"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Good Shoes’

COQUETEL

No dia 14, quarta-feira, foi publicado mais um post que escrevo como colaborador para a Rádio UOL. Em COQUETEL deste mês escrevi sobre baixistas. Espero que curtam. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

Baixa no BAIXO

No universo da música, principalmente no mundo rock and roll, existe a “maldição do segundo disco”. Geralmente a expressão é usada quando uma banda começa com excelente trabalho e desliza com força no lançamento seguinte. Outra situação que ocorre com frequência é a perda de integrante da formação original. Em muitos casos isso acontece em turnê por causa do desgaste do convívio diário, quando as famosas diferenças artísticas irreconciliáveis pesam, no período de gravação entre um disco e outro, por conta de projeto paralelo promissor de algum integrante ou até por morte.

Weezer já passou por todas essas situações. O homônimo disco de estreia (também conhecido como Blue Album) foi bem sucedido em vendas e turnê. Antes de entrar em estúdio novamente Rivers Cuomo, vocalista, resolveu finalizar seus estudos em Harvard. Enquanto isso, Matt Sharp, baixista, e Patrick Wilson, baterista, formaram The Rentals, que conquistou sucesso com o single “Friends Of P”.

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Quando Pinkerton, segundo de inéditas da banda, chegou às lojas a recepção não foi das melhores, tanto que a revista Rolling Stone o elegeu o pior lançamento de 1996.

Sharp resolveu andar com as próprias pernas e foi substituído por Mikey Welsh, artista plástico e baixista de Juliana Hatfield, em Weezer (chamado pelos fãs de Green Album). Após exaustiva turnê e desgaste físico Welsh foi substituído por Scott Shriner, em 2002, titular no baixo até hoje. Em 2011, Mikey Welsh foi encontrado morto em um quarto de hotel, vítima de overdose.

Com os amigos Rhys Jones e Steve Leach a história foi diferente. Eles começaram a escrever algumas músicas juntos “sem grandes pretensões”, como os próprios definiram. Quando sentiram que possuíam bom repertório para gravar em estúdio chamaram Tom, irmão de Rhys, para a bateria e Joel Cox para o baixo. Em 2005 oficialmente nascia Good Shoes. As referências eram Gang Of Four e Buzzcocks. Think Before You Speak, disco de estreia, veio carregado de músicas simples, diretas e cativantes.

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A baixa no baixo aconteceu entre a gravação do primeiro para o segundo disco. Joel Cox colocou em prática Lime Headed Dog, projeto que pretendia soar incrivelmente difícil e estranho. Em No Hope, No Future, segundo lançamento de Good Shoes, ele foi substituído por Will Church.

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A formação clássica em banda de rock é feita de guitarra, bateria, vocal e baixo. Certo? Errado se usarmos Freebass como exemplo. O projeto contava com três baixistas. A ideia surgiu em mesa de pub e envolveu Peter Hook, ex- New Order, Gary “Mani” Mounfield, de Stone Roses e Andy Rourke, ex- The Smiths.

Hook explicou em entrevista ao New Music Express como a banda era dividida: “Mani faz a parte baixa, Rourke o meio e eu as notas altas. Está funcionando muito bem.” O primeiro lançamento foi o EP Two Worlds Collide, e contou com Tim Burgess, de The Charlatans, no vocal de “You Don’t Know This About Me.”

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Na sequência chegou às lojas It’s a Beautiful Life, que contava com 17 músicas e veio acompanhado da primeira baixa. Andy Rourke foi morar em Nova Iorque e seguir carreira de DJ. Inclusive ele tocou no Brasil, em agosto de 2011. Os outros dois baixistas continuaram o projeto e convidaram Gary Briggs, de Haven, para ser o vocalista titular. No final de 2010 a relação entre Mani e Hook esquentou. Mani usou o Twitter para lavar a roupa suja e depois se arrependeu. Hook o desculpou e disse: “Mani is a great friend of mine and he always will be. I have the utmost respect for him as a person and musician. Have none of you ever fallen out with somebody you love?”

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Não é difícil encontrarmos entrevistas em que os integrantes de bandas declaram que “precisam de férias” uns dos outros. Além de merecido descanso, este intervalo é necessário para que o próximo reencontro seja produtivo, inspirador, criativo. Alguns músicos inclusive aproveitam para lançar material solo, exploram sonoridades e trazem nova bagagem ao projeto principal. Todos ganham. Inclusive nós, fãs.

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Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, diretor de arte da Revista Trevo, escreve para o Dezcapas.wordpress.com, produz e apresenta a dose_INDIE há três anos.

Jesus SAVES and BACK UP too

Preparando o post fui forçado a lembrar que a salvação não está apenas em CTRL+S. Fazer back up com frequência também é EXCELENTE maneira de evitar futura dor de cabeça. Meu HD externo onde salvo TODAS as doses e minha vida digital começou a dar sinais de cansaço. Antes que aconteça o pior desenvolvi este setlist para escutar enquanto “becapeio” meus arquivos.

