"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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LOLLAPALOOZA 2013

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Na sexta-feira começará a maratona de três dias de shows do Lollapalooza 2013. Mais de setenta atrações espalhadas em seis palcos do Jockey Club de São Paulo. Entre os principais passarão nove bandas em que faço questão de estar na plateia. Acho que estou preparado fisicamente para aguentar até domingo. Na segunda-feira saberei a resposta. Haja saúde e, acima de tudo, dinheiro para pagar oito reais por um copo de chope de 400 ml. Ainda bem que ele vem gelado.

01 – Pearl Jam – The Fixer

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O fã que comprou a versão digital de Backspacer também recebeu senha para baixar duas das onze opções de apresentações ao vivo, registradas de 2005 a 2008, disponíveis no site da banda. O projeto gráfico do disco foi desenvolvido pelo cartunista Dan Perkins e demorou seis meses para ser finalizado.

02 – The Hives – Wait A Minute

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Lex Hives foi produzido pela própria banda. As duas músicas extras que estão na versão deluxe do disco foram escritas e gravadas em parceria de Josh Homme, do Queens Of The Stone Age. A expressão Lex Hives vem da Roma antiga, e era usada para tornar público um conjunto de leis e aceitá-las como padrão.

03 – Cake – Sheep Go To Heaven

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Prolonging The Magic foi o primeiro disco em que o vocalista John McCrea escreveu todas as letras e assumiu a produção de estúdio sozinho. O nome “Sheep Go To Heaven” foi inspirado em citação bíblica. No clipe a banda está caracterizada de KISS. Bacana a solução encontrada para a maquiagem do cinco integrante.

04 – Queens Of The Stone Age – 3’s And 7’s

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A turnê de Era Vulgaris ficou conhecida como Duluth Tour. A banda pretendia passar por países e pequenas cidades por onde nunca haviam tocado, como em Duluth, no estado de Minnesota. Em agosto de 2008 aconteceu as duas últimas apresentações desta fase. Uma para o Reading Festival e a outra em Leeds. Josh Homme havia anunciado que no mês seguinte a banda entraria em estúdio para gravar disco novo. Promessa não cumprida há cinco anos.

05 – The Black Keys – Howlin’ For You

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Música lançada em Brother, de 2010. O clipe de “Howlin’ For You” foi dirigido por Chris Marrs Piliero, e faz paródia aos filmes de ação e vingança. Na trama sexy justiceira honra a memória de seu pai, e executa todos os envolvidos em sua morte. A trilha do “filme” é assinada por Dan Auerbach e Patrick Carney, da banda Las Teclas de Negro.

06 – Franz Ferdinand – Can’t Stop Feeling

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A capa de Tonight foi inspirada no trabalho de Weegee, pseudônimo do fotógrafo Arthur Fellig. Ele era conhecido por registrar cenas de crime e ações urbanas, nos anos 30. “Can’t Stop Feeling” era uma das músicas escolhidas para entrar no homônimo disco de estreia, mas foi substituída por “Michael”. Depois de receber novo arranjo ela foi lançada no terceiro trabalho de estúdio.

07 – The Flaming Lips – Sun Blows Up Today

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Originalmente The Terros será lançado dia 2 de abril, e virá com nove músicas. Outras duas extras estarão disponíveis apenas via iTunes. “Sun Blows Up Today” é uma delas. The Flaming Lips está com outro disco quase pronto. Wayne Coyne e trupe estão regravando The Stone Roses, homônimo de estreia da banda inglesa. Oito das treze músicas estão prontas. Comentei com o amigo Thiago Kazu que estou ansioso para escutar as versões de “Song For My Sugar Spun Sister” e “I Am The Resurrection”.

“Sun Blows Up Today” foi usada como trilha de comercial para a Hyundai, veiculado durante a final do Super Bowl 2013. Para assistir o clipe original clique aqui.

08 – Tomahawk – Stone Letter

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Tomahawk é mais um dos inúmeros projetos desenvolvidos por Mike Patton, do Mr. Bungle, do Fantomas e ex-Faith No More. A banda é completada por Duane Denison, ex-guitarrista do Jesus Lizard; John Stainer, ex-baterista do Helmet, e Trevor Dunn, ex-baixista do Mr. Bungle.

O lançamento de Oddfellows estava previsto para 2012, mas aconteceu apenas em janeiro deste ano. “Stone Letter” foi o primeiro single.

