"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Collapsing Cities’

COQUETEL

No dia 11, terça-feira, foi publicado mais um post que assino como colaborador para a Rádio UOL. Em COQUETEL deste mês escrevi sobre clipes. Espero que curtam. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

VENDO Música

Desde que comecei a escrever Coquetel, além de texto, tenho colocado no post as capas dos discos e clipes de algumas músicas para sustentarem a ideia. Sou designer gráfico e, para mim, a parte visual tem importância igual ao que escrevo. Quando há sintonia entre estes elementos o resultado fica agradável ao leitor. Fazer um bom clipe não é tarefa fácil e quando os recursos são limitados, a falta de verba é um deles, o problema é maior. Por outro lado quando é desenvolvida uma boa ideia a dificuldade é facilmente contornada.

Foi o que aconteceu com Collapsing Cities. A banda tem feito clipe desde o homônimo EP, lançado em 2007. O de “Elixir Always”, uma de minhas músicas preferidas, é simples. Como cenário, foi utilizado apenas o fundo infinito do estúdio. O restante ficou por conta de edição esperta, um pouco de performance, instrumentos musicais e camisetas coloridas.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

A banda se autonomeou inventora do “rock’ n’ roll that you can dance”. Exagero ou não, sobre o vocalista Steve Mathieson alguns críticos declararam que sua voz muitas vezes é engraçada e monótona, mas que pode virar selvagem e irregular em segundos. Isso é elogio ou crítica?

collapsing_cities_EP

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Agora quando o orçamento permite trabalhar com diretor renomado, e se ele for Michel Gondry, é certo que o clipe será, no mínimo, genial. Foi o que aconteceu com “Sugar Water”, das meninas de Cibo Matto. Imagine a sequência de ações: uma pessoa acorda, toma banho e sai de casa. Ela é atropelada, volta para casa, toma banho novamente, deita e dorme. Simples, não? Na teoria, sim, mas na prática não há simplicidade alguma no resultado. Costumo dizer que este é o clipe mais legal que existe no mundo.

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Yuka Honda e Miho Hatori já haviam participado de outros projetos juntas, mas a química aconteceu quando iniciaram a dupla. Cibo Matto é frase em italiano que significa “crazy food”. Não à toa o tema principal do disco Viva! LA Woman é comida.

cibo_matto_viva_la_woman

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Humor é um recurso interessante para clipe. Pulp utilizou paródia em “Bad Cover Version”. Verdadeira constelação formada por Rod Stuart, Phil Collins, Björk, Liam e Noel Gallagher, Paul McCartney, Elton John, Mick Jagger, Keith Richards, George Michael, Kurt Cobain, morto em 1994, entre outros, esteve reunida em estúdio de Londres para realizar tributo a uma das bandas mais inventivas de todos os tempos, o próprio Pulp. Jarvis Cocker participou de duas formas. Uma representada por seu cover e a outra ele mesmo interpretando Brian May, de Queen, no acorde final.

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Faço mea-culpa por ter perdido o show do Pulp, dia 28 de novembro. A turnê que passou por São Paulo colocou fim há dez anos de recesso. Seria ótimo se a banda lançasse novas músicas, novos clipes e se tivéssemos mais apresentações por aqui. A única certeza que temos é que, em 2013, não faltarão grandes festivais espalhados pelo país.

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Qualquer pessoa munida de smartphone e de software de edição de vídeo, baixado gratuitamente na internet, consegue produzir um clipe. Se o resultado será interessante é outra discussão. Algumas gravadoras investem pesado na divulgação de seus artistas, diretores consagrados são chamados para realizarem o trabalho, mas em nada vale se o conteúdo não for bom. A perfumaria digital e tecnológica utilizada por artistas pop enchem os olhos, e só. Rapidamente a “data do produto expira.” Certa mesmo está a máxima de Glauber Rocha: “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”.

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Lex, Leandro Borghi, além de designer gráfico é diretor de arte da Revista Trevo, escreve todas as sextas para o dezcapas.wordpress.com e produz e apresenta a dose_INDIE há três anos.

