"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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COQUETEL

No dia 3, segunda-feira, foi publicado meu primeiro post como colaborador da Rádio UOL. Em COQUETEL, referência a simpática brochura passa-tempo, escreverei sobre bandas indie e não-indie. A proposta é encontrar relação entre suas histórias, mesmo que seja apenas pelo tema escolhido. Espero que curtam. E fica a dica: “dar a segunda” pode ser tão bom ou MELHOR que a primeira. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

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Let me try AGAIN

Tentar novamente não significa que a primeira vez não foi boa. Se deu certo, por que não melhorar? No mundo da música não é diferente. Tanto para o bem como para o mal as duas possibilidades acontecem com frequência. Está certo. Concordo que ocorre mais para o mal, mas ficar apenas na dúvida muda alguma coisa?

Os irmãos Jake e Orrall Jamin arriscaram. Jeff The Brotherhood foi o primeiro projeto desenvolvido pela dupla. Desde o início, em 2002, os lançamentos de seus discos foram independentes.

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Paralelamente a isso, em 2003, com Jonas Stein, na guitarra e Jemina Pearl, no vocal, surgia Be Your Own Pet, segunda tentativa dos irmãos. O primeiro single “Damn Damn Leash” entrou para a programação da Radio One, da BBC; Be Your Own Pet, homônimo de estreia foi produzido por Steve McDonald, de Redd Kross e Thurston Moore, ex-Sonic Youth, era fã declarado.

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Dez anos depois que começaram, em julho, Hypnotic Nights, de Jeff The Brotherhood, veio com assinatura da Warner na contracapa.

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Agora imagine três amigas e quatro bandas. Muita coisa? Cassie Ramone, Katy Goldman e Fiona Campbell tiraram de letra. Vivian Girls é o projeto em comum.

The Babies aconteceu da parceria de Ramone com o amigo Kevin Morby, de Woods. La Sera surgiu da iniciativa de Goldman e Brady Hall, diretor de vídeo, e Couting ultrapassou as limitações geográficas. Campell é da Nova Zelândia e Madison Farmer de Memphis.

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Atualmente Ramone e Campbell curtem férias, mas não duvido que elas já estejam preparando algumas demos para o próximo trabalho de Vivian Girls enquanto Goldman realiza turnê de Sees The Light que foi lançado em março.

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Graham Coxon e Damon Albarn, de Blur, também tentaram. Coxon primeiro. Em 1998 ele lançou solo The Sky Is Too High.

Com o fim do britpop e dos anos 90 o passo seguinte para Blur seria explorar sonoridades. 13 realizou sonho antigo de Damon Albarn, que era soar como americano.

Antes de mais um disco, Albarn arriscou pesado em projeto inovador. Gorillaz, desenvolvido em parceira de Jamie Hewlett, foi o primeiro disco bem sucedido da história da música gravado por “banda virtual”.

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O Marrocos foi escolhido para as sessões de Think Tank, sétimo registro de estúdio de sua banda principal. O que prometia ser realmente inspirador ficou resumido a diferenças artísticas, somadas aos problemas com álcool de Coxon. Em 2003 sua saída da banda foi a novidade não esperada por nós, fãs.

Blur continua tentando e ensaia volta definitiva desde 2009. Bem menos que o desejado, uma coisa ou outra de material inédito tem aparecido, como “Fool’s Day,” gravada em 2010 exclusivamente para Record Store Day, evento que celebra a arte da música, e No Distance Left To Run, documentário e registro de show.

Julho foi mês de duas novidades. Primeiro veio “Under The Westway,” single com “The Puritan” no lado b e depois Blur 21, caixa com toda a discográfica remasterizada, mais as sobras de estúdio, gravações inéditas, registro em vídeo de shows e clipes raros. Tudo isso para a merecida comemoração de mais de duas décadas de história. Antecipei para agosto meu presente de Natal e a minha caixa já está em casa.

Arriscar, tentar novamente não é fácil. A dúvida em agir aumenta e tem a insegurança como parceira quando o projeto principal de uma banda ou cantor solo é bem sucedido. Por outro lado quem estiver disposto a correr o risco sabe que o resultado compensará qualquer sacrifício. Não serve como fórmula de sucesso, mas estar comprometido com a ideia supera inclusive a maior dificuldade, muito usada como desculpa: a falta de tempo.

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Lex é designer gráfico, escreve para o Dezcapas.wordpress.com, produz e apresenta a dose_INDIE há três anos e está tentando mais uma vez.

57 anos de MICK JONES

São 57 anos de idade e pelo menos uns 35 de serviços prestados aos bons sons. Na quarta-feira, dia 26 de junho, foi aniversário de Michael Geoffrey Jones, o Mick Jones do The Clash, do Big Audio Dynamite e do B.A.D. II. Lembro que no começo dos anos 80 assisti um clipe em que as guitarras e baixo eram bem marcados, a banda tocava em um píer, chovia e logo no começo era anunciado “London Calling…”. De imediato gostei da música e a vontade em querer conhecer aquele disco foi imensa.

