"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Arquivo para janeiro, 2013

a primeira dose_INDIE de 2013. FELIZ ANIVERSÁRIO, lex

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Este é o nosso primeiro encontro em 2013, e ele é especial. Feliz Aniversário, Lex. Além de ser um dia festivo também fica a expectativa de boas músicas, bons shows, novas bandas, o lançamento de material inédito da turma das antigas para o ano que está apenas começando. A dose_INDIE também terá novidades. Além do podcast aqui no blog, surgem novas possibilidades, mas sobre esse assunto aguarde mais um pouco. Tentei expressar com o setlist o que está por vir. Venha!

01 – Diamond Rugs – Blue Mountains

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John McCauley pretendia desenvolver outro projeto enquanto curtia férias de Deer Tick, sua banda principal. Depois de assistir a apresentação de Los Lobos, em Nashville, ele conversou com Steve Berlin, saxofonista da cultuada banda californiana, e as afinidades musicais aconteceram.

02 – Woollen Kits – Shelley

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Banda de Melbourne e uma das grandes apostas da cena rock and roll que ressurgiu com força, na Austrália, desde o começo de 2012. Velvet Underground foi a principal referência. Four Girls foi considerado o disco que Beat Happening não lançou.

03 – Wavves – Tv Luv Song

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Nathan Williams escolheu o nome Wavves por causa do medo que senti do mar. A ideia de montar uma banda surgiu aos vinte e um anos. Na época ele era vendedor de loja de discos e escrevia como colaborador para blog de hip-hop.

04 – The Postelles – White Night

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Os integrantes de The Postelees são amigos desde o high school. A semelhança das músicas do homônimo disco de estreia com o The Strokes não é por acaso. Quatro das doze lançadas foram produzidas por Albert Hammond Junior.

05 – Bright Eyes – Triple Spiral

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Os primeiros singles de Bright Eyes foram lançados pela gravadora Saddle Creek Records, de Justin Oberst, irmão do multi instrumentista Conor Oberst. Desde 2004 seus discos são distribuídos pela Sony. The People’s Key foi lançado em 11 de fevereiro de 2011, dia do aniversário de Conor.

06 – Happy Birthday – Girls FM

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As coisas aconteceram rapidamente para a banda tanto que o contrato com grande gravadora foi assinado após a quinta apresentação ao vivo. “Girls FM” foi sucesso imediato no mundinho indie. Happy Birthday é uma das três bandas desenvolvidas por Kyle Thomas.

07 – San Cisco – Wild Things

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Jordi Davieson e Scarlett Stevens tocam juntos desde a época do colégio. Nick Gardner e Josh Biondillo completam a formação de San Cisco. O single “Awkward” criou grande expectativa sobre como seria o primeiro disco da banda. Em dezembro de 2012, San Cisco, homônimo de estreia, foi lançado, e teve “Wild Thing” como primeira música de trabalho.

Um pouco de história. Não há relação do nome da banda com a cidade de São Francisco. Jordi explicou que ele não tem significado, e soa como se ele fosse uma tela em branco em que o artista pode transformá-la naquilo que desejar.

08 – Simple Kid – Staring At The Sun

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Antes da banda atual Ciaran McFeely liderava The Young Offenders. As influências eram Led Zeppelin, The Who e T.Rex. Disposto a explorar sonoridades McFeely mudou-se para os Estados Unidos onde surgiu Simple Kid. A escolha do nome foi por causa de um mendigo que o músico conheceu durante o período que morou em Los Angeles.

09 – Bear Hands – High Society

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Há perfeita harmonia entre os músicos de Bear Hands. Nas entrevistas eles sempre deixam claro que “We fight like brothers and love like mothers. The rest is magic.” O vocalista Dylan Rau fez faculdade com Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, de MGMT, em Wesleyan University.

10 – King Tuff – Keep On Movin’ 

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Mais uma banda de Kyle Thomas, como mencionado no item seis. A terceira é Witch, em que J. Macis, de Dinosaur Jr, também participa. King Tuff, homônimo de estreia, carrega nas referências ao rock and roll dos anos 50, ao pop dos 60, e ao glamrock dos 70.

