"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Belle And Sebastian’

Nunca é tarde

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Sempre que alguma banda que gosto muito faz show no país dedico o post a ela. Se possível também vou assisti-la. Estava em falta com o Pulp. Perdi a apresentação do dia 28 de novembro, em São Paulo, porque estou passando temporada fora da cidade.

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Para esta dose_INDIE escolhi bandas que foram influenciadas pelo Pulp, outras que surgiram na mesma época e também separei algumas de suas influências. O podcast está atrasado, mas nunca é tarde para escutar Jarvis Cocker e trupe.

01 – Pulp – Joyriders

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A banda está na ativa desde 1981, mas a estreia em grande gravadora aconteceu em 1994 com o lançamento de His ‘n’ Hers. Uma das críticas ao disco dizia que “It was filled with contradictions. It was sensual yet intellectual, cheap yet sophisticated, retro yet modern, with each seeming paradox giving the music weight instead of weighing it down.

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02 – Menswear – Stardust

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A inexperiência de poucas apresentações ao vivo não foi obstáculo para Menswear assinar contrato com grande gravadora. Johnny Dean, vocalista, declarou que Different Class, do Pulp, e Modern Life Is Rubbish, do Blur, são as principais referências da banda. Nuisance foi lançado no auge do brit pop. As opiniões sobre Menswear eram sempre as mesmas: “a band that is better known for being seen than being heard”.

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03 – Gene – Fighting Fit

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Se na época de Olympian Martin Rossiter carregava na melancolia ao melhor estilo Morrissey, em Drawn To The Deep End o vigor de The Jam, The Kinks e The Clash dá o tom certo. O clipe de “Fighting Fit” foi dirigido por Chris Cunningham.

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04 – Pulp – Sorted For E’s And Wizz

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A boa fase iniciada em 1994 com His ‘n’ Hers atingiu o ápice no ano seguinte com o lançamento de Different Classes. Nele estão os hits “Mis-Shapes”, “Disco 2000”, “Sorted For E’s & Wizz”, “Underwear” e o hino “Common People”. O disco foi eleito o melhor do ano em Mercury Prize, de 1996.

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Um pouco de história. O jornalista Lúcio Ribeiro entrevistou Jarvis Cocker dias antes da passagem pelo país. Cocker afirmou que a letra de “Commom People” é verdadeira “até certo ponto”. Para saber mais leia a matéria completa aqui.

05 – Stereolab – Hallucinex

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Tim Gane e Laetitia Sadier se conheceram quando Gane ainda era o líder de The McCarthy. Com o tempo Laetitia começou a frequentar os ensaios da banda e gravou algumas músicas em seu último disco. Já com a formação de Stereolab as letras eram escritas parte em inglês, parte em francês.

06 – Belle And Sebastian – Seeing Other People

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If You’re Feeling Sinister, de 1996, foi o primeiro e segundo disco de Belle And Sebastian. O primeiro por grande gravadora, e segundo porque Tiger’s Milk foi lançado meses antes como projeto de conclusão do curso de música de Stuart Murdoch.

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07 – Pulp – Like A Friend

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“Like A Friend” é uma das músicas de This Is Hardcore e fez parte da trilha de Great Expectations. O filme conta história de jovem artista apaixonado por sua vizinha rica. Ela foi criada por sua avó que busca vingança contra os homens por ter sido abandonada à beira do altar. A trama também envolve misterioso benfeitor que muda o destino do rapaz.

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Esta é a segunda adaptação do livro de Charles Dickens para as telas de cinema. A primeira foi em 1946, e ganhou o Oscar por melhor fotografia e melhor direção de arte.

08 – Scott Walker – The Old Man’s Back Again

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Uma das figuras mais admiradas do rock inglês. Nos anos 60, em companhia de John Maus e Gary Leeds, formou The Walker Brothers. Antes do final daquela década iniciou bem sucedida carreira solo. Conforme lançava material inédito a qualidade de suas letras evoluíam. Não demorou para Walker começar a trabalhar temas políticos em suas composições. A primeira foi “The Old Man’s Back Again” que tem como base o regime neo-stalinista. Jarvis Cocker é fã declarado de Scott Walker. A produção de estúdio de We Love Life foi feita por seu ídolo.