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A dose_INDIE passeia pelos três projetos principais desenvolvidos pelo músico, mais a recente participação no disco Plastic Beach, dos Gorillaz e visita outras bandas que, direta ou indiretamente, estão envolvidas nesta história.

01 – The Clash – Train In Vain – 1979

Com London Calling a banda deu um passo à frente comparado a sonoridade dos discos anteriores. Reggae, rockabilly, entre outros ritmos foram incorporados o que resultou em um dos dez melhores discos de rock, segunda a revista Rolling Stones. Um pouco de história. O disco foi lançado como vinil duplo, mas por exigência da banda vendido por preço de simples.

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02 – Buzzcocks – What Do I Get? – 1979

O nome Buzzcocks surgiu da revista Rock Follies que terminou determinada matéria com a citação “Get a buzz, cock.” Singles Going Steady carrega mesmo grau de importância que London Calling e Never Mind The Bollocks, dos Sex Pistols.

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03 – Public Image Limited – Low Life – 1978

Depois da separação dos Pistols, em janeiro, Johnny Lydon buscava sonoridade que não soasse nem punk, nem rock. First Issue, lançado em dezembro, foi responsável por definir o que seria considerado pós-punk mesmo com série de críticas negativas ao trabalho.

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04 – The Clash – Rock The Casbah – 1982

Combat Rock caminha por caminhos diferentes. Mick Jones pretendia seguir os passos do The Who enquanto Joe Strummer simpatizava com a black music. Elementos de ska, reggae, e funk foram explorados.

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05 – Madness – The Sun And The Rain – 1984

O período de Keep Moving foi de transição. Mike Barson, um dos principais letristas, saiu por motivos pessoais e a banda começou a lançar seus trabalhos por sua gravadora, Zarjazz. O primeiro single foi Yesterday’s Men.

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06 – The Specials – Friday Night Saturday Morning – 1980

No início de carreira a banda abriu apresentação para o The Clash e despertou interesse de várias gravadoras, mas Jerry Dammers, tecladista e um dos principais compositores, escolheu por criar sua própria, 2-Tone.

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07 – Big Audio Dynamite – Sony – 1985

Finalizada a turnê americana de Combat Rock Joe Strummer e Paul Simonon demitiram Mick Jones por “ter se afastou da ideia original do The Clash.” Em 1985 surge Big Audio Dynamite, projeto desenvolvido em parceria do cineasta Don Letts que misturava rock, drum machine e samplers. Até hoje o disco soa revolucionário, e ocupa posição de destaque entre meus dez preferidos.

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08 – Big Audio Dynamite – C’mon Every Beatbox – 1986

Diferenças artísticas resolvidas e mágoa superada Joe Strummer co-produziu e escreveu cinco músicas para N° 10 Upping Street, segundo disco da banda. Mick Jones aprimorou a fórmula usada no disco de estréia e os singles “C’mon Every Beatbox” e “V Thirteen” além de ocuparem as primeiras posições da parada na Terra da Rainha realizaram mesmo feito na do Tio Sam.

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“Sit tight and listen keenly while I’ll play for you a brand new musical biscuit”

No clipe estão duas garotas dançandinho entre a banda. A que está de cabelo solto era na época a desconhecida Neneh Cheery. Seu disco de estréia foi lançado em 1989. Cópia do frame aos 4 segundos ilustra o cabeçalho da dose_INDIE.

09 – Big Audio Dynamite II – Rush – 1991

Em 1989 a banda acabou. Mick Jones chamou outro grupo de amigos para B.A.D. II. The Globe foi lançado em 1991. “Rush” primeiro fez sucesso nos Estados Unidos e depois conquistou o velho continente.

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10 – Big Audio Dynamite II – The Globe – 1991

Samplers de “Should I Stay Or Should I Go” foram usados para o segundo single.

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11 – Gorillaz Featuring Mick Jones and Paul Simonon – Plastic Beach – 2010

Em todos os discos do Gorillaz Damon Albarn cantou boa parte das músicas em parceria. Plastic Beach ficou por conta de Mick Jones e Paul Simonon. Ambos participaram como guitarrista e baixista titulares da turnê.

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Gosto e respeito o conjunto da obra do The Clash. É inquestionável o talento e visão musical de Joe Strummer, mas na minha opinião quem fazia a diferença na banda era Mick Jones. Para conhecer as edições anteriores do Dez Capas e dose_INDIE clique aqui. Até sexta que vem.

MADCHESTER

Manchester está mais uma vez no foco da mídia e não é por causa do time de futebol. Além de Stone Roses, HAPPY MONDAYS também está de volta. Por enquanto a promessa é apenas para série de shows. Disco com inéditas talvez.

