"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Ganglians’

4 anos

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dose_INDIE 4 anos. 161 edições e muita música para contar. Confesso que produzir algo relevante toda semana não é tarefa fácil, mas é absurdamente prazeroso. Só depois que a setlist está definida, que os textos sobre as bandas foram escritos e que os vídeos estão editados, bate a sensação de dever cumprido. Tudo começou em 6 de março de 2009 no saudoso Sete Doses, e continuará enquanto durar o tesão. A “festa” de hoje é introspectiva. Traje obrigatório: fone de ouvido.

01 – Milk Maid – Your Neck Around Mine

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Banda de Manchester liderada por Martin Cohen, ex-baixista de Nine Black Alps. Com o novo projeto a guitarra virou sua parceira. Antes de Mostly No ser gravado as músicas foram testadas em pequenas apresentações ao vivo. Durante as sessões que aconteceram em seu estúdio caseiro, Cohen registrou sozinho boa parte dos instrumentos.

02 – Mac Demarco – She’s Really All I Need

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Em 2012, quando chegou a Montreal, Mac DeMarco precisou de duas fontes de renda extra para continuar com a carreira de musico. Uma delas foi como cobaia em experiências médicas. A outra foi pavimentando rodovias. O elogiado EP Rock And Roll Nightclub, lançado no mesmo ano, foi fruto deste esforço e garantiu a Mac contrato com grande gravadora.

03 – Sic Alps – Cement Surfboard

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Matt Hartman e Mike Donovan eram amigos de longa data e tocavam em projetos diferentes quando resolveram gravar algumas demos juntos. Em 2010, Sic Alps foi uma das bandas que participou do festival All Tomorrow’s Parties, evento que teve curadoria e que oficializou a volta do Pavement.

04 – Fidlar – LDA

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As primeiras demos dos irmãos Max e Elvis Kuehn foram gravadas ainda na época do high school. Eles são filhos de Greg Kuehn, da banda punk T.S.O.L.. Zac Carper e Brandon Schwartzel completam a formação de Fidlar. Além de manter perfil no MySpace a banda prioriza a atualização do canal no YouTube. Fidlar, homônimo de estreia, foi lançado em 22 de janeiro deste ano, por coincidência o mesmo dia do meu aniversário.

05 – Ganglians – My House

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Originalmente “My House” foi lançada no disco Still Living. A versão que está no podcast foi registrada para a Daytrotter Vinyl Series, idealizada pelo site Daytrotter, de Illinois. A iniciativa, aprovada pela crítica especializada, tem sido comparada as famosas Peel Sessions, realizadas pelo lendário DJ John Peel, da BBC Radio One.

06 – Ducktails – Art Vandelay

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Matthew Mondanile formou Ducktails paralelamente a Real State, sua banda principal. A ausência de sintetizadores foi o grande diferencial de Ducktails III: Arcade Dynamics comparado aos lançamentos anteriores. Baixo, guitarra e bateria foram contemplados. Destaque para “Art Vandelay”.

07 – The Hentchmen – (Cryin’ Just Like) Otis

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Na ativa desde 1992, The Hentchmen surgiu em Detroit e nunca abandonou suas referências que são as bandas dos anos 60. A formação atual conta com Johnny Volare, nos teclados; Tim V. Eight, na guitarra e Mike Audi, na bateria. Antes do The White Stripes, Jack White foi o segundo guitarrista.

08 – The Brian Jonestown Massacre
Yeah Yeah

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A banda disponibilizou as demos de My Bloody Underground, no site para audição, antes do lançamento oficial. O disco terminou com hiato de cinco anos sem inéditas. O nome faz referência ao My Bloody Valentine e Velvet Underground.

09 – Monday Night Recorders With Jack Logan
I Recognize You

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Jack Logan iniciou carreira artística como escritor. Nos anos 80 ele lançou duas revistas em quadrinhos em que Peter Buck, do REM, era um super-herói. Buck retribuiu a gentileza ajudando o amigo em suas primeiras gravações. Nature’s Assembly Line demorou um ano para ser gravado o que resultou em 94 músicas inéditas, em 2003. 15 foram escolhidas para o disco.

10 – Blank Dogs – Open Shut

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Blank Dogs é o projeto desenvolvido pelo multi instrumentista Mike Sniper. Under And Under, disco de estreia, foi lançado após série de singles independentes e planejado para ser vinil duplo. The Vivian Girls e Crystal Stilts colaboraram nas sessões de estúdio.

11 – Box Elders – Necro

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A primeira formação de Box Elders foi, no mínimo, inusitada. Incluía os irmãos Jeremiah McIntyre, guitarra e vocal; Clayton McIntyre, baixo e vocal; e a mãe dos dois na bateria. Antes de gravarem o primeiro single ela foi substituída por Dave Goldberg que realiza a proeza de tocar bateria e teclado ao mesmo tempo. Confira sua habilidade na apresentação abaixo.

12 – Tough Knuckles – Downtown Girl

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A melhor definição para Tough Knuckles é one-man lo-fi project, em que Ernest Greene atende pelo nome artístico Washed Out. Durante os intervalos de gravação do disco Greek Jazz, Greene aproveitou para revisitar a obra de Guided By Voices.

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Baixe o podcast em MP3, ou no formato para iPod.