09 – Planet Hemp – Adoled

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Depois de longo período sem tocar ao vivo, em 2010, a banda realizou para convidados única apresentação comemorativa aos vinte anos da Mtv Brasil. Em 2012 outro aniversário mobilizou os músicos, os trinta do Circo Voador, no Rio de Janeiro. Em menos de uma hora os ingressos para os três shows estavam esgotados.

Atendendo ao pedido dos fãs a banda finalmente resolveu colocar o pé na estrada, e está confirmada como uma das atrações do Lollapalooza americano que acontecerá em agosto deste ano. O lançamento de DVD com apresentação ao vivo também está no pacote. A possibilidade de disco com inéditas foi descartada.

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Há grande número de bandas que participarão do Lollapalooza 2013 que não conheço. Espero ter boas surpresas. Em 2012 também preparei edição especial da dose_INDIE sobre o festival. Clique aqui e escute o podcast do Lollapalooza 2012. Para conhecer o que já foi publicado antes acesse o link. Até semana que vem.

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4 anos

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dose_INDIE 4 anos. 161 edições e muita música para contar. Confesso que produzir algo relevante toda semana não é tarefa fácil, mas é absurdamente prazeroso. Só depois que a setlist está definida, que os textos sobre as bandas foram escritos e que os vídeos estão editados, bate a sensação de dever cumprido. Tudo começou em 6 de março de 2009 no saudoso Sete Doses, e continuará enquanto durar o tesão. A “festa” de hoje é introspectiva. Traje obrigatório: fone de ouvido.

01 – Milk Maid – Your Neck Around Mine

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Banda de Manchester liderada por Martin Cohen, ex-baixista de Nine Black Alps. Com o novo projeto a guitarra virou sua parceira. Antes de Mostly No ser gravado as músicas foram testadas em pequenas apresentações ao vivo. Durante as sessões que aconteceram em seu estúdio caseiro, Cohen registrou sozinho boa parte dos instrumentos.

02 – Mac Demarco – She’s Really All I Need

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Em 2012, quando chegou a Montreal, Mac DeMarco precisou de duas fontes de renda extra para continuar com a carreira de musico. Uma delas foi como cobaia em experiências médicas. A outra foi pavimentando rodovias. O elogiado EP Rock And Roll Nightclub, lançado no mesmo ano, foi fruto deste esforço e garantiu a Mac contrato com grande gravadora.

03 – Sic Alps – Cement Surfboard

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Matt Hartman e Mike Donovan eram amigos de longa data e tocavam em projetos diferentes quando resolveram gravar algumas demos juntos. Em 2010, Sic Alps foi uma das bandas que participou do festival All Tomorrow’s Parties, evento que teve curadoria e que oficializou a volta do Pavement.

04 – Fidlar – LDA

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As primeiras demos dos irmãos Max e Elvis Kuehn foram gravadas ainda na época do high school. Eles são filhos de Greg Kuehn, da banda punk T.S.O.L.. Zac Carper e Brandon Schwartzel completam a formação de Fidlar. Além de manter perfil no MySpace a banda prioriza a atualização do canal no YouTube. Fidlar, homônimo de estreia, foi lançado em 22 de janeiro deste ano, por coincidência o mesmo dia do meu aniversário.

05 – Ganglians – My House

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Originalmente “My House” foi lançada no disco Still Living. A versão que está no podcast foi registrada para a Daytrotter Vinyl Series, idealizada pelo site Daytrotter, de Illinois. A iniciativa, aprovada pela crítica especializada, tem sido comparada as famosas Peel Sessions, realizadas pelo lendário DJ John Peel, da BBC Radio One.

06 – Ducktails – Art Vandelay

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Matthew Mondanile formou Ducktails paralelamente a Real State, sua banda principal. A ausência de sintetizadores foi o grande diferencial de Ducktails III: Arcade Dynamics comparado aos lançamentos anteriores. Baixo, guitarra e bateria foram contemplados. Destaque para “Art Vandelay”.

07 – The Hentchmen – (Cryin’ Just Like) Otis

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Na ativa desde 1992, The Hentchmen surgiu em Detroit e nunca abandonou suas referências que são as bandas dos anos 60. A formação atual conta com Johnny Volare, nos teclados; Tim V. Eight, na guitarra e Mike Audi, na bateria. Antes do The White Stripes, Jack White foi o segundo guitarrista.

08 – The Brian Jonestown Massacre
Yeah Yeah

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A banda disponibilizou as demos de My Bloody Underground, no site para audição, antes do lançamento oficial. O disco terminou com hiato de cinco anos sem inéditas. O nome faz referência ao My Bloody Valentine e Velvet Underground.

