"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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o mundo imaginário de Mike Patton

Louco de pedra mas um gênio da música. Sua música não se limita a sua banda Faith No More (o que diga-se de passagem, já seria o suficiente para colocá-lo como um dos grandes cantores e compositores do rock), Patton é experimentalismo puro, participou de diversos projetos e sua “carreira solo” é mais eclética que solo.

Vamos navegar nas mil faces do Dr. Mike Patton: Fantômas, Mr.Bungle, canções italianas, canções adultas, bossa nova e claro Faith No More.

1. Angel Dust – Faith No More

Angel Dust é o segundo álbum do FNM e eu considero um dos dez melhores discos de rock de todos os tempos – sem exageros!
Me lembro quando foi lançado em 1992, causou grande repúdio naqueles que tinham suas atenções voltadas para a banda. Na memória ainda fresca, haviam os hits Epic, Falling to Pieces e a balada Edge of the World, só que o grupo californiano aparece com uma mistura de rock e bases eletrônicas.

Muitos torceram o nariz e não entenderam músicas como Midlife Crisis, Kindergarten e Be Aggressive. O disco pelas mãos dessas pessoas foi direto para a lata do lixo. Eu, logo de cara, achei o disco sensacional. Muito além do que outras bandas de rock estavam fazendo no momento, enxerguei a banda apontando para um caminho que poucos se atreveriam no rock. E assim foi.

Só que quase uma década depois escuto pessoas e bandas colocando Angel Dust como um dos mais influentes discos de todos os tempos. System of a Down, Slipknot e Linkin Park devem venerar e agradecer a existência dele. É uma pena quando algo é criado e só com o tempo que se consegue seu real entendimento, talvez seja por isso que eu o considere um puta disco – porque eu acreditei desde o inicio.

2. Peeping Tom – Mike Patton

Mike queria criar a nova música “pop” e para isso chamou Imani Coppola, Norah Jones, Massive Attack e Bebel Gilberto.

3. Mr. Bungle – Mr. Bungle

Mr. Bungle foi a ponte de entrada de Mike Patton para o FNM, mas mesmo se tornando o frontman de uma nova banda, o “senhor esquisito” continuou como vocalista do “sr. confusão” e lançaram três álbuns entre 1991 e 1999. Apontado como um misto de Funk, Metal, Ska e Jazz, a banda nunca conseguiu alcançar grande destaque na mídia. A não ser pelas constantes brigas com o Red Hot Chili Peppers e o processo que o ator John Travolta moveu devido a música Quote Unquote (entre aspas) se chamar anteriormente Travolta. Ela é sensacional!!!

4. King for a Day… Fool for a Lifetime
Faith No More

Que belo título: Rei por um dia… Tolo por toda a vida. A capa do terceiro disco do FNM é baseada na graphic novel Flood! de Eric Drooker.
Entre suas canções, a porrada Digging the Grave, a estranha Caralho Voador e a levada soul de Evidence – que ganhou uma versão em português tocada ao vivo nos festivais Maquinaria e SWU.

a arte de Eric Drooker

Esta música eu dedico a meu primeiro amor, entende? A mulher do aeroporto…

Se queres abrir o buraco
Baixa a cabeça e ai esta
Afasta bem tua cor de circunstância
Afasta…Evidência
Eu não senti nada
Não teve significado algum
Olhos nos olhos e declara
Não senti nada

5. Tomahawk. – Tomahawk

Banda formada em 2001 conta ainda com Duane Denison (Jesus Lizard), John Stanier (Helmet) e Kevin Rutmanis (Melvis). Foram lançados três discos e recentemente anunciaram na revista Rolling Stone que um quarto álbum está previsto para 2012.

6. Mondo Cane – Mike Patton

Clássicos (ou não) da música pop italiana dos anos 50 e 60. Foi gravado com uma orquestra de 65 instrumentistas e inicialmente seria lançado em 2008. Para nossa sorte e mais ainda de quem foi ao Rock In Rio deste ano, pode conhecer e apreciar mais essa desventura de Mike Patton. Na minha opinião foi o melhor show do Rock “eu” rio (e foram muitas risadas!!)

7. Suspended Animation – Fantômas

Este é o quarto e último disco de mais um projeto paralelo de Patton, o Fantômas. A banda é formada por integrantes do Melvis, Mr. Bungle e ainda conta com o baterista Dave Lombardo do Slayer, que aceitou o convite depois da recusa de Iggor Cavalera. O interessante (ou bizarro) deste disco são os títulos das músicas: 04/01/05 Friday, 04/02/05 Saturday, 04/03/05 Sunday, 04/04/05 Monday… Ou seja, são os dias do mês de abril. O trabalho é um tributo aos feriados obscuros que acontecem neste mês, e tem relação com sons de cartoons para crianças. Alguém consegue explicar melhor isso?? Hein senhor baterista do Slayer?

8. General Patton vs The X-Ecutioners
Mike Patton & The X-Ecutioners

Imagine uma guerra sonora entre Rock e Hip Hop? O disco é isso. E com umas inserções de cinema. Parece ser quase impossível descrever este projeto reunindo o vocal do FNM e um trio nova iorquino de Rap, mas em algumas músicas é possível enxergar uma proximidade ao Angel Dust. Confira abaixo uma faixa que é bem bacana. Pura colagem!

9. Adult Themes for Voice – Mike Patton

São 34 faixas compostas de ruídos vocais do Mike Patton, gravadas em quartos de hotel durante uma turnê do FNM. Consistem principalmente de Patton gritando, batendo palmas, guinchando e gemendo. É claro que não estou considerando isso música, não sou tão louco assim como ele. Porém como o DezCapas aponta para as capas, achei bem singular a relação desta foto com as gravações.

10. The Solitude of Prime Numbers
Music from the Film – Mike Patton

Filme italiano baseado no romance de mesmo nome por Paolo Giordano, e dirigido por Saverio Costanzo. Lembrando que trata-se de uma trilha OST (Original Sound Track), ou seja, são composições instrumentais de abertura do filme, ou encerramento, fundo, ambiente. O que faz disso um ponto importante na carreira de um músico que tem lançado tantos projetos experimentais. Abaixo o trailer do filme.

Até o próximo post!!

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