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de VOLTA

Essa foi a segunda vez que tirei férias de um blog. A primeira aconteceu na fase Sete Doses. Aproveitei para descansar logo depois da centésima edição. Diferente daquele período nestes últimos trinta e poucos dias o que menos fiz foi ficar de pernas para o ar. Comecei a escrever, como colaborador, o post COQUETEL para a Rádio UOL. Minha participação é mensal. E tem também a Revista TREVO que está em produção. Até o começo de outubro mais um exemplar estará pronto para download gratuito. Mesmo com atividades paralelas não quero e NÃO VOU abrir não da dose_INDIE. Estou de volta.

01 – The Dandy Warhols – This Is The Tide

Depois de anos como artista contratado de grande gravadora, em 2008 a banda partiu para produção independente. The Capitol Years 1995-2007 resgata os sucessos de The Dandy Warhols e vem com a inédita “This Is The Tide,” escrita e gravada pelo baterista Brent DeBoer, em parceria da tecladista Zia McCabe.

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Foram filmadas três versões de clipe para a música. Esta é a que mais gosto.

02 – The Raveonettes – Love In A Trashcan

Diferente do disco de estreia em Pretty In Black Sharin Foo, baixista, dividiu a guitarra com Sune Rose Wagner. Outra novidade foi a participação de Maureen Tucker, baterista de The Velvet Underground nas sessões de estúdio. Mesmo com as novidades o fardo de ser comparado ao Jesus And Mary Chain não diminuiu.

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03 – Devo – It Takes A Worried Man

Human Highway foi comédia estrelada e dirigida por Neil Young, em 1982. Na época ele usou pseudônimo Bernard Shakey. O filme conta a história do último dia do planeta terra sob o ponto de vista dos moradores de vilarejo próximo a usina nuclear.

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O cantor estava tão empolgado com a ideia que mesmo sem o interesse dos grandes estúdios ao roteiro ele bancou sozinho a produção. Algo em torno de três milhões de dólares. Dennis Hopper fez parte do elenco. A trilha sonora foi assinada por Devo.

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04 – Datarock – True Stories

Banda da Noruega que começou como quarteto. Atualmente é dupla formada por Fredrik Saroea e Ketil Mosnes. O nome Datarock vem de datamaskin, computador em norueguês. “True Stories” fez parte do jogo FIFA Soccers 09.

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05 – The Knux – She’s So Up

Dupla de Nova Orleans formada pelos irmãos Krispy Kream e Rah Al Millio. Paul Rosenberg, empresário de Eminen, os ajudou a assinar contrato com grande gravadora. “Cappuccino” foi a primeira música de trabalho. Uma das ações de divulgação foi utilizá-la na quarta temporada da série Entourage, produzida pela HBO.

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06 – Soulwax – Slowdance

Mais um projeto formado por irmãos. Stephen e David Dewaele são filhos de Zaki, personalidade do rádio na Bélgica. Outros dois integrantes completam a banda. Afaste pelo menos três metros da tela do computador e leia o que está escrito no layout acima.

07 – The Horrors – Dive In

Em Skying The Horrors adotou sonoridade que remete aos anos 80 de Echo And The Bunnymen, Psychedelic Furs e Simple MInds. “Dive In” não fugiu à regra e mesmo assim conseguiu soar nova.

08 – Yeah Yeah Yeahs – Heads Will Roll

A banda declarou que It’s Blitz! soa diferente dos discos anteriores, mas não deixa de ser Yeah Yeah Yeahs. O lançamento estava previsto para 13 de abril de 2009, mas como as músicas vazaram para a internet a data foi antecipada para 22 de fevereiro. Tanto a revista Spin como o NME o consideraram o melhor lançamento daquele ano.

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09 – Collapsing Cities – Elixir Always

Os australianos de Collapsing Cities declararam que são os autores do “rock’ n’ roll that you can dance.” Exagero ou não, foi declarado que a voz de Steve Mathieson muitas vezes é engraçada e monótono, mas pode virar selvagem e irregular em um instante. Isso é elogio ou crítica?

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Para conhecer as edições anteriores do Dez Capas e dose_INDIE clique aqui. Até sexta que vem.

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