“… I seen a woman, standing in the snow
she was silent as she watched them take her man
teardrops burned her cheeks
for she thought she’d heard, the shadow had left this land…”

09 – Brian Eno – Needles In The Camel’s Eye

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Brian Eno estudou artes, fez parte de Roxy Music ao lado de Brian Ferry, realizou inúmeras gravações de sucesso como produtor de estúdio, mas chamo atenção para outras duas curiosidades. A primeira é o seu nome de batismo: Brian Peter George Saint John le Baptiste de la Salle Eno. A outra envolve o lado musical. É de sua autoria o midi de abertura do Windows 95.

10 – Pulp – Lipgloss

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Assim como “Joyriders”, “Lipgloss” também foi lançada em His ‘n’ Hers. O disco foi produzido por Ed Buller que recentemente trabalhou com Suede nas músicas inéditas que serão lançadas em 2013.

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11 – Tyrannosaurus Rex – King Of The Rumbling Spires

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Antes de T.Rex existiu Tyrannosaurus Rex, dupla formada por Mark Bolan e Steve Peregrin Took. O nome artístico de Stephen Ross Porter foi retirado do romance The Lord Of The Rings, escrito em 1954, por J.R.R. Tolkien. Entre 1968 e 1970 foram lançados quatros discos. Depois de problemas envolvendo drogas e diferenças artísticas Bolan demitiu Took, convidou outros três músicos e rebatizou a banda para T.Rex.

12 – The Fall – Victoria

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Em The Frenz Experiment a maior parte das músicas foi escrita apenas por Mark E. Smith. A banda passava por dificuldades de relacionamentos, mas felizmente isso não refletiu na qualidade do disco. “Victoria” é cover de The Kinks.

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Por enquanto Pulp não lançará novas músicas e clipes. A única certeza que temos é que, em 2013, não faltarão grandes festivais espalhados pelo país. Se a banda resolver voltar será muito bem-vinda. Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e do Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

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as 12 MELHORES dos anos 90

Desde o saudoso Sete Doses escrevo sobre o carinho e respeito que mantenho aos anos 90. Musicalmente a década foi ENCANTADORA. Recentemente a revista New Musical Express, NME, aprofundou o assunto, definiu critério próprio e elegeu as 100 Melhores Músicas do período. Obviamente MUITA COISA BOA ficou de fora e outras coisas nem tão boas tiveram destaque. Desconsiderei o ranking da publicação inglesa, mas usei a lista para definir as 12 mais da dose_INDIE.

01 – Paul Weller – The Changingman

“By the time the Modfather released his third solo album ‘Stanley Road’, he’d firmly found his feet as a solo artist and was flourishing even without The Jam or Style Council. In many ways “The Changingman” could neatly serve as Weller’s mantra for the era: a recognition of the need for constant evolution and boundary-pushing, backed by a riff-heavy stomp and white-hot licks.”

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02 – Pulp – Do You Remember The First Time?

“Pulp had been building up to this one, slyly chronicling our peculiar little ways to a soundtrack that rose above the Britpop mire.”

A música escolhida por NME foi “Commom People”, lançada em Different Class, de maio de 1995, mas minha preferida é “Do You Remember The First Time?”, que está em His N Hers.

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03 – Suede – Stay Together

“The Valentine’s Day kiss-off between Brett Anderson and Bernard Butler came in the form of these four minutes of swirling romantic drama. Anderson’s lyric spoke of the pull of a junkie’s fix versus love, while Butler’s fretwork was brash and bold, hinting at something more celestial. It’s bombast didn’t give any hint of what was about to happen to band chemistry. “Stay Together”? As if they could…”

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04 – Teenage Fanclub – The Concept

LAMENTÁVEL ausência de Teenage Fanclub entre as 100 Melhores, segundo a publicação inglesa. “The Concept” faz parte de Bandwagonesque que não a toa é tão importante quanto Nevermind The Bollocks, de Sex Pistols e Loveless, de My Bloody Valentine.

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05 – Super Furry Animals – If You Don’t Want Me To Destroy You

“An early snapshot of the weird and wonderful world of Wales’ finest purveyors of eclectic pop, “If You Don’t Want Me To Destroy You” is Gruff Rhys and co at their dreamiest best. The grazing electric guitars provide a pillow-soft melody as Rhys coos, “And when the animals gather around you/ Do you ask them for the time, or do you run away and whine?” Off-kilter but pitch-perfect.”