A banda surgiu nos anos 80 e junto de Inspiral Carpetes, The Stone Roses, The Charlatans, 808 State, entre outras, misturava indie rock, psychedelic, dance music e MUITO ecstasy. Acrescente ainda a casa noturna HAÇIENDA, o jornalista Tony Wilson e a gravadora Factory. Isso tudo resultou na cena musical MADCHESTER. O set list aborda a sonoridade característica do período e deixa a dica: MUITA ÁGUA para “esfriar” os neurônios.

01 – Happy Mondays – Wrote For Luck

Bummed foi o segundo disco, lançado um ano após o de estréia e responsável por popularizar o som da banda por todo Reino Unido. Shaun Ryder ilustra a capa desenvolvida pelo estúdio Central Station que também foi responsável pelos layouts da gravadora Factory. Parte do pescoço do cantor foi utilizado no logotipo da dose_INDIE.


Alguma dúvida que Shaun Ryder tomou uma bala durante a filmagem do clipe?

02 – The Charlatans – The Only One I Know

O uso de teclado que remetia a psicodelia dos anos 60 era o diferencial. Isso ficou característico no conjunto da obra, e garantiu sobrevida à banda quando a cena MADCHESTER não agradava mais.

03 – Inspiral Carpets – Saturn 5

A banda, assim como The Charlatans, usava teclado que remetia a psicodelia, mas ambas soavam diferentes. No auge do sucesso, em 1991, Noel Gallagher foi guitarrista de apoio da turnê européia.

04 – Flowered Up – It’s On

No início dos anos 90 a sonoridade característica da cena MADCHESTER era popular em toda Grã-Bretanha. Flowered Up era de Camden e sintetizou bem a referência. Nas apresentações ao vivo a banda divida o palco com Barry Mooncult que sempre se apresentava com flor gigante no pescoço.

05 – The Stone Roses – Song For My Sugar Spun Sister

Poucos meses após o lançamento do clássico Stone Roses, disco de estréia, a banda realizou apresentação em Ballroom Blackpool Empress, o que viria a ser lendária. FELIZMENTE há registro em vídeo e disponível em DVD. O recente retorno, homenageado na edição 12 do Dez Capas, promete disco de inéditas. Nós, fãs, aguardamos.

06 – Carter The Unstoppable Sex Machine
The Young Offender’s Mum

Banda de Londres que também sintetizou a sonoridade MADCHESTER. O teor de suas letras, inspirado em atitude punk, é o diferencial.

“I’d like to teach the world to sing
and put an end to suffering if I could
with the dedicated heart and soul
of britains greatest rock ‘n’ roll robin hood
but you’re eyes are dim you cannot see
your middle name is misery
do you like to teach the world to sing
you’re gonna get your head kicked in…”

07 – Happy Mondays – Performance

O que foi dito sobre “Performance” quando lançada: “it created a swirling hyper-reality that’s almost a sonic black hole sucking everything into it’s vortex. As jagged and lacerating as all this is, there’s a sense of evil glee, that the Happy Mondays want to drag you down to their level, but there’s no sense of seduction here. You’re either with them or not. Bummed is music for after you’ve already succumbed to the dark side”. No item 1 está ilustração completa de Shaun Ryder, e acima como o disco foi lançado.

08 – New Fast Automatic Daffodils – Fishes Eyes

A banda começou a criar forma em 1988, mas apenas com baixo, guitarra e bateria. Andy Spearpoint, vocalista, uniu forças no ano seguinte. Em pouco tempo de existência eles lançaram três discos completos, cinco EPs e dez singles. Nada mal para quatro anos de atividade.

09 – Black Grape – In The Name Of The Father

Quando Happy Mondays acabou, em 1992, por causa da dependência química de Shaun Ryder em heroína, muitos acreditaram que ele morreria de overdose. Três anos depois ele reapareceu com novo projeto que, de imediato, foi aprovado pelos fãs dos Mondays e crítica. Da antiga banda apenas o simpático e rebolativo Bez participou.

10 – Gorillaz – Dare

Desde o primeiro lançamento Damon Albarn esteve cercado de verdadeira constelação para cada disco de Gorillaz. Em Demon Days os convidados foram Neneh Cherry, De La Soul, Dennis Hopper e Shaun Ryder, em Dare. A produção ficou por conta de Danger Mouse.


Aos 4 minutos e pouco: “is not YOURS”

11 – Happy Mondays – 24hr Party People

A banda foi uma das primeiras a utilizar técnicas de hip hop com rock, não com uso de samplers e sim nas melodias. 24hr Party People” também foi título de filme dirigido por Michael Winterbottom que conta história de Tony Wilson, Joy Division e surgimento da cena MADCHESTER.

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Happy Mondays foi mais uma banda de Manchester que voltou à ativa. MORRISSEY, meu velho, AINDA DÁ TEMPO. Aproveite o embalo e REÚNA o The Smiths. Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

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