ways to a soundtrack that rose above the Britpop mire.”

A música escolhida por NME foi “Commom People”, lançada em Different Class, de maio de 1995, mas minha preferida é “Do You Remember The First Time?”, que está em His N Hers.

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03 – Suede – Stay Together

“The Valentine’s Day kiss-off between Brett Anderson and Bernard Butler came in the form of these four minutes of swirling romantic drama. Anderson’s lyric spoke of the pull of a junkie’s fix versus love, while Butler’s fretwork was brash and bold, hinting at something more celestial. It’s bombast didn’t give any hint of what was about to happen to band chemistry. “Stay Together”? As if they could…”

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04 – Teenage Fanclub – The Concept

LAMENTÁVEL ausência de Teenage Fanclub entre as 100 Melhores, segundo a publicação inglesa. “The Concept” faz parte de Bandwagonesque que não a toa é tão importante quanto Nevermind The Bollocks, de Sex Pistols e Loveless, de My Bloody Valentine.

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05 – Super Furry Animals – If You Don’t Want Me To Destroy You

“An early snapshot of the weird and wonderful world of Wales’ finest purveyors of eclectic pop, “If You Don’t Want Me To Destroy You” is Gruff Rhys and co at their dreamiest best. The grazing electric guitars provide a pillow-soft melody as Rhys coos, “And when the animals gather around you/ Do you ask them for the time, or do you run away and whine?” Off-kilter but pitch-perfect.”

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06 – Mazzy Star – Fade Into You

“This beautiful witchy waltz suggested Hope Sandoval and David Roback had been watching a lot of David Lynch films and listening to loads of old country songs. Released in 1993, it seemed beamed in from another time and place, transcending the musical waves of the time. Sandoval, whose vocal was filled with a unique, sumptuous sadness, said of the song: “It’s about faith, losing faith.”

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07 – Elliott Smith – Miss Misery

“Needle In The Hay”, a escolhida pela publicação inglesa, está na trilha de The Royal Tenenbaums, um dos meus filmes preferidos. Ela foi usada na cena de suicídio do personagem Richie, interpretado por Luke Wilson. Dos lançamentos de Elliott Smith nos anos 90 fico com “Miss Misery”, lançada apenas em Gênio Indomável, filme escrito e estrelado por Matt Damon e Ben Affleck.

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08 – Mercury Rev – Car Wash Hair

Mercury Rev também não está na lista de NME. “Car Wash Hair” foi lançada como single em 1991. No ano seguinte entrou como faixa 99 de Yerself Is Steam, disco de estréia da banda. “Very Sleepy Rivers”, oitava música, foi dividida em pequenos trechos que durou até a 98°.

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Um pouco de história. Nos anos 90 acontecia com frequente os discos terem música fantasma. Na contra-capa de meu cd Modern Life Is Rubbish, de Blur, está relacionado dezessete, mas ele tem 89. Da 18° a 87° estão pequenos trechos de três segundos sem audio. Na 88° faixa começa “When The Cows Come Home” e depois vem “Peach.”

09 – Manic Street Preachers – Motorcycle Emptiness

“While “Generation Terrorists” has its critics, no sage soul has a bad word to say about “Motorcycle Emptiness” and with good reason, because it remains one of the Manics’ glittering high-points. To this day, it shines as an undimmed soul-trodden elegy, buoyed by some of James Dean Bradfield’s finest fretwork, and topped off with Richey Edwards’ typically brilliant poetic flourishes.”

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10 – Belle And Sebastian – Lazy Line Painter Jane

“Lazy Line Painter Jane” foi lançada primeiro como single e depois virou box com três cds. Lembro que gostei da música desde a primeira vez que a escutei, mas sinceramente gosto mais ou menos de Belle And Sebastian. Prefiro assistir a compilação de clipes Fans Only. Há trechos do show do Free Jazz Festival, de 2001. A escolhida para a lista de NME foi “The Boy With The Arab Strap.”

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11 – The Beta Band – Dry The Rain

“The Beta Band’s unique selling point was that even though they were game-changers, they sounded so damned effortless with it. Their magical concoction of stoner folk, and lo-fi hip-hop may have drawn parallels with Beck and Folk Implosion but in the gentle majesty of “Dry The Rain” theirs was a very particular proposition, with Scot Steve Mason leading the dour charge to this musical melting pot.”