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06 – Mazzy Star – Fade Into You

“This beautiful witchy waltz suggested Hope Sandoval and David Roback had been watching a lot of David Lynch films and listening to loads of old country songs. Released in 1993, it seemed beamed in from another time and place, transcending the musical waves of the time. Sandoval, whose vocal was filled with a unique, sumptuous sadness, said of the song: “It’s about faith, losing faith.”

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07 – Elliott Smith – Miss Misery

“Needle In The Hay”, a escolhida pela publicação inglesa, está na trilha de The Royal Tenenbaums, um dos meus filmes preferidos. Ela foi usada na cena de suicídio do personagem Richie, interpretado por Luke Wilson. Dos lançamentos de Elliott Smith nos anos 90 fico com “Miss Misery”, lançada apenas em Gênio Indomável, filme escrito e estrelado por Matt Damon e Ben Affleck.

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08 – Mercury Rev – Car Wash Hair

Mercury Rev também não está na lista de NME. “Car Wash Hair” foi lançada como single em 1991. No ano seguinte entrou como faixa 99 de Yerself Is Steam, disco de estréia da banda. “Very Sleepy Rivers”, oitava música, foi dividida em pequenos trechos que durou até a 98°.

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Um pouco de história. Nos anos 90 acontecia com frequente os discos terem música fantasma. Na contra-capa de meu cd Modern Life Is Rubbish, de Blur, está relacionado dezessete, mas ele tem 89. Da 18° a 87° estão pequenos trechos de três segundos sem audio. Na 88° faixa começa “When The Cows Come Home” e depois vem “Peach.”

09 – Manic Street Preachers – Motorcycle Emptiness

“While “Generation Terrorists” has its critics, no sage soul has a bad word to say about “Motorcycle Emptiness” and with good reason, because it remains one of the Manics’ glittering high-points. To this day, it shines as an undimmed soul-trodden elegy, buoyed by some of James Dean Bradfield’s finest fretwork, and topped off with Richey Edwards’ typically brilliant poetic flourishes.”

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10 – Belle And Sebastian – Lazy Line Painter Jane

“Lazy Line Painter Jane” foi lançada primeiro como single e depois virou box com três cds. Lembro que gostei da música desde a primeira vez que a escutei, mas sinceramente gosto mais ou menos de Belle And Sebastian. Prefiro assistir a compilação de clipes Fans Only. Há trechos do show do Free Jazz Festival, de 2001. A escolhida para a lista de NME foi “The Boy With The Arab Strap.”

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11 – The Beta Band – Dry The Rain

“The Beta Band’s unique selling point was that even though they were game-changers, they sounded so damned effortless with it. Their magical concoction of stoner folk, and lo-fi hip-hop may have drawn parallels with Beck and Folk Implosion but in the gentle majesty of “Dry The Rain” theirs was a very particular proposition, with Scot Steve Mason leading the dour charge to this musical melting pot.”

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12 – Gene – Sleep Well Tonight

Comparação ao The Smiths foi fardo que a banda carregou durante a fase Olympian, disco de estréia. Parte da fama vinha da postura melancólica adotada pelo vocalista Martin Rossiter que macarronicamente imitava Morrissey. Infelizmente nenhuma música entrou para a lista das 100 Melhores da publicação inglesa. “Sleep Well Tonight” e “Mayday” são minhas preferidas.

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Martin Rossiter imitou ou não imitou Morrissey?

EXTRA 1 – Morrissey – Seasick, Yet Still Docked

Dia 22 de maio Morrissey completou 53 anos. PARABÉNS, Mozz. Esse clipe foi filmado durante a fase de divulgação de Your Arsenal, em 1992, mas lançado apenas em 2000 na compilação Oye Steban.

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 EXTRA 2 – Bee Gees – Run To Me

Primeiro MCA, dos Beastie Boys; depois Donna Summer e domingo passado, dia 20, Robin Gibb perdeu batalha contra o câncer. É inquestionável que os Bee Gees foram verdadeiros hit makers. Goste ou não. EU GOSTO de “Run To Me.”

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Blur, Oasis e Radiohead ficaram fora do setlist, mas não significa que suas músicas não estão entre minhas preferidas dos anos 90. Como são bandas que participam com frequência da dose_INDIE resolvi explorar outras sonoridades. Algumas datas estão diferentes da publicação inglesa porque na maioria citei o lançamento do disco, não do single. Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui.

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