"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Dum Dum Girls’

meia XEPA

Em cada post publico a média de doze músicas, mas não significa que pesquisei apenas essa quantidade. Geralmente acaba sendo o dobro disso. Depois de escutar as escolhidas várias vezes para sentir as que combinam mais, edito o setlist definitivo. Dicas de amigos, bandas novas que pesquiso e um pouco de ajuda do acaso dão o arremate final. A dose_INDIE de hoje começou a criar forma em março de 2011 com a edição NOVO Sete Doses. Pelo menos cinco bandas definiram o norte.

01 – Girls – Morning Light

A namorada de Christopher Owens o apresentou a Matt Fishbeck e a paixão de ambos por música e drogas resultou em Girls. Album foi considerado em 2009 Melhor Disco de Estréia pelas revistas Spin, Rolling Stone e site Pitchfork, o que rendeu a dupla convite para abrir os shows de Smashing Pumpkins e Julian Casablancas.

02 – No Joy – Heedless

Jasmine White Glutz estava em Los Angeles quando iniciou a banda com a amiga Laura Lloyd que morava no Canadá. O primeiro show oficial aconteceu em Montreal. Baixista e baterista entraram para o time depois que a banda assinou contrato com gravadora. Ghost Blonde, disco de estréia, foi produzido por Sune Rose-Wagner, guitarrista do the Raveonettes.

03 – The Swirlies – Sterling Moss

No início a banda chamava Raspberry Bang e fazia cover das meninas do Go-Go’s. Durante a gravação de They Spent Their Wild Youthful Days In The Glittering World Of The Salons a formação duas guitarras, baixo e bateria foi completada por uso de drum machine na maioria das músicas. Fez A diferença, positivamente.

04 – The Aislers Set – Attraction Action Reaction*

A vocalista Amy Linton gravou Terrible Things Happen, disco de estréia, sozinha e mesmo assim assinou com se fosse banda. Os outros quatro integrantes entraram a partir do segundo lançamento. Para manter a atmosfera intimista todos os discos são gravados em seu estúdio caseiro.

05 – Vivian Girls – I Heard You Say*

Vivian Girls, disco de estréia, foi muito bem aceito no mundinho indie. Everything Goes Wrong, o segundo, é considerado cópia grosseira do antecessor. Em Share The Joy o vigor do início foi resgatado. Alguns fatores contribuíram, como a entrada da baterista Fiona Campbell e a produção feita por Jarvis Taveniere, do Woods, seu parceiro no The Babies.

06 – Liechtenstein – All At Once

Trio de meninas suecas formado por guitarra, baixo e teclado. A baterista é incorporada apenas nas apresentações ao vivo. Survival Strategies In A Modern World carrega nas referências retro, como uso de equipamentos antigos. Alguns críticos declararam que o disco poderia ter sido lançado em 1986 mesmo soando muito bem nos anos 2000.

07 – Dum Dum Girls – Blank Girl*

Em I Will Be as músicas soam despretensiosas, mas não simplistas. Parte foi gravado do quarto da vocalista Dee Dee. Nele há cover de Sonny e Cher com “Baby, Don’t Go”. O momento romântico do disco fica com a baladinha “Blank Girl” em que o vocal é dividido com Brandon Welchez, do Crocodiles,  e seu marido.

08 – Harlem – Three Legged Dog

Trio formado por amigos que tocam juntos desde o high school. No início a adoração por Darby Crash, vocalista do The Germs fez com que eles soassem mais punk do que rock. Smart Pussy, Coomers Explosion, e Pink Extreme foram alguns nomes usados antes de adotarem definitivamente o atual.

09 – Frankie Rose And The Outs – Candy

Frankie Rose resolveu sair do Vivian Girls depois de ter tocado bateria no disco de estréia da banda e escrito a letra de “Where Do You Run To”. Outros ex-integrantes de Crystals Stilts e Dum Dum Girls também fazem parte do projeto. Black Tambourine e My Bloody Valentine são algumas referências.

10 – Neverever  – The Young Runaways

Depois da temporada em Glasgow como integrantes do The Royal We, Jihae Simmons e seu marido Wallace Meek mudaram para Los Angeles e com Devon Williams e Mickey LaFranchi formaram The Champagne Socialists. Quando o primeiro single foi lançado eles adotaram o nome Neverever e gravaram Angelic Swells.

11 – The Babies – All Things Come To Pass*

Liderado por Cassie Ramone, de Vivian Girls e Kevin Morby, de Woods. A ideia surgiu pela vontade de tocarem algumas músicas juntos. Não há cobrança para futuros lançamentos. A banda “existe” quando ambos não estão ocupados com seus projetos principais.

12 – Slumber Party – Made Up Mind*

Em Musik, quarto disco de estúdio, é possível ouvir os novos caminhos que Aliccia Berg definiu para a banda, processo iniciado em 3. Slumber Party é considerada uma das responsáveis pelo novo som de Detroit.

13 – Best Coast – When I’m With You

Escrever músicas em parceria de Bruno Bobb e estar no palco com Best Coast não foram tarefas difíceis para Bethany Cosentino. Ela foi atriz mirim. As primeiras letras surgiram aos 17 anos e abordavam relações amorosas não correspondidas, estar com os amigos, entre outros assuntos relevantes para a idade. Snacks, seu gato de estimação, ilustra a capa do disco. Obrigado Ana, minha amiga desde a época do Sete Doses, por me apresentar o Best Coast.