O clipe de “Keep On Movin” foi filmado com a participação dos amigos de Hunx And His Punx e Lovefoxx, do CSS.

11 – Lovvers – Alone With A Girl

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No início de carreira a banda estava mais disposta a realizar apresentações ao vivo e lançar vários singles do que gravar disco completo, tanto que em dois anos foram realizados mais de duzentos shows. A principal influencia foi o Germs, de Pat Smear, atual Foo Fighters. O disco Go Go Go Girls foi registrado em gravador de rolo para as músicas não perderem a essência punk.

12 – Cloud Nothings – Stay Useless

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Parar a faculdade e seguir a carreira artística. Essa foi a decisão de Dylan Baldi quando resolveu dedicar-se em tempo integral a música. Enquanto ensaiava para gravar o disco de estreia ele voltou a morar na casa de seus pais. O apoio foi total. Attack On Memory foi o primeiro lançamento por grande gravadora.

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Para conhecer o que já foi publicado clique aqui. Até semana que vem.

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COQUETEL

No dia 8, terça-feira, foi publicado mais um post que assino como colaborador para a Rádio UOL. Em COQUETEL deste mês escrevi sobre bandas novas que conheci recentemente e sucesso. Espero que curtam. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

Receita de Bolo

Quando o disco de estreia de uma banda chega às lojas isso indica, em boa parte dos casos, um longo caminho já percorrido. A experiência adquirida em pequenos shows, a participação em programas de rádio, a produção de singles e EPs independentes, as noites mal dormidas na van, os cachês pagos com cerveja, entre outras roubadas, estão no pacote. Com persistência e um pouco de sorte, é bem provável que o sucesso aconteça.

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É o que está acontecendo com Jordi Davieson e Scarlett Stevens. Eles tocam juntos desde a época do colégio. Nick Gardner e Josh Biondillo completam a formação do San Cisco. O single Awkward criou grande expectativa sobre como seria o primeiro disco da banda. Em dezembro de 2012, San Cisco, homônimo de estreia, foi lançado e teve “Wild Thing” como primeira música de trabalho.

Davieson esclareceu: “There is no link between the city San Francisco and our name. The reason we went with San Cisco was because it is nothing, like a blank canvas which we were able to sculpt into whatever we wanted.”
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The Eversons também causou boa impressão com o material de estreia. O homônimo EP anunciava o que estava por vir em Summer Feeling, lançado no segundo semestre do ano passado apenas em vinil e download via iTunes. Assumidamente as influencias foram Buddy Holly, Beach Boys, The Beatles e Pavement.

No início, em 2009, as músicas gravadas por Mark Turner e Tim Shann perdiam força porque o projeto era desenvolvido como dupla. Havia também indecisão sobre a escolha do nome. Com a formação completa, que inclui Chris Young e Blair “Everson”, os problemas foram resolvidos.
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A história de King Tuff, banda idealizada por Kyle Thomas, foi marcada por participação em vários projetos, como Feather; Witch, desenvolvida em parceria de J. Macis, do Dinosaur Jr; e Happy Birthday. King Tuff, também lançado em 2012, carrega nas referências ao rock and roll dos anos 50, ao pop dos 60, e ao glamrock dos 70. O clipe de “Keep On Movin” foi filmado com a participação dos amigos de Hunx And His Punx e Lovefoxx, do CSS.

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Muitas publicações especializadas em música, além de críticos experientes no assunto, costumam comparar as novas bandas aos figurões consagrados. O discurso não é novo. No começo dos anos 2000, The Strokes, Interpol e The White Stripes, entre outros, eram apontados como a bola da vez, a salvação do rock and roll. O tempo mostrou que salvas mesmo foram apenas as suas próprias carreiras. Em alguns casos, nem isso.

Assumir que não há semelhança da música feita hoje com o que já foi feito no passado é ingenuidade. A dúvida continua: existe fórmula para o sucesso?
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Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, diretor de arte da Revista Trevo, escreve semanalmente para o Dezcapas.wordpress.com e publica o podcast dose_INDIE há três anos. A primeira dose_INDIE inédita de 2013 será publicada dia 18, sexta-feira da semana que vem. Até lá.

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