"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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NÃO FOI em 79

Recentemente assisti Live In Rome, show do Talking Heads que na época estava com três anos de estrada. Muita coisa boa já havia sido lançada e outras tantas preciosidades estavam por vir. “Cities”, terceira música da apresentação, definiu o norte dessa dose_INDIE. Minha empolgação foi tanta que celebrando o show, registrado em 1979, defini que todas as músicas do setlist seriam do mesmo ano. Pesquisei as bandas e discos, mas um detalhe passou. De onde tirei que o show foi registrado em 1979? Ele é de 1980. Como estava com tudo pronto, a redenção ficou para o título do post.

01 – Talking Heads – Cities


Live In Rome foi registrado em 18 de dezembro de 1980 para ser transmitido como especial para televisão italiana. A banda estava em turnê de Remain In Light, lançado dois meses antes. Cesare Pierleoni, diretor da gravação, caprichou nos enquadramentos às formas voluptuosas da baixista Tina Weymouth.

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02 – Blondie – Dreaming


Nos Estados Unidos Eat To The Beat foi considerado mais do mesmo de Parallel Lines. Já no Reino Unido foi sucesso imediato e emplacou três hits seguidos. “Dreaming” puxou a fila.

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03 – XTC – Real By Reel


Antes de adotar o nome que a consagrou, primeiro a banda chamou Star Park, mas com a popularização do movimento punk em 77 trocou para Helium Kidz. Com a segunda opção encontrou dificuldade para assinar contrato com gravadora. Drums and Wires, terceiro disco, é considerado mais pop que os anteriores.

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04 – The B-52’s – Dirty Back Road


Em Wild Planet não há tantos hits como em The B-52’s, o que não significa demérito. Sustentando erro de lançamento como aconteceu com Talking Heads, o disco também foi lançado em 1980.

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05 – Devo – Blockhead

O conceito de banda adotado por Jerry Casale e Mark Mothersbaugh desde o início foi evolução, “de-evolution”, o que resultou no nome DEVO. Tendo a sociedade americana como referência, ambos acreditavam que a humanidade estava em estágio avançado de regressão. Constatação realizada em 1972.

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06 – Split Enz – I Got You


Frenzy, de 1979, foi gravado em Londres e com orçamento menor que os discos anteriores. Ele é obra de transição comparado a sonoridade que a banda adotaria em True Colors, de 1980.

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07 – Gang Of Four – Not Great Men


Entertainment!, disco de estréia e por muitos o lançamento mais importante do conjunto da obra, mostrou caminho das pedras para várias bandas. Fugazi e Rage Against The Machine conhecem bem essa trilha.

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“no weak men in the books at home
the strong men who have made the world
history lives on the books at home
the books at home

it’s not made by great men
it’s not made by great men
it’s not made by great men
it’s not made by great men…”

08 – Iggy Pop – Girls


Terceiro trabalho solo de Iggy Pop. New Value foi o primeiro sem produção de David Bowie. O disco recebeu boas críticas, mas comercialmente não foi lucrativo. Por muitos considerado seu melhor lançamento.

09 – The Cars – Lust For Kicks

The Cars, homônimo disco de estréia beirou a perfeição. Um ano depois, em 1979, Candy-O foi lançado e comprovou que a banda era uma das mais expressivas de sua geração. “Lust For Kicks” é pop na medida certa, nada cansativa.

“…they’re crazy about each other
like a misplaced fix
they’re mad about each other
they blame it all on the lust for kicks…”

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Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

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meia XEPA

Em cada post publico a média de doze músicas, mas não significa que pesquisei apenas essa quantidade. Geralmente acaba sendo o dobro disso. Depois de escutar as escolhidas várias vezes para sentir as que combinam mais, edito o setlist definitivo. Dicas de amigos, bandas novas que pesquiso e um pouco de ajuda do acaso dão o arremate final. A dose_INDIE de hoje começou a criar forma em março de 2011 com a edição NOVO Sete Doses. Pelo menos cinco bandas definiram o norte.

01 – Girls – Morning Light

A namorada de Christopher Owens o apresentou a Matt Fishbeck e a paixão de ambos por música e drogas resultou em Girls. Album foi considerado em 2009 Melhor Disco de Estréia pelas revistas Spin, Rolling Stone e site Pitchfork, o que rendeu a dupla convite para abrir os shows de Smashing Pumpkins e Julian Casablancas.

02 – No Joy – Heedless

Jasmine White Glutz estava em Los Angeles quando iniciou a banda com a amiga Laura Lloyd que morava no Canadá. O primeiro show oficial aconteceu em Montreal. Baixista e baterista entraram para o time depois que a banda assinou contrato com gravadora. Ghost Blonde, disco de estréia, foi produzido por Sune Rose-Wagner, guitarrista do the Raveonettes.

03 – The Swirlies – Sterling Moss

No início a banda chamava Raspberry Bang e fazia cover das meninas do Go-Go’s. Durante a gravação de They Spent Their Wild Youthful Days In The Glittering World Of The Salons a formação duas guitarras, baixo e bateria foi completada por uso de drum machine na maioria das músicas. Fez A diferença, positivamente.