01 – Good Shoes – The Way My Heart Beats

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02 – Wounded Lion – Black Ops

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03 – Icebird – Going And Going And Going

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04 – Black Lips – Drugs

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05 – Thomas Function – Ew Way Ew

06 – The Intelligence – They Found Me On The Back Of The Galaxy

07 – Real Estate – It’s Real

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08 – Jay Reatard – All Over Again

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09 – Ty Segall – Sad Fuzz

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10 – Landon Pigg Featuring Turbo Fruits – High Times

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11 – Mannequin Men – 22nd Century

12 – Royal Headache – Down The Lane

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O problema com meu HD começou quando estava editando as músicas para gravar o podcast. O computador deu uma bela travada e quando o sistema reiniciou apareceu tela de verificação automática de dados que demorou mais de cinco horas para finalizar. Felizmente nada foi perdido.

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Para conhecer as edições anteriores do Dez Capas e dose_INDIE clique aqui. Até sexta que vem.

“ACELERA…”

Domingo passado com o início a temporada 2012, meu querido e atento Rochinha me passou a dica que definiu o tema dessa semana. Rubinho Barrichello está traçando novo caminho à sua carreira de piloto. Contratado pela empresa KV agora ele disputa pela Fórmula Indy. Como parte de divulgação de sua nova empreitada no spot de rádio ele diz em alto e bom som que é INDY. Musicalmente falando PIADA PRONTA, né? Aproveitando toda velocidade que a competição automobilística exige a dose_INDIE acelerou o ritmo.

01 – Good Shoes – All In My Head

Banda formada pelos irmãos Rhys, guitarra e vocal; Tom, bateria; e mais dois amigos de infância que completam baixo e segunda guitarra. No início depois que participaram de festival promovido por revista de música assinar contrato com gravadora foi o passo seguinte. Clipe dirigido por Michel Gondry.

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02 – Correcto – Do It Better

Danny Saunders cantava em pubs de Glasgow quando recebeu convite de Richard Wright, guitarrista, para formar a banda. Will Bradley, de Life Without Buildings, assumiu a bateria. Quando assinaram contrato com gravadora Paul Thompson, de Franz Ferdinand, assumiu as baquetas e Patrick Doyle, de Royal We, o baixo.

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03 – Hot Hot Heat – No Not Now

Na ativa desde 1999 a grande virada aconteceu dois anos depois quando Steve Bays, tecladista, assumiu os vocais. Make Up The Breakdown carrega nas referências retrô, como se tivesse sido agravado em 1981 e descoberto recentemente. Sem parecer datado.

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04 – Maxïmo Park – The Coast Is Always Changing

Maxïmo Park é referência a Máximo Gómez y Báez, major-general na Guerra dos Dez Anos (1868-1878) e comandante militar em Cuba na guerra pela indepedência do país (1895-1898). A Certain Trigger aborda as alegrias e frustrações de ser adolescente em Newcastle, ao Norte da Inglaterra. As principais referências são The Jam, XTC, Wire e The Smiths.

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05 – The Rakes – 1989

Klang, palavra em alemão, é o nome mais apropriado para o terceiro disco que foi gravado em Berlim. A cada lançamento a banda vem aperfeiçoando suas músicas. “1989” serve de alívio aos fãs acostumados a sonoridade da primeira fase.

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06 – The Libertines – Vertigo

Quando surgiu a banda disputou reconhecimento com White Stripes, The Vines, Doves, The Hives, entre outras. Alguns críticos consideraram Up The Bracket a “resposta inglesa” para Is This It, de The Strokes. O disco teve produção artística de Mick Jones, ex-The Clash e Big Audio Dynamite.

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07 – The Black Keys – Strange Times

Attack & Release, de 2007, foi produzido por Danger Mouse. A ideia original seria gravar o disco todo em parceria de Ike Turner. Infelizmente o músico morreu no mesmo ano.

08 – Kasabian – Fast Fuse

As influências de Stone Roses, Happy Mondays e Oasis nos singles lançados no começo dos anos 2000 são evidentes. O nome da banda é referência a Linda Kasabian, integrante da quadrilha de Charles Manson, responsável pelo assassinato da atriz Sharon Tate, em 1969.

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09 – The Futureheads – Beginning Of The Twist

Paralelo à banda Barry Hyde, vocal e guitarra, e Pete Brewis, baterista, desenvolvem projeto social em Sunderland chamado City Detached Youth Project que tem objetivo de iniciar crianças menos favorecidas à música.

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10 – Primal Scream – Can’t Go Back

Beautiful Future, de 2008, foi o último disco de inéditas. Na sequência teve início a turnê Screamadelica que passou pelo Brasil. “Can’t Go Back” foi escrita e gravada em parceria de Kevin Shields, de My Bloody Valentine.

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11 – Toadies – I’m Not In Love

Música de Talking Heads, “I’m Not In Love” foi gravada por Toadies para trilha do filme Basquiat, de 1996. Em sua história a troca de músicos foi constante. Quando a banda encerrou atividades em 2001 o único integrante original era o vocalista Tod Lewis.

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OBRIGADO Rochinha por me ajudar a definir o setlist. Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

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