"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Frankie Rose And The Outs’

ROLOU um clima

A ideia que defino para cada podcast, às vezes, muda de última hora quando escuto todas as músicas selecionadas e percebo a relação entre elas. Essa semana a mudança foi radical tanto que a escolhida para ser a principal, a que definiria a pegada das demais foi cortada na edição final. Sempre separo pelo menos o dobro de material que é publicado e entre as doze desta dose_INDIE rolou um clima.

01 – Spectrals – Big Baby

Spectrals é projeto one man band de Louis Jones. Para gravação do disco de estréia, Bad Penny, ele contou com ajuda de seu irmão caçula na bateria e durante turnê americana, em parceria de Girls, houve necessidade de chamar outros músicos e montar banda completa.

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02 – Aias – Quan Tornis Demà

Trio de Barcelona formado por guitarra, baixo e bateria. O diferencial é que todas as meninas cantam. A maior inspiração no início foi show de Vivian Girls no festival Primavera Sound, em 2009. No ano seguinte elas se isolaram em pequena aldeia da Catalunha para gravar A La Piscina.

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“… quan tornis demà, tot haurà canviat
si et quedes aquí, no ens farem mai grans…”

03 – White Fence Featuring Ty Segall
I Can’t Get Around You

O primeiro semestre deste ano foi altamente produtivo para a banda. Em abril foi lançado Family Perfume Volume 1, com catorze músicas. Family Perfume Volume 2 com mais 15 inéditas chegou em maio. E no intervalo entre um e outro veio Hair escrito e gravado em parceria de Ty Segall.

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 04 – The Brian Jonestown Massacre – Who?

Assumidamente o nome The Brian Jonestown Massacre foi escolhido em tributo ao lendário guitarrista dos Rolling Stones. Os registros dos anos 60 de Mick Jagger e trupe foram as referências para Take It From The Man!

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05 – Yuck – Get Away

A pré-produção de Yuck, homônimo disco de estréia da banda inglesa, foi caprichada. Vaughan Oliver que já desenvolveu trabalhos para Pixies, The Breeders e tinha a gravadora 4AD como parceira desenvolveu o layout de capa. A rotina de estúdio ficou por conta de Alan Moulder que gravou com My Bloody Valentine, Jesus And Mary Chain, Ride, Smashing Pumpkins, Nine Inch Nails, entre outros.

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06 – Young Prisms – Feel Fine

Quinteto de São Francisco que contava com Jason Hendardy no vocal e guitarra. Depois que o disco de estréia foi lançado em 2011 ele saiu da banda e coube a Ashley Thomas a função de líder. A trilha dos intervalos de gravação de Friends For Now foi Daydream Nation, de Sonic Youth.

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07 – Darker My Love – Helium Heels

Os integrantes são amigos desde a época do high school, e Darker My Love era projeto paralelo porque cada um tocava em banda diferente. A química de palco aconteceu quando escreveram e tocaram algumas músicas juntos .

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08 – Bearsuit – Princess You’re A Test

Os apresentadores da Radio 1, incluindo John Peel, ajudaram a divulgar a banda no início. Os instrumentos tradicionais, como guitarra, baixo, bateria e sintetizadores também foram acompanhados de violino, flauta e corneta.

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09 – No Joy – You Girls Smoke Cigarettes

As guitarristas e vocalistas Jasmine White Glutz e Laura Lloyd trocaram algumas letras por email enquanto uma morava em Los Angeles e a outra em Montreal. Com o tempo Jasmine mudou para o Canadá e os primeiros shows foram em parceria de Best Coast. Depois de pronto Ghost Blonde, disco de estréia, foi mixado por Sune Rose-Wagner, de Raveonettes.

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10 – Frankie Rose And The Outs
That’s What People Told Me

Antes de desenvolver projeto solo Frankie Rose tocou bateria no disco de estréia de Vivian Girls e escreveu a letra de “Where Do You Run To”, fez parte de Crystals Stilts e colaborou em gravações ao vivo de Dum Dum Girls.

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11 – Coasting – Starts And Stays

A vocalista Madison Farmer é de Memphis e sua preferência musical é a surf music. A baterista Fiona Campbell é da Nova Zelândia. A dupla está radicada em Nova Iorque e a sonoridade remete ao Best Coast que tocará na edição 2012 do Planeta Terra, em São Paulo.

12 – Radiation City – The Color Of Industry

O nome Radiation City foi escolhido como se a música da banda fosse o único registro sonoro que houvesse sobrado na terra depois de uma catástrofe nuclear. Trágico e exagerado, não?

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Quando a música que até então definia esse setlist entrar em um dos futuros podcasts aviso para lembrarmos a situação desta semana. Para conhecer as edições anteriores do Dez Capas e dose_INDIE clique aqui. Até sexta que vem.

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meia XEPA

Em cada post publico a média de doze músicas, mas não significa que pesquisei apenas essa quantidade. Geralmente acaba sendo o dobro disso. Depois de escutar as escolhidas várias vezes para sentir as que combinam mais, edito o setlist definitivo. Dicas de amigos, bandas novas que pesquiso e um pouco de ajuda do acaso dão o arremate final. A dose_INDIE de hoje começou a criar forma em março de 2011 com a edição NOVO Sete Doses. Pelo menos cinco bandas definiram o norte.

01 – Girls – Morning Light

A namorada de Christopher Owens o apresentou a Matt Fishbeck e a paixão de ambos por música e drogas resultou em Girls. Album foi considerado em 2009 Melhor Disco de Estréia pelas revistas Spin, Rolling Stone e site Pitchfork, o que rendeu a dupla convite para abrir os shows de Smashing Pumpkins e Julian Casablancas.