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Atrasei alguns dias para publicar o podcast dos 4 anos da dose_INDIE porque naquela semana tive um sério problema doméstico para resolver, e não estava em clima de festa. Agora tudo voltou ao seu ritmo e “vamos pra vida.” Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui. Até semana que vem.

saber ESPERAR

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Boa parte desta setlist seria publicada no post 158, mas foi cortada na edição final porque naquele o ritmo acelerou. A ideia era utilizá-la na semana seguinte, mas acabei me enrolando com o prazo para enviar o material de COQUETEL para o UOL e mais uma vez passou. Quando estava com praticamente tudo pronto o My Bloody Valentine lançou disco novo e priorizei a banda escocesa. Finalmente sua vez chegou.

01 – Imaad Wasif – Priestess

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Durante o período em que preparava The Voidist, Imaad Wasif declarou que algumas músicas “vieram” de planos astrais paralelos porque sua alma habita vários mundos. Para o homônino de estreia, gravado três anos antes, ele adotou dieta a base de café e haxixe a mesma utilizada por Bob Dylan na fase John Wesley Harding. “Priestess” foi a música que definiu todo o setlist.

02 – The Eversons – Hyacinth Girl

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Quando a banda surgiu, em 2009, as músicas gravadas por Mark Turner e Tim Shann perdiam força porque o projeto era desenvolvido como dupla. Havia também indecisão sobre a escolha do nome. Com a formação completa, que inclui Chris Young e Blair “Everson”, o problema foi resolvido.

03 – The Clientele – Bookshop Casanova

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Desde as primeiras demos gravadas em 1991 a formação da banda foi como quinteto. Com o nome houve alteração. Eles trocaram The Butterfly Collectors para o atual. Em 2006 dois integrantes originais saíram e foram substituídos pela violonista Mel Draisey. Em 2011 The Clientele anunciou que entrou em férias por tempo indeterminado.

04 – Folk Implosion – Pole Position

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Depois do sucesso mundial alcançado com “Natural One”, tema do filme Kids, dirigido por Larry Clark, em 1995, criou-se expectativa sobre como seria o próximo trabalho de Folk Implosion. Lançado dois anos depois, as vendas do single “Pole Position” foram fracas mesmo recebendo críticas favoráveis. Uma delas considerava a música como clássico pós-punk.

05 – Black Lips – Everybody’s Doin’ It

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No início de carreira as apresentações ao vivo eram as mais provocativas possíveis, o que incluía vômito e urina em direção da plateia, fogos de artifício e guitarras em chamas. Assumidamente a fonte de inspiração foi GG Alien. A turnê de estreia, em 2002, foi marcada por fatalidade. Ben Eberbaugh, guitarrista, morreu em acidente de carro provocado por motorista bêbado que dirigia em alta velocidade na contra mão.

06 – Reigning Sound – Drowning

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Alex Greene, um dos integrantes originais, escreveu em parceria do vocalista Greg Cartwright todas as músicas de Too Much Guitar!, gravado em 2004. Antes da banda entrar em estúdio ele saiu amigavelmente para dedicar-se a novos projetos. Ocorreu erro de impressão nos créditos do encarte e apareceu como se ele tivesse colaborado em apenas uma música. Jay Reatard, morte em 2010, fez a produção de estúdio.

07 – Ganglians – Faster

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Still Living foi planejado para ser vinil duplo. Depois de gravado a banda desistiu da ideia e resolveu lançá-lo como disco simples porque as músicas funcionavam melhor juntas. O nome Ganglians veio da união das palavras “gang” e “aliens”. Não há relação alguma com gânglios.

08 – Shrag – A Certain Violence

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Os primeiros singles de Shrag resgatavam sonoridade que remetia ao The B-52’s. Com o tempo a banda imprimiu identidade às músicas, aperfeiçoaram a técnica e soaram mais rock and roll.

09 – Stereolab – Orgiastic

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Peng! foi o disco de estreia de Stereolab, em 1992. As três primeiras músicas praticamente definiram como seria construído o conjunto da obra da banda. São elas: “Super Falling Star”, “Orgiastic” e “Peng 33”. Uma curiosidade sobre o processo de criação das letras é que algumas são escritas e gravadas em francês e outras em inglês. O layout da capa foi utilizado no cabeçalho do post.

10 – White Fence – Easy Ryder

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Projeto desenvolvido por Ty Segall em parceria de Timothy Presley, de Strange Boys. Alguns críticos definiram Hair como o disco que John Lennon e Syd Barrett não gravaram juntos. “Easy Ryder” é o melhor exemplo de como teria sido esta união.

11 – The Babies – Wild 2

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The Babies “existe” quando Cassie Ramone, de Vivian Girls, e Kevin Morby, de Woods, não estão ocupados com suas bandas principais. Não há cobrança para futuros lançamentos. O projeto surgiu da vontade dos dois de tocarem algumas músicas juntos.

12 – The Takeovers – Pretty Not Bad

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Mesmo com os compromissos de Guided By Voices, sua banda principal, Robert Pollard sempre esteve envolvido em mais de um projeto. The Takeovers surgiu da parceria com Chris Slusarenko, também integrante dos Voices, e rendeu dois discos. Bad Football foi o segundo lançamento.

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