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12 – Gene – Sleep Well Tonight

Comparação ao The Smiths foi fardo que a banda carregou durante a fase Olympian, disco de estréia. Parte da fama vinha da postura melancólica adotada pelo vocalista Martin Rossiter que macarronicamente imitava Morrissey. Infelizmente nenhuma música entrou para a lista das 100 Melhores da publicação inglesa. “Sleep Well Tonight” e “Mayday” são minhas preferidas.

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Martin Rossiter imitou ou não imitou Morrissey?

EXTRA 1 – Morrissey – Seasick, Yet Still Docked

Dia 22 de maio Morrissey completou 53 anos. PARABÉNS, Mozz. Esse clipe foi filmado durante a fase de divulgação de Your Arsenal, em 1992, mas lançado apenas em 2000 na compilação Oye Steban.

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 EXTRA 2 – Bee Gees – Run To Me

Primeiro MCA, dos Beastie Boys; depois Donna Summer e domingo passado, dia 20, Robin Gibb perdeu batalha contra o câncer. É inquestionável que os Bee Gees foram verdadeiros hit makers. Goste ou não. EU GOSTO de “Run To Me.”

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Blur, Oasis e Radiohead ficaram fora do setlist, mas não significa que suas músicas não estão entre minhas preferidas dos anos 90. Como são bandas que participam com frequência da dose_INDIE resolvi explorar outras sonoridades. Algumas datas estão diferentes da publicação inglesa porque na maioria citei o lançamento do disco, não do single. Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui.

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FECHADO para manutenção

Na edição Histórias de MORRISSEY começou  a dificuldade para publicar os vídeos da dose_INDIE. Até março usava o Viddler, mas ele começou a cobrar pelo serviço de hospedagem e o valor não é NADA amigável. Encontrei um site romeno com a mesma proposta e consegui subir algumas coisas, mas quem disse que ele e o wordpress conversam? QUASE deu certo. O Youtube seria a solução mais simples SE ele não bloqueasse conteúdo anexado em outros blogs.

Para mim não há nada mais irritante do que ler a mensagem acima. Frustrante também. Boa parte do que publico está relacionada ao vídeo que vem na sequência do texto. Sem poder mostrá-lo a informação perde força. Dois bons exemplos são os posts com as capas do The Smiths. Praticamente todos os layouts foram retirados de cenas de filmes.

Outro perrengue envolve o áudio do podcast. Semana passada a edição em homenagem a MCA, dos Beastie Boys, foi porcamente publicada com vários players. Por algum motivo que NÃO SEI QUAL É o procedimento de envio de arquivo “pesado” para a Locaweb mudou e o problema foi resolvido há poucos dias. A solução para os vídeos envolveu um site francês e outro americano que “conversam.”

Resolvi não publicar material inédito essa semana para colocar a casa em ordem. FECHADO PARA MANUTENÇÃO. Para o post não ser apenas lamentação segue abaixo episódio de uma série que conheci essa semana: Charlie The Unicorn. Lembrou um pouco as situações enxaquecosas nonsense do Garoto Enxaqueca. Diversão garantida.

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“Djaga Djaga Djaga Djaga Djaga Chu Shoe”

Finalizo o post com Donna Summer. Ela foi a rainha da disco music, mas a lembrança que tenho de sua carreira é o pop dos anos 80. “She Works Hard For The Money” tocava com frequência no Super Special, programada de clipes que passava na Band ao meio dia, apresentado por Serguinho Caffé. Não perdia um.

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Até sexta que vem. Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui.

four and three and two and ONE MCA

Sexta-feira passada, dia 4, estava animado com o clima pré Virada Cultural de São Paulo. Aguardava ansioso para assistir aos shows de Man Or Astro-man, Júpiter Maçã, Members Of Morphine, Pin Ups, Suicidal Tendencies e Cabeça Dinossauro dos Titãs. O dia também foi marcado pela triste notícia da morte de Adam MCA Yauch, dos Beastie Boys. Em 2009 ele foi diagnosticado com câncer na glândula salivar. Após cirurgia para remoção de tumor o músico passou temporada em comunidade tibetana e seguiu dieta vegetariana orgânica. Declarou que estava saudável e esperançoso de ter vencido a doença. Perda lamentável.

Resgatei conjunto da obra dos Beastie Boys e separei pelo menos uma música de cada disco. O post de hoje é mais Dez Capas que dose_INDIE. Estou com problema de servidor para publicar o podcast completo. A solução bem da macarrônica foi a cada três layouts colocar um player.