02 – No Joy – Heedless

Jasmine White Glutz estava em Los Angeles quando iniciou a banda com a amiga Laura Lloyd que morava no Canadá. O primeiro show oficial aconteceu em Montreal. Baixista e baterista entraram para o time depois que a banda assinou contrato com gravadora. Ghost Blonde, disco de estréia, foi produzido por Sune Rose-Wagner, guitarrista do the Raveonettes.

03 – The Swirlies – Sterling Moss

No início a banda chamava Raspberry Bang e fazia cover das meninas do Go-Go’s. Durante a gravação de They Spent Their Wild Youthful Days In The Glittering World Of The Salons a formação duas guitarras, baixo e bateria foi completada por uso de drum machine na maioria das músicas. Fez A diferença, positivamente.

04 – The Aislers Set – Attraction Action Reaction*

A vocalista Amy Linton gravou Terrible Things Happen, disco de estréia, sozinha e mesmo assim assinou com se fosse banda. Os outros quatro integrantes entraram a partir do segundo lançamento. Para manter a atmosfera intimista todos os discos são gravados em seu estúdio caseiro.

05 – Vivian Girls – I Heard You Say*

Vivian Girls, disco de estréia, foi muito bem aceito no mundinho indie. Everything Goes Wrong, o segundo, é considerado cópia grosseira do antecessor. Em Share The Joy o vigor do início foi resgatado. Alguns fatores contribuíram, como a entrada da baterista Fiona Campbell e a produção feita por Jarvis Taveniere, do Woods, seu parceiro no The Babies.

06 – Liechtenstein – All At Once

Trio de meninas suecas formado por guitarra, baixo e teclado. A baterista é incorporada apenas nas apresentações ao vivo. Survival Strategies In A Modern World carrega nas referências retro, como uso de equipamentos antigos. Alguns críticos declararam que o disco poderia ter sido lançado em 1986 mesmo soando muito bem nos anos 2000.

07 – Dum Dum Girls – Blank Girl*

Em I Will Be as músicas soam despretensiosas, mas não simplistas. Parte foi gravado do quarto da vocalista Dee Dee. Nele há cover de Sonny e Cher com “Baby, Don’t Go”. O momento romântico do disco fica com a baladinha “Blank Girl” em que o vocal é dividido com Brandon Welchez, do Crocodiles,  e seu marido.

08 – Harlem – Three Legged Dog

Trio formado por amigos que tocam juntos desde o high school. No início a adoração por Darby Crash, vocalista do The Germs fez com que eles soassem mais punk do que rock. Smart Pussy, Coomers Explosion, e Pink Extreme foram alguns nomes usados antes de adotarem definitivamente o atual.

09 – Frankie Rose And The Outs – Candy

Frankie Rose resolveu sair do Vivian Girls depois de ter tocado bateria no disco de estréia da banda e escrito a letra de “Where Do You Run To”. Outros ex-integrantes de Crystals Stilts e Dum Dum Girls também fazem parte do projeto. Black Tambourine e My Bloody Valentine são algumas referências.

10 – Neverever  – The Young Runaways

Depois da temporada em Glasgow como integrantes do The Royal We, Jihae Simmons e seu marido Wallace Meek mudaram para Los Angeles e com Devon Williams e Mickey LaFranchi formaram The Champagne Socialists. Quando o primeiro single foi lançado eles adotaram o nome Neverever e gravaram Angelic Swells.

11 – The Babies – All Things Come To Pass*

Liderado por Cassie Ramone, de Vivian Girls e Kevin Morby, de Woods. A ideia surgiu pela vontade de tocarem algumas músicas juntos. Não há cobrança para futuros lançamentos. A banda “existe” quando ambos não estão ocupados com seus projetos principais.

12 – Slumber Party – Made Up Mind*

Em Musik, quarto disco de estúdio, é possível ouvir os novos caminhos que Aliccia Berg definiu para a banda, processo iniciado em 3. Slumber Party é considerada uma das responsáveis pelo novo som de Detroit.

13 – Best Coast – When I’m With You

Escrever músicas em parceria de Bruno Bobb e estar no palco com Best Coast não foram tarefas difíceis para Bethany Cosentino. Ela foi atriz mirim. As primeiras letras surgiram aos 17 anos e abordavam relações amorosas não correspondidas, estar com os amigos, entre outros assuntos relevantes para a idade. Snacks, seu gato de estimação, ilustra a capa do disco. Obrigado Ana, minha amiga desde a época do Sete Doses, por me apresentar o Best Coast.

14 – Beach Fossils – Wide Awake

Entre lançar disco solo e assinar com o próprio nome, Dustin Payseur resolveu usar Beach Fossils e estruturá-lo como banda. Os demais integrantes foram convocados quando todas as músicas do disco de estréia já estavam gravadas.

15 – Lawrence Arabia – Apple Pie Bed

Em 2005, além da banda Reduction Agents, James Milne criou o alter ego Lawrence Arabia. O homônimo disco de estréia conquistou reconhecimento na Nova Zelândia, sua terra natal, e ignorada no hemisfério Norte. No ano seguinte ele mudou para Londres e dedicou-se integralmente a produção de Chant Darling. Em 2009 o roteiro de “Apple Pie Bed” escrito em parceria com Luke Buda ganhou o APRA Music Awards, premiação australiana que reconhece melhor compositor, performance ao vivo e sucesso em vendas.

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As bandas marcadas com (*) fazem parte do setlist da edição 105 e ajudaram a definir o Norte de hoje, como mencionei acima. Para conhecer o que já foi publicado anteriormente clique aqui. Até sexta que vem.

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