"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Arquivo para outubro, 2012

pura CELEBRAÇÃO

Acompanho o Suede desde o homônimo disco de estreia, de 1993. Em sua história a banda sempre impressionou e surpreendeu nós, fãs, o que inclui saída de guitarrista original, excelente primeiro disco, segundo que agradou menos que o primeiro, mas mesmo assim é bom, a redenção em Coming Up, a perda de forças no lançamento seguinte, novo fôlego em A New Morning, compilação de Singles, e, por último, a separação amigável. Oficialmente o Suede acabou em 2003.

A possibilidade de volta sempre existiu tanto que Brett Anderson declarou: “I just want you to know. There will be another Suede record, but not yet.” A promessa será cumprida em 2013 quando conheceremos inéditas. Neste fim de semana a banda foi uma das atrações do Planeta Terra, em São Paulo, e como havia comentado no começo do mês, em COQUETEL, foi PURA CELEBRAÇÃO. Não poderia ter sido diferente, afinal, “…they come the beautiful ones.” A dose_INDIE resgatou alguns clássicos, lados B e raridades.

01 – Beautiful Ones

Coming Up foi o primeiro trabalho em que Richard Oakes participou 100% como autor das músicas. A melancolia e glam rock dos lançamentos anteriores foram substituídos por composições simples, diretas. Com este disco ele demonstrou ser na guitarra tão bom quanto Bernard Butler.

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 02 – New Generation

Terceiro single de Dog Man Star. Este foi o último disco com a participação de Bernard Butler, guitarrista da formação original. Durante as sessões de estúdio foram constantes as brigas com Brett Anderson sobre o processo criativo da obra. Butler foi substituído por Richard Oakes que na época estava no auge de seus 17 anos.

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03 – Obsessions

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04 – Can’t Get Enough

Head Music foi produzido por Steve Osbourne que também trabalhou com New Order e Happy Mondays. Esta é a justificativa para elementos de eletrônica em quase todo disco. Em algumas músicas o resultado ficou BEM EQUIVOCADO. Felizmente não foi o que aconteceu com “Can’t Get Enough,” uma de minhas preferidas.

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Há duas versões para o clipe. A que está no post é a segunda opção. A original você consegue assisti-la aqui.

05 – Love The Way You Love

Em 2003, mesmo ano em que foi anunciada a separação, chegou às lojas Singles, compilação com os maiores sucessos, mais duas músicas inéditas. “Love The Way You Love” foi uma delas.

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06 – Hard Candy

As seis músicas lançadas como lado b do single “Obsessions” tiveram cinco produtores diferentes. Stephen Street produziu “Cool Thing” e “ABC Song,” Alex Silva ficou com “Instant Sunshine,” “UFO” foi por Cameron Craig, Sean Genockey trabalhou em “Rainy Day Girl” e Tony Hoffer foi responsável por “Hard Candy.

07 – Attitude

“Attitude” foi a segunda música inédita de Singles.

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Outra novidade da compilação foi versão alternativa para “Trashque você confere no player abaixo.

08 – We’re So Disco

Há duas versões para a música. A que foi lançada no single de “Saturday Night,” em 1997, chama apenas “W.S.D.” e desenvolvida com bases de música eletrônica seguindo a linha de trabalho de Coming Up. A que está no podcast e no single Attitude, de 2003, foi gravada com guitarra, baixo e bateria.

09 – Head Music

Neil Codling, tecladista da banda, e Sam, na época namorada de Brett Anderson, formaram o irreconhecível casal da capa. A ideia partiu de Brett que desenvolveu o conceito de duas pessoas ligadas por suas cabeças, como se uma conseguisse escutar a outra.

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Um pouco de história. Quando a banda declarou que havia acabado de gravar o quarto disco, a estratégia foi divulgar o nome escolhido anunciando uma letra de cada vez. No terceiro dia Mat Osman revelou o nome completo e explicou que tudo não passou de brincadeira com o presidente da Nude Records que estava ansioso para saber como a obra chamaria.

10 – Young Men

“Young Men” foi uma das quatro músicas inéditas lançadas como lado b do single “Beautiful Ones.O projeto gráfico do CD foi desenvolvido em duas opções. Uma delas é a que está logo acima. A outra lembra um cartão postal, na cor rosa, sem os nomes das músicas e da banda, apenas com código de barras em um dos lados.