01 – Licensed to Ill – 1986
01.1 – The New Style

Licensed to Ill mistura em perfeita sintonia rap com metal. É inquestionável a genialidade do trio. Parte do mérito também vai para o produtor Rick Rubin. Um pouco de história. Em 1985 os Beastie Boys fizeram os shows de abertura da turnê Like A Virgin de Maddonna.

 02.1 – She’s On It – 1985

Lançada como single “She’s On It” foi gravada pouco antes das sessões de estúdio de Licensed To Ill e entrou para a trilha de Krush Groove.

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02.2 – Krush Groove – 1985

O filme conta história de Russell Walker produtor musical que planeja expandir os negócios de sua gravadora, Krush Groove Records. Ele tenta dinheiro emprestado em vários bancos e não consegue. Acaba aceitando ajuda financeira de gangster o que lhe trás inúmeros problemas. A trama é baseada na história real do surgimento da gravadora Def Jam e de seus idealizadores Russell Simmons e Rick Rubin.

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03 – Paul’s Boutique – 1989
03.1 – Egg Man

Os três anos que separaram Licensed To Ill de Paul’s Boutique foram tumultuados. O trio rompeu com a Def Jam Records e partiu para Los Angeles para produzir o novo trabalho. A saudade de Nova Iorque era grande o que ficava claro nas letras. Comercialmente o disco fracassou tanto que a gravadora parou de divulgá-lo poucos meses após o lançamento. Atualmente ele é considerado obra cult, ocupa 156° posição entre os 500 maiores álbuns de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone e em 2009 foi relançado em edição de luxo comemorativa aos seus 20 anos.

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04 – Check Your Head – 1992
04.1 – Time For Livin’ / 04.2 – The Blue Nun

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05 – So What ‘Cha Want – 1992
05.1 – Skills To Pay The Bills

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06 – Ill Communication – 1994
06.1 – Tough Guy

07 – Some Old Bullshit0 – 1994
07.1 – Holy Snappers

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08 – Aglio e Olio – 1995
08.1 – Deal With It / 08.2 – Believe Me

09 – Hello Nasty – 1998
09 – The Move

10 – Beastie Boys Anthology – 1999
10.1 – Alive

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11 – To the 5 Boroughs – 2004
11.1 – Ch-Check It Out

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12 – Hot Sauce Committee Part Two – 2011
12.1 – Don’t Play No Game That I Can’t Win
Featuring Santigold

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13 – The Mix-Up – 2007
13.1 – The Kangaroo Rat

Vários artistas, de alguma forma, homenagearam MCA. Coldplay interpretou “Fight for Your Right” em piano e voz, mas na minha opinião, a mais legal foi a de Benny Anderson, do ABBA.

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Virada Cultural 2012

Neste fim de semana acontecerá a 8° Virada Cultural em São Paulo. Além de atrações envolvendo dança, teatro, cinema e outras expressões artísticas, vários palcos estarão espalhados pela cidade com bandas bem legais. Defini o setlist da dose_INDIE com algumas das atrações da Avenida São João (SJ) e Rua Barão de Limeira (BL) onde tocarão as bandas que pretendo assistir. Os horários não são dos melhores, mas para quem é fã, se o tempo ajudar e se não fizer frio polar durante a madrugada, a diversão está garantida.

01 – Man Or Astro-Man? – The Miracle Of Genuine Pyrex (BL)

Some ficção científica, surf music, trilhas B-movies, riffs de guitarra e elementos punk e resultará Man Or Astro-man. Lançado em 1997 o EP 1000X não foge a combinação e ainda soa como novidade.

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02 – Pin Ups – Pure (BL)

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03 – Júpiter Maçã – Modern Kid (BL)

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04 – Morphine – Cure For Pain (SJ)

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05 – Suicidal Tendencies – I’ll Hate You
Better (SJ)

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06 – Titãs – Estado Violência (SJ)

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07 – Pin Ups – Witkin (BL)

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08 – Júpiter Maçã – Calling All Bands (BL)

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09 – Defalla – Repelente (BL)

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10 – Morphine – Have A Lucky Day (SJ)

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11 – Suicidal Tendencies – Nobody Hears (SJ)

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12 – Titãs – Porrada (SJ)

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13 – Man Or Astro-Man? – Sferic Waves (BL)

Durante os anos 90 os intervalos de lançamentos entre discos, singles e EPs eram pequenos. A década seguinte ficou carente de novidades. Com início da nova turnê apenas Birdstuff e Electronic Monkey Wizard continuam da formação original.