09 – Monday Night Recorders With Jack Logan
I Recognize You

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Jack Logan iniciou carreira artística como escritor. Nos anos 80 ele lançou duas revistas em quadrinhos em que Peter Buck, do REM, era um super-herói. Buck retribuiu a gentileza ajudando o amigo em suas primeiras gravações. Nature’s Assembly Line demorou um ano para ser gravado o que resultou em 94 músicas inéditas, em 2003. 15 foram escolhidas para o disco.

10 – Blank Dogs – Open Shut

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Blank Dogs é o projeto desenvolvido pelo multi instrumentista Mike Sniper. Under And Under, disco de estreia, foi lançado após série de singles independentes e planejado para ser vinil duplo. The Vivian Girls e Crystal Stilts colaboraram nas sessões de estúdio.

11 – Box Elders – Necro

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A primeira formação de Box Elders foi, no mínimo, inusitada. Incluía os irmãos Jeremiah McIntyre, guitarra e vocal; Clayton McIntyre, baixo e vocal; e a mãe dos dois na bateria. Antes de gravarem o primeiro single ela foi substituída por Dave Goldberg que realiza a proeza de tocar bateria e teclado ao mesmo tempo. Confira sua habilidade na apresentação abaixo.

12 – Tough Knuckles – Downtown Girl

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A melhor definição para Tough Knuckles é one-man lo-fi project, em que Ernest Greene atende pelo nome artístico Washed Out. Durante os intervalos de gravação do disco Greek Jazz, Greene aproveitou para revisitar a obra de Guided By Voices.

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Atrasei alguns dias para publicar o podcast dos 4 anos da dose_INDIE porque naquela semana tive um sério problema doméstico para resolver, e não estava em clima de festa. Agora tudo voltou ao seu ritmo e “vamos pra vida.” Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui. Até semana que vem.

Bloodsports

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Na segunda-feira da semana passada, dia 11, Bloodsports, do Suede, vazou. Este é o primeiro disco com inéditas em dez anos de hiato. O lançamento oficial foi hoje, dia 18. Compartilhei a novidade em meu perfil do Facebook, e confesso que fiquei na dúvida: será que a banda ainda tem o que mostrar?

O amigo Pedro Antunes de cara perguntou: “E aí? Bom? Incrível?” Respondi que havia passado rapidamente pelas dez músicas, e que iria escutá-las por completo na sequência. Ele finalizou: “depois me dê o seu veredicto.” Em trinta e nove minutos há excelentes momentos em Bloodsports, mas também belas escorregadas. Segure-se.

Em janeiro, quando foi lançado o clipe de Barriers a música não me impressionou, mas agora escutando a obra completa ela tem seu valor. Equivocado foi colocar Snowblind logo na sequência. Preste atenção no trecho de Barriers em que Brett Anderson canta:

“but will they love you,
the way, the way I loved you?
we jumped over the barriers
jumped over the barriers”

Depois compare com este de Snowblind:

“this love is lifting
the blood is lifting you
over snowblind barriers
this love is lifting who
this blood is lifting you
i was snowblind for a moment too”

A entonação é a mesma. Snowblind é boa, mas causaria melhor impacto se estivesse em outra posição da setlist, algo como a música 8 ou 9 do cd, estrategicamente posicionada para nossos ouvidos esquecerem do refrão da música que abre a obra.

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Quando escutei The Drowners pela primeira vez, nos anos 90, o riff inicial soou como se eu conhecesse a música há muito tempo. It Starts And Ends With You despertou a mesma impressão. Depois de dez anos ESSA é a músca do Suede que eu queria escutar. Era DESSE Suede que eu estava com saudades, e não daquela banda que está em Head Music.

Sabotage é linear. Ela demonstra emoção do meio para o final. Sugiro escutá-la duas vezes seguidas.

Na minha opinião, For The Strangers foi resgatada dos takes não aproveitados da fase Bernard Butler. Guitarra bacanérrima. Se ao trabalhar com o produtor Ed Buller a banda pretendia soar como na fase Dogman Star, com For The Strangers ela acertou o tom, e ainda é possível encontrar frescor de novidade.

Torço para que Hit Me seja o próximo single. Bateria e guitarra dominam, mas fico com o baixo esperto de Mat Osman que está na medida certa. Como são dez músicas, o lado B do vinil começará com vigor.