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 11 – My Insatiable One

Morrissey incluiu “My Insatiable One” no setlist de sua turnê européia e americana, em 1992. Originalmente a música foi lançada no single “The Drowners,que Manic Street Preachers registrou em apresentação ao vivo e lançadou junto de “She Is Suffering.

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Preste atenção a 1 minuto e 44 segundos do palyer e …

… aos 3 minutos e 21 segundos do vídeo.

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12 – Animal Nitrate

Na última edição de COQUETEL, post que assino mensalmente como colaborador da Rádio UOL, escrevi sobre Suede, homônimo primeiro disco da banda, e sobre a dúvida que a foto da capa gerou. Para explicar a história usei todas as capas de singles e clipes daquele período, menos o de “Animal Nitrate” que foi substituído por apresentação ao vivo para sustentar uma das situações comentadas.

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Na manhã de sexta-feira, dia 19, eu e mais 49 fãs encontramos com o Suede no pub The Queen’s Head, em São Paulo. Foi oportunidade bacana de estarmos bem próximos da banda. Mat Osman, Richard Oakes, Simon Gilbert e Neil Codling responderam nossas perguntas sem muito sacrifício. Acho que Brett Anderson passava por um bad hair day. Felizmente sua postura na apresentação do Planeta Terra foi SENSACIONAL e serviu como redenção.

Dedico esta dose_INDIE a Ana Luiza Ponciano e ao Marcelo Rodrigues e Déa Pinheiro, novos amigos que conheci na coletiva do Suede. Para conhecer as edições anteriores do Dez Capas e dose_INDIE clique aqui.

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O pior aconteceu. Perdi TODOS os arquivos de meu HD externo, e desde quinta-feira, dia 11, estou tentando recuperar alguma coisa. Fui informado pelo técnico da assistência que o processo é um tratamento homeopático, ou seja, DEMORADO. Não sei quando a rotina voltará ao normal. Por enquanto apenas as edições anteriores.

COQUETEL

No dia 3, quarta-feira, foi publicado meu segundo post como colaborador da Rádio UOL. Em COQUETEL deste mês escrevi sobre Suede, homônimo de estreia da banda inglesa e a dúvida que a capa do disco gerou. Espero que curtam. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

Banda de VIADO

Em 1993, assisti ao clipe de uma banda que o riff inicial soou familiar, como se eu conhecesse a música há muito tempo. A letra dizia:

“Won’t someone give me a gun?
Oh well it’s for my brother
Well he writes the line wrote down my spine
It says “Oh do you believe in love there?”

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Tinha acabado de conhecer “The Drowners” , do Suede. De imediato virei fã da banda. O passo seguinte foi escutar o disco inteiro. Por mais bizarro e estranho que isso pareça hoje, nos anos 90 existia locadora de CD. Em Piracicaba tínhamos cinco boas.

Logo na primeira música estava o hino “So Young.” Na sequência, vinham “Animal Nitrate” e “She’s Not Dead”. Um pouco mais adiante “Pantomime Horse”, “Sleeping Pills”, “Breakdown” e “Metal Mickey”. Era certo que Brett Anderson havia estudado pela cartilha Bowie e Morrissey.

O disco, para minha felicidade, era EXCELENTE. Mérito também ao guitarrista Bernard Butler. Johnny Marr, ex-The Smiths, o elogiava abertamente.

Eram dois homens ou duas mulheres que se beijavam na capa? Não ficava claro. Os precipitados profetizaram: “São dois homens. A música até que é legal, mas é banda de viado.” O visual andrógino, a postura de palco rebolativa e algumas declarações ambíguas de Anderson sustentavam a dúvida: “I’m a bisexual man who never had a homosexual experience.” Assista ao clipe abaixo e você entenderá a afirmação.

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Na imagem são duas mulheres. A dúvida foi esclarecida pela fotógrafa Tee Corrine, autora do registro. A foto faz parte do livro Stolen Glances: Lesbians Take Photographs, de 1991, editado por Tessa Boffin e Jean Fraser.

