"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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Histórias de MORRISSEY

“…I am a simple man, not much to gain or lose…”

Desde 2000 uma das lembranças que mantenho viva da apresentação de Morrissey em São Paulo é a da música “A Swallow On My Neck”. Ela foi lançada no lado b do single Sunny e pouquíssimas vezes interpretada ao vivo. Doze anos depois espero ser surpreendido novamente durante o show que assistirei domingo. Com certeza será uma celebração.

Dia 6, terça-feira, a dose_INDIE completou três anos. Para evitar excesso de comemoração em apenas um post a de hoje será Histórias de MORRISSEY, abordando os layouts de seus discos. Preparei mesmo esquema como as duas edições com as capas do The Smiths*. Não as melhores e sim as que têm histórias. O podcast será publicado sábado.

1. Viva Hate

 

Primeiro disco-solo lançado em março de 1988. Apenas a edição em vinil distribuída na Austrália veio com nome Education In Reverse. A justificativa foi erro de digitação. Em 1997 a EMI relançou o trabalho como parte das festividades de seu centenário. Foram incluídas oito músicas sobras de estúdio da época e nova capa. Dia 26 deste mês o disco será relançado mais uma vez. Ele foi remasterizado por Stephen Street, produtor original e virá com “Treat Me Like A Human Being”, escrita em parceria de Chrissie Hynde, dos Pretenders.

 

2. The Last Of The Famous International Playboys

Pequeno Mozz aos sete anos de idade brincando em árvore de Chorlton-on-Medlock, Sudoeste de Manchester.

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Em 1987 Harvey Keitel não autorizou uso de sua imagem para ser capa de Strangeways, He We Come, último disco de estúdio do The Smiths, mas permitiu usá-la na divulgação da turnê de 1991. Imagem de fundo de palco foi uma das aplicações, como na apresentação acima que faz parte do home video Live In Dallas.

3. Bona Drag

 

Foto capturada do clipe “November Spawned A Monster”, de 1990. Em 2010 o disco foi relançado com seis sobras de estúdio e a cor da camisa voltou ao tom original.

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Atenção aos 4 minutos e 15 segundos do vídeo

Um pouco de história. Talvez o meu cd Bona Drag seja o primeiro do Brasil. Uma amiga da época da escola de inglês viajou para Londres em 1990 e sua volta coincidiria com a data de lançamento do disco. Perguntei se ela aceitava “encomenda” e ela disse sim desde que eu entregasse o dinheiro. Comprei as libras e pedi também Viva Hate. O meu era em vinil. Um dia antes do retorno ela foi “às compras” e achou pequena loja. O proprietário veio ao seu encontro e ela entregou meu bilhete com os nomes dos discos. Um ele disse que tinha (Viva Hate, de 1988). O outro ele comentou que precisava verificar porque havia chegado pacote com as encomendas da semana, mas ainda estava fechado. Ele pediu para ela aguardar e depois de alguns minutos apareceu com Bona Drag na mão. Como o cd não estava cadastrado ele cobrou o mesmo valor da nota, ou seja, o lançamento custou mais barato que o disco de dois anos antes. Essa situação aconteceu no período da manhã. Na madrugada seguinte minha amiga voltou para o Brasil.

4. Our Frank

Primeiro single de Kill Uncle. Quando o clipe estava para ser lançado em 1991 Morrissey recebeu acusações de racismo, como aconteceu em 2010 quando declarou que the Chinese are a subspecies” por causa dos maus tratos aos animais. Na trama aparece skinheads andando por Londres. Para evitar problemas o clipe foi retirado da compilação “The Malady Lingers On”.

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Também em 1991 a unidade da EMI no Japão lançou video single com três clipes da fase Kill Uncle. São eles: “Sing Your Life, “Sister, I’m Poet” e “Our Frank”.

5. Certain People I Know

A capa da versão em cd é diferente do formato 7”. Na primeira há foto conceitual. No segundo o layout fez homenagem a Marc Bolan e T-Rex.

 

6. Interlude

Única música gravada em parceria de Siouxsie Sioux, de Siouxsie And The Banshees. Quem possui a versão do single em vinil tem bilhete premiado da loteria em mãos. Reza lenda que no mercado paralelo ele é comercializado a preço de ouro por ser tiragem limitadíssima. A foto foi registrada por Roger Mayne, em 1957 e recebeu título Girl Jiving In Southam Street. A adolescente chama Eileen Sheekey.