04 – The Aislers Set – Attraction Action Reaction*

A vocalista Amy Linton gravou Terrible Things Happen, disco de estréia, sozinha e mesmo assim assinou com se fosse banda. Os outros quatro integrantes entraram a partir do segundo lançamento. Para manter a atmosfera intimista todos os discos são gravados em seu estúdio caseiro.

05 – Vivian Girls – I Heard You Say*

Vivian Girls, disco de estréia, foi muito bem aceito no mundinho indie. Everything Goes Wrong, o segundo, é considerado cópia grosseira do antecessor. Em Share The Joy o vigor do início foi resgatado. Alguns fatores contribuíram, como a entrada da baterista Fiona Campbell e a produção feita por Jarvis Taveniere, do Woods, seu parceiro no The Babies.

06 – Liechtenstein – All At Once

Trio de meninas suecas formado por guitarra, baixo e teclado. A baterista é incorporada apenas nas apresentações ao vivo. Survival Strategies In A Modern World carrega nas referências retro, como uso de equipamentos antigos. Alguns críticos declararam que o disco poderia ter sido lançado em 1986 mesmo soando muito bem nos anos 2000.

07 – Dum Dum Girls – Blank Girl*

Em I Will Be as músicas soam despretensiosas, mas não simplistas. Parte foi gravado do quarto da vocalista Dee Dee. Nele há cover de Sonny e Cher com “Baby, Don’t Go”. O momento romântico do disco fica com a baladinha “Blank Girl” em que o vocal é dividido com Brandon Welchez, do Crocodiles,  e seu marido.

08 – Harlem – Three Legged Dog

Trio formado por amigos que tocam juntos desde o high school. No início a adoração por Darby Crash, vocalista do The Germs fez com que eles soassem mais punk do que rock. Smart Pussy, Coomers Explosion, e Pink Extreme foram alguns nomes usados antes de adotarem definitivamente o atual.

09 – Frankie Rose And The Outs – Candy

Frankie Rose resolveu sair do Vivian Girls depois de ter tocado bateria no disco de estréia da banda e escrito a letra de “Where Do You Run To”. Outros ex-integrantes de Crystals Stilts e Dum Dum Girls também fazem parte do projeto. Black Tambourine e My Bloody Valentine são algumas referências.

10 – Neverever  – The Young Runaways

Depois da temporada em Glasgow como integrantes do The Royal We, Jihae Simmons e seu marido Wallace Meek mudaram para Los Angeles e com Devon Williams e Mickey LaFranchi formaram The Champagne Socialists. Quando o primeiro single foi lançado eles adotaram o nome Neverever e gravaram Angelic Swells.

11 – The Babies – All Things Come To Pass*

Liderado por Cassie Ramone, de Vivian Girls e Kevin Morby, de Woods. A ideia surgiu pela vontade de tocarem algumas músicas juntos. Não há cobrança para futuros lançamentos. A banda “existe” quando ambos não estão ocupados com seus projetos principais.

12 – Slumber Party – Made Up Mind*

Em Musik, quarto disco de estúdio, é possível ouvir os novos caminhos que Aliccia Berg definiu para a banda, processo iniciado em 3. Slumber Party é considerada uma das responsáveis pelo novo som de Detroit.

13 – Best Coast – When I’m With You

Escrever músicas em parceria de Bruno Bobb e estar no palco com Best Coast não foram tarefas difíceis para Bethany Cosentino. Ela foi atriz mirim. As primeiras letras surgiram aos 17 anos e abordavam relações amorosas não correspondidas, estar com os amigos, entre outros assuntos relevantes para a idade. Snacks, seu gato de estimação, ilustra a capa do disco. Obrigado Ana, minha amiga desde a época do Sete Doses, por me apresentar o Best Coast.

14 – Beach Fossils – Wide Awake

Entre lançar disco solo e assinar com o próprio nome, Dustin Payseur resolveu usar Beach Fossils e estruturá-lo como banda. Os demais integrantes foram convocados quando todas as músicas do disco de estréia já estavam gravadas.

15 – Lawrence Arabia – Apple Pie Bed

Em 2005, além da banda Reduction Agents, James Milne criou o alter ego Lawrence Arabia. O homônimo disco de estréia conquistou reconhecimento na Nova Zelândia, sua terra natal, e ignorada no hemisfério Norte. No ano seguinte ele mudou para Londres e dedicou-se integralmente a produção de Chant Darling. Em 2009 o roteiro de “Apple Pie Bed” escrito em parceria com Luke Buda ganhou o APRA Music Awards, premiação australiana que reconhece melhor compositor, performance ao vivo e sucesso em vendas.

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As bandas marcadas com (*) fazem parte do setlist da edição 105 e ajudaram a definir o Norte de hoje, como mencionei acima. Para conhecer o que já foi publicado anteriormente clique aqui. Até sexta que vem.

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