Na época do lançamento li sobre a história. Além de locadora de CD em Piracicaba também era vendido o semanário inglês Melody Maker. Obviamente as edições chegavam com dias de atraso. Se considerarmos que nos anos 90 o acesso às informações vindas de fora era bem difícil, estar até vinte dias atrasado era estar no lucro. Durante muito tempo li as edições que minha professora das aulas de inglês comprava.

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Em 2011, a obra do Suede foi relançada em edição de luxo. Todos os discos passaram a ser triplos. No primeiro está o registro original remasterizado. No segundo estão raridades e sobras de estúdio. E os clipes de cada período, apresentações ao vivo e entrevistas ficaram para o DVD. A primeira vez que vi a foto da capa completa foi quando meu Suede, homônimo de estréia, chegou.

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Sempre esperei para assistir a banda ao vivo e no dia 20 de outubro ela fará apresentação única em São Paulo. Esta é a primeira vez que o Suede virá ao Brasil e não tenho dúvida que será pura celebração. Da admiração que surgiu há quase duas décadas no show em que estarei na plateia cantarei o mais alto que os pulmões aguentarem “Oh do you believe in love there?”.

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Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, diretor de arte da Revista Trevo, escreve para o Dezcapas.wordpress.com, produz e apresenta a dose_INDIE há três anos.

The Killers, Lollapaloosa e stop do Foo fighters

Hey pessoal, boa tarde!

Hoje o post é variado, falando de vários assuntos que estão rodeando os bate papos entre eu e o Ziegler (o Lex não pois não trabalhamos juntos e eu sou separatista).

1 – The Killers

Baixei ilegalmente, vou ser preso o novo disco do Killers, o Battleborn. Quando lançaram o single Runaways fiquei muito empolgado, faz tempo que os caras não lançam nada e gostei do single, mas muito mais da capa.

Particularmente o Killers já foi uma boa novidade musicalmente falando, mas agora os caras sempre soam parecidos. Hot Fuss foi um disco lindo, Sam’s Town também foi estrondoso, mas daí em diante foi ficando repetitivo os sintetizadores do Brandon Flowers. Não é um disco ruim, porém mais do mesmo The Killers de 8 anos atrás.

Ouça o disco inteiro no Youtube e tire sua conclusão:

2 – Lollapaloosa > Festival insano, preço mais ainda (isso não significa ser injusto)

Nesta semana a organização do Lollapaloosa divulgou o line up prévio da edição 2013…nem vou falar muito, olhe a imagem abaixo

Tá lindo isso, mas 900 Dilmas não saem do bolso do proletário aqui para os três dias…rezo para que QOTSA e The Black Keys caiam no mesmo dia no line up individual.

Olha o vídeo chiquetoso que os caras produziram para divulgar…quase chorei, haha.

3 – Hiato do Foo Fighters

Nesta semana Dave Grohl postou no Facebook uma carta onde anuncia que o FF vai dar um tempo…pra mim isso cheira á tática de marketing, mas ok. Leia a carta e depois bata a cabeça ouvindo a música Low>>>

“Dave here. Just wanted to write and thank you all again from the bottom of my heart for another incredible year. (Our 18th, to be exact!) We truly never could have done any of this without you…

Never in my wildes

t dreams did I think Foo Fighters would make it this far. I never thought we COULD make it this far, to be honest. There were times when I didn’t think the band would survive. There were times when I wanted to give up. But… I can’t give up this band. And I never will. Because it’s not just a band to me. It’s my life. It’s my family. It’s my world.Yes… I was serious. I’m not sure when the Foo Fighters are going to play again. It feels strange to say that, but it’s a good thing for all of us to go away for a while. It’s one of the reasons we’re still here. Make sense? I never want to NOT be in this band. So, sometimes it’s good to just… put it back in the garage for a while…

But, no gold watches or vacations just yet… I’ll be focusing all of my energy on finishing up my Sound City documentary film and album for worldwide release in the very near future. A year in the making, it could be the biggest, most important project I’ve ever worked on. Get ready… it’s coming.

Me, Taylor, Nate, Pat, Chris, and Rami… I’m sure we’ll all see you out there… somewhere…

Thank you, thank you, thank you…

Dave”

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