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14 – Pin Ups – Guts (BL)

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15 – Defalla – It’s Fuckin’ Boring To Death (BL)

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O descritivo das bandas, capas dos discos, clipes e podcast para download no formato AAC para iPod serão publicados até amanhã. AGUARDE.

Bob

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Antes de mais nada preciso pedir desculpas com quem acompanha o blog. Estou há pelo menos três semanas sem postar nada, uma falta lamentável! A coisa ficou tão feia que o post abaixo estava 89,97% pronto antes dos shows do Bob Dylan. Mas só entrou agora, dez dias após seu último show. Que isso não se repita!! E aproveitando fica um convite para todos vocês: Querem participar do DezCapas? Estamos contratando!! Mande um e-mail para san.ziegler@yahoo.com.br com suas ideias e faça parte da família. Abraços!

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Lá vamos nós para mais um post de show!
Sabia desde o início que esta opção (publicações dedicadas a artistas com passagem no Brasil) seria muito frequente aqui no DezCapas, mas não imaginava que seria tanto! Quando pintar a retrospectiva de 2012, assim espero que chegue, quase certeza teremos mais material destes shows como de qualquer outro tema.

Reflexo do ótimo momento que o Brasil passa quando falamos da oportunidade de ver ótimos artistas. O que não reflete necessariamente que isso tem sido feito da melhor forma possível. Uns 20 anos atrás se Roger Waters ou Bob Dylan fizessem uma apresentação por aqui, seria sem dúvida algum o grande evento do ano! Nos dias atuais, eles conseguem ser o grande show do mês…ou até da semana, graças ao grande número de atrações.

Mas nem tudo são maravilhas. Tem o artista e tem público para isso. Mas não tem local, espaço adequado para um verdadeiro show de rock. Tradicionalmente os estádios de futebol eram a casa dessa turma, mas de lá pra cá existe a necessidade de buscar novas alternativas.
Aqui em São Paulo, praça que posso falar com propriedade, a coisa tá feia. Cada vez mais complicado shows em estádios, ou por conta de proibições diversas ou limitações de acesso e segurança.

Quando falamos em festivais ai a coisa parece que piora. Recentemente o já tradicional Planeta Terra ficou sem chão, ou melhor, sem lugar na fila da Monga. Falam no Anhembi como solução, e já me adianto: vai ser uma bosta em termos de lugar e som. Também tivemos o Lollapalloza que aconteceu no Jockey Club de São Paulo. O lugar até certo ponto é interessante, imenso, com acesso fácil na ida (utiliza-se o metrô que tem uma estação no local), a saída é terror puro e é preciso contar com a criatividade de quem vai. Mas quem falhou mesmo foi a produção do evento. Estrutura mínima para milhares de pessoas, filas gigantescas e você de bode antes mesmo da primeira banda tocar.

Então nessa mesma velocidade que os artistas desembarcam por aqui, é urgentemente necessário que os organizadores entrem nesse vácuo. Pensar melhor o local a ser realizado, sua estrutura interna, os acessos e como esse povo todo vai circular antes e depois do evento. É preciso um melhor diálogo com as prefeituras, ou um festival de rock não é uma atração turistica da cidade? É preciso oferecer um pacote completo que deixe o visitante satisfeito, porque não é só um solo de guitarra que interessa num show de rock.

Ok… depois de tanto mi mi mi vamos a bola da vez: Bob Dylan. É a sua quinta visita ao Brasil, sendo a última há 4 anos, e desta vez serão cinco cidades. Segue locais, datas e provável setlist para eles.

CITIBANK HALL RIO DE JANEIRO – 15/04/2012
GINÁSIO NILSON NELSON – BRASÍLIA – 17/04/2012
CHEVROLET HALL BELO HORIZONTE – 19/04/2012
CREDICARD HALL SÃO PAULO – 21 e 22/04/2012
PEPSI ON STAGE PORTO ALEGRE – 24/04/2012

Abaixo 33 minutos do show de Buenos Aires no dia 27 de abril
e dez capas bacanas do bluesman:

1. The Freewheelin’ (1963)

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2. Highway 61 revisited (1965)

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3. Together through life (2009)

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4. the basement tapes (1975)

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5. the times they are a-changin’ (1964)

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6. time out of mind (1997)

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7. slow train coming (1979)

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8. under the red sky (1990)

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9. planet waves (1974)

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10. modern times (2006)

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