7.1. World Of Morrissey

7.2. The Smiths – Sweet And Tender Hooligan

Os dois lançamentos trazem Cornelius Carr, lutador de boxe, na capa. A imagem abaixo foi registrada na época da compilação World Of Morrissey. O atleta também aparece no clipe de “Boxers”.

Um pouco de história. A expressão You Are The Quarry, nome do disco de 2004, é usada no boxe para indicar lutador fraco, algo como “você é o fracote”.

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Atenção a 2 minutos e 42 segundos do vídeo

8. Have-A-Go Merchant

Imagem retirada de Skinhead, primeiro livro documental do fotógrafo de moda Nick Knight, lançado em 1982. A ironia fica por conta de “All Because God Loved You”.

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9.1. Southpaw Grammar

 

9.2. Maladjusted

 

Em 2009 quando os dois discos foram relançados com novo layout e músicas extras Morrissey pediu aos fãs para não comprá-los. Ele não autorizou a gravadora realizar o trabalho e não recebeu royalty algum. Em março de 2011 ele conseguiu na justiça suspensão das vendas e retirada de ambos do mercado.

10. The Boy Racer

Segundo single de Southpaw Grammar, de 1995. Houve especulação de que o garoto da foto seria seu sobrinho, a mesma criança que lhe entrega Le Petit Prince no clipe de Suedehead. Apenas a primeira afirmação foi desmentida.

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Atenção aos 31 segundos e a 1 minuto do vídeo

11. I’m Throwing My Arms Around Paris

 

Fugindo do usual as opções de layout estão disponíveis para a contra capa do single. Três diferentes foram lançados. O primeiro traz os músicos do cantor segurando discos de Herb Alpert And The Tijuana Brass. No segundo eles “desaprovam” Greatest Hits, lançado um ano antes. E no terceiro Morrissey e banda aparecem em pêlo.

 

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12. Something Is Squeezing My Skull

Fã declarado dos Ramones, para capa de “Something Is Squeezing My Skull” o túmulo de Johnny Ramone serviu de locação. Em 2010, sexta-feira, 13 de agosto, Morrissey foi convidado pelo site The Quietus a listar os treze discos mais importantes de sua vida. Ramones, de 1976, ocupou a segunda posição.

A perspectiva do braço no peito de Johnny Ramone está errada, não está?

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 EXTRA 1: Nancy Sinatra – Let Me Kiss You

 

Originalmente a música foi lançada pelo cantor em You Are The Quarry. Morrissey e Nancy Sinatra, filha de Blue Eyes, são amigos de longa data e foram vizinhos durante anos em Los Angeles. Foi por seu intermédio que ela assinou contrato com Attack Records para lançar o single.

EXTRA 2: The Primitives

A banda surgiu em 1985, e lançou o primeiro disco apenas três anos depois. Vários singles confortaram a ausência de obra completa. “Stop Killing Me”, de 1987, tinha um fã em especial. É possível comprar a camiseta aqui.

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Infelizmente o clipe está incompleto

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Morrissey escreveu autobiografia, tarefa executada em três anos. Bem provável o lançamento ser em 2012. Também está pronto disco com inéditas esperando contrato com gravadora ser assinado. Pelo visto este ano promete para nós fãs. Tomara que não demore mais doze anos para ele voltar ao Brasil. Outras capas e histórias envolvem sua carreira, mas paro por aqui. Clique em História para contar* e MAIS História para contar* para ler o que já foi publicado sobre as capas do The Smiths.

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O Imperador JÁ VAI TARDE?

Talvez. Em abril de 2011 escrevi sobre sua volta. Foi o assunto futebolístico mais comentado no período. A expectativa de bons resultados foi substituída por realidade oposta ao esperado. Li que o Campeão dos Campeões não pretende renovar seu contrato. Quem sabe não há vaga no time de várzea de Piraporinha? Sábio foi o Palestra Itália. Para piorar a atual situação Patrícia Poeta não apresenta mais o Fantástico. Agora para quem o Imperador vai pedir MAIS UM voto de confiança? Sinceramente não faço questão alguma em saber. Problemas antigos que ainda dão o que falar foi a ideia em mente para a escolha do setlist. Adaptei para bandas antigas que não perderam o lance. É gol.

01 – Hoodoo Gurus – Waking Up Tired – 1996

Até Crank, de 1994, a banda havia criado um padrão, os fãs sabiam como seria o próximo disco. Em In Blue Cave as guitarras soaram mais altas, um pouco pesadas, mas nada além do esperado, apenas Hoodoo Gurus.