14 – Beach Fossils – Wide Awake

Entre lançar disco solo e assinar com o próprio nome, Dustin Payseur resolveu usar Beach Fossils e estruturá-lo como banda. Os demais integrantes foram convocados quando todas as músicas do disco de estréia já estavam gravadas.

15 – Lawrence Arabia – Apple Pie Bed

Em 2005, além da banda Reduction Agents, James Milne criou o alter ego Lawrence Arabia. O homônimo disco de estréia conquistou reconhecimento na Nova Zelândia, sua terra natal, e ignorada no hemisfério Norte. No ano seguinte ele mudou para Londres e dedicou-se integralmente a produção de Chant Darling. Em 2009 o roteiro de “Apple Pie Bed” escrito em parceria com Luke Buda ganhou o APRA Music Awards, premiação australiana que reconhece melhor compositor, performance ao vivo e sucesso em vendas.

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As bandas marcadas com (*) fazem parte do setlist da edição 105 e ajudaram a definir o Norte de hoje, como mencionei acima. Para conhecer o que já foi publicado anteriormente clique aqui. Até sexta que vem.

NOVO Sete Doses

O domínio http://www.setedoses.com expirou. Todo conteúdo da nova fase que durou pouco mais de dois meses agora descansa no cemitério dos bytes. Consegui resgatar as edições 105, 106, 107 e 108. Para não perder a ordem cronológica as republiquei aqui no Dez Capas nas datas em que foram lançadas originalmente. Boa leitura e como costumo dizer: “escute bem alto”.

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Depois de um mês de férias, um lançamento ADIADO, o NOVO PROJETO GRÁFICO finalmente no ar e a chegada de 14 colaboradores que uniram forças com o antigo time do Sete Doses, a dose_INDIE está de volta e celebra as novidades. Defini que o set list contemplaria o novo, seja na data ou por serem bandas que conheci recentemente.

01 – Vivian Girls – Moped Girls

O nome Vivian Girls foi inspirado em personagens do escritor e ilustrador Henry Darger. “Moped Girls” foi lançada na compilação Rough Trade Shops: Indiepop 2009. Máquina fotográfica que grava imagem em high definition, teleprompter improvisado com tábua de passar roupa e croma key com televisão de 29 polegadas. Foi nessa situação, durante o fim de semana, que conheci a banda.

02 – Cause Co-Motion! – And You Wonder

Quarteto de Nova Iorque influenciado por Television e Wire. Depois de dez anos e vários singles independentes, a banda lançou o primeiro disco com 14 músicas. Because Because Because, de 2009, chegou as lojas apenas em LP, além da iTunes Store.

03 – The Babies – Run Me Over

Projeto desenvolvido pelos amigos Cassie Ramone, de Vivian Girls e Kevin Morby, de Woods. A ideia original foi gravar algumas músicas por curtição, para relembrarem os velhos tempos. Os shows aconteciam quando ambos não estavam ocupados com suas bandas principais. The Babies foi lançado em fevereiro de 2011 e também fez parte da trilha do fim de semana da situação do item 01.

04 – Crystal Stilts – Love Is A Wave

Dupla formada por Brad Hargett e JB Townsend. Virou quinteto depois de lançarem single e EP na terra do tio Sam, excurcionarem pela Europa e trocarem de baterista.

05 – Aislers Set – Langour In The Balcony

Aislers Set foi o nome escolhido por Amy Linton quando iniciou carreira solo, mas virou banda com cinco integrantes, em 1998. Os três discos foram gravados em seu estúdio caseiro. Depois da turnê européia com Yo La Tengo e The Shins, gravarem How I Learned to Write Backwards, em 2003, ela iniciou carreira solo DE FATO.

06 – Dum Dum Girls – Bhang Bhang I’m A Burn out

O nome Dum Dum Girls foi inspirado no disco Dum Dum, de Vaselines e “Dum Dum Boys”, música de Iggy Pop. Kirstin Gundred Dee Dee começou a gravar I Will Be, de 2010, sozinha e contou com ajuda do produtor Richard Gottehrer, que já trabalhou com Blondie e Go Go’s.

07 – Jay Reatard – Wounded

Jimmy Lee Lindsey Jr gravou as primeiras fitas demo aos 15 anos de idade. Em sua primeira banda, The Reatards, ele tocava todos os instrumentos, o que envolvia gaita, guitarra, improvisava na bateria e cantava. Tudo ao mesmo tempo. Aos 29 anos, foi encontrado morto em seu apartamento, vítima de overdose.

08 – Golden Triangle – Neon Noose

Sexteto formado por três casais de amigos. Sonic Youth, na fase menos experimental, é a principal referência. Em 2009 eles venceram concurso de bandas independentes o que rendeu contrato com a gravadora Sub Pop.

09 – Slumber Party – Behave

Representante da cena independente de Detroit. Após dois anos do início, a banda assinou contrato com grande gravadora. Suas músicas fogem das fórmulas do rock tradicional e adotam estética minimalista.

10 – Folk Implosion – Slap Me

14 músicas lo-fi, em 22 minutos. Essa é a melhor definição para Take A Look Inside. Lou Barlow, em parceria do amigo John Davis, montou a banda com a proposta de soar diferente de sua principal, o Sebadoh. Única banda do set list que mantenho SAUDÁVEL amizade desde 2001.

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Lex publica seu podcast às sextas-feiras no Sete Doses

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