02 – INXS – Kiss The Dirt
(Falling Down The Mountain) – 1985

Desde o segundo disco INXS estava abandonando a sonoridade 100% pop para soar mais rock’ n’ roll. Em Listen Like Thieves chegaram bem perto disso. Na minha opinião a banda sempre acertou com os clipes. “Kiss The Dirt (Falling Down The Mountain)” é um dos meus preferidos.

03 – James – Born Of Frustration – 1992

“Born Of Frustration” é bom exemplo de como a banda evoluiu no arranjo de suas músicas, mas sem perder elementos típicos que compõem o conjunto de sua obra. Mérito também ao vigor da interpretação do vocalista Tim Booth.

04 – Echo And The Bunnymen – Seven Seas – 1984

Uma pequena orquestra acompanhou a banda, em 2010, no show de Ocean Rain, em São Paulo. O disco foi interpretado na íntegra e na ordem das músicas. Assumo minha total cabacice por ter perdido a apresentação. Imaginava que seria em um mês e foi no anterior.

05 – Pixies – Velouria – 1990

Bossanova é considerado o disco mais fraco da banda, mas não deixa de ser importante. Nele há sinais de cansaço e genialidade. Black Francis o considera seu preferido. No mesmo ano Kim Deal, meu amor indie, lançou Pod, o primeiro das Breeders.

06 – Morrissey – Have A Go Merchant – 1995

A música foi lançada no lado B do singles Boxers. O clipe não é oficial e sim trecho do show Introducing Morrissey, de 1996, nunca lançado oficialmente em DVD.

07 – Midnight Oil – Surf’s Up Tonight – 1996

A produção de Breathe foi menos elaborada que Earth And Sun And Moon. As músicas são diretas, mais fiéis as demos o que resultou num disco menos ambicioso mas tão forte quanto Diesel And Dust.

08 – The Cure – The End Of The World – 2004

Há certo tempo Robert Smith anuncia que pretende acabar com a banda. Essa intensão ficava impressa em cada disco lançado. “The Cure” foi gravado em menos de cinco meses e não carrega essa vontade.

“go if you want to
I never try to stop you
know there’s a reason
for all of this you’re feeling
love it’s not my call
you couldn’t ever love me more
you couldn’t love me more
you couldn’t love…”

…maybe we didn’t understand
not just a boy and a girl
it’s just the end of
the end of the world…”

09 – Electronic – Get The Message – 1991

O single “Gettin Away With It” foi lançado em 1989 pela dupla Bernard Summer, do New Order, e Johnny Marr, ex-The Smiths, e teve participação de Neil Tennant, do Pet Shop Boys, no vocal. A música segurou por dois anos a expectativa para o disco de estréia do Electronic. Quando ele chegou às lojas a segunda música de trabalho foi “Get The Message.”

10 – The Jesus And Mary Chain – Come On – 1994

Stoned & Dethroned está um passo a frente comparado ao som que a banda fazia. Há bons momentos acústicos, rock folk e de parceria, como em “Sometimes, Always”, com Hope Saldoval, do Mazzy Star e Shane Macgowan, do Pogues, em “God Help Me”. Sou fãzaço da banda. A apresentação do Planeta Terra, de 2008, foi o show da minha vida. Sobre o conjunto da obra o carinho especial é por Stoned & Dethroned.

11 – R.E.M. – Untitled Hidden Track – 1988

Última música de Green e sem título. Alguns fãs a chamam de “Eleven” por ser a posição que ocupa no disco.

“this world is big and so-awake
I stayed up late to hear your voice
this light is here to keep you warm
this song is here to keep you strong

I made a list of things to say
but all I really want to say
all I really want to say is
hold her and keep him strong
while I’m away from here
hold her and keep her strong
while I’m away from here…”

12 – Sugarcubes – Deus – 1988

Björk sempre esteve acima da média. O primeiro disco que gravou foi aos onze anos com canções infantis. Life’s Too Good foi o primeiro do Sugarcubes e “Deus” a primeira música que conheci da banda. Esclarecedora.

“Deus does not exit
but if he does, he lives in the sky above me
in the fattest largest cloud up there
he’s whiter than white and cleaner then clean
he wants to reach me…

…I once met him
it really surprised me
he put me in a bath tub
made me squeeky clean
really clean

he said hi. I said hi
I was still clean…”
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Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e do Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

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