Logo no início Sometimes I Feel I’ll Float Away meio que anunciava que seria a chatinha do disco. Depois de escutar a música inteira você concluirá que de chata não tem nada.

Passamos da metade e até agora o disco desenvolveu muito bem. Melhor se ele tivesse apenas nove músicas, que What Are You Not Telling Me fosse a última música do último single que a banda lançará em setembro ou outubro de 2014. Desnecessária. Se no lado A do vinil estão as melhores músicas do disco, no lado B, com exceção de Hit Me, estão as menos expressivas. Tomara que isso não signifique que as boas ideias da banda se esgotaram. Que as músicas reservadas para entrarem nos futuros singles levantem a moral novamente.

Faz sentido Always ser a penúltima música. Ela preparou o ouvinte para o grand finale que não aconteceu. Se It Starts And Ends With You estivesse na sequência dela o encerramento teria sido apoteótico. O disco finaliza com a insossa Faultlines que é aquele filho caçula raspa do tacho que tem diferença de vinte anos de sua irmã mais velha. Neste caso a irmã chama The Big Time. Não há necessidade de duas músicas similares no conjunto da obra mesmo com esse longo período que as separam.

No geral um detalhe MUITO me agradou. Felizmente ficaram de fora aqueles tecladinhos irritantes como os que estão nas músicas Everything Will Flow e She’s In Fashion. Ufa.

Ainda não há previsão de lançamento de Bloodsports no Brasil, mas no site suede.co.uk é possível encontrá-lo em duas opções: cd simples e edição de luxo com camiseta, livro, cd + dois vinis.

Se muito bom significa nota dez considero o disco BOM.

saber ESPERAR

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Boa parte desta setlist seria publicada no post 158, mas foi cortada na edição final porque naquele o ritmo acelerou. A ideia era utilizá-la na semana seguinte, mas acabei me enrolando com o prazo para enviar o material de COQUETEL para o UOL e mais uma vez passou. Quando estava com praticamente tudo pronto o My Bloody Valentine lançou disco novo e priorizei a banda escocesa. Finalmente sua vez chegou.

01 – Imaad Wasif – Priestess

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Durante o período em que preparava The Voidist, Imaad Wasif declarou que algumas músicas “vieram” de planos astrais paralelos porque sua alma habita vários mundos. Para o homônino de estreia, gravado três anos antes, ele adotou dieta a base de café e haxixe a mesma utilizada por Bob Dylan na fase John Wesley Harding. “Priestess” foi a música que definiu todo o setlist.

02 – The Eversons – Hyacinth Girl

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Quando a banda surgiu, em 2009, as músicas gravadas por Mark Turner e Tim Shann perdiam força porque o projeto era desenvolvido como dupla. Havia também indecisão sobre a escolha do nome. Com a formação completa, que inclui Chris Young e Blair “Everson”, o problema foi resolvido.

03 – The Clientele – Bookshop Casanova

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Desde as primeiras demos gravadas em 1991 a formação da banda foi como quinteto. Com o nome houve alteração. Eles trocaram The Butterfly Collectors para o atual. Em 2006 dois integrantes originais saíram e foram substituídos pela violonista Mel Draisey. Em 2011 The Clientele anunciou que entrou em férias por tempo indeterminado.

04 – Folk Implosion – Pole Position

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Depois do sucesso mundial alcançado com “Natural One”, tema do filme Kids, dirigido por Larry Clark, em 1995, criou-se expectativa sobre como seria o próximo trabalho de Folk Implosion. Lançado dois anos depois, as vendas do single “Pole Position” foram fracas mesmo recebendo críticas favoráveis. Uma delas considerava a música como clássico pós-punk.

05 – Black Lips – Everybody’s Doin’ It

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No início de carreira as apresentações ao vivo eram as mais provocativas possíveis, o que incluía vômito e urina em direção da plateia, fogos de artifício e guitarras em chamas. Assumidamente a fonte de inspiração foi GG Alien. A turnê de estreia, em 2002, foi marcada por fatalidade. Ben Eberbaugh, guitarrista, morreu em acidente de carro provocado por motorista bêbado que dirigia em alta velocidade na contra mão.

06 – Reigning Sound – Drowning

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Alex Greene, um dos integrantes originais, escreveu em parceria do vocalista Greg Cartwright todas as músicas de Too Much Guitar!, gravado em 2004. Antes da banda entrar em estúdio ele saiu amigavelmente para dedicar-se a novos projetos. Ocorreu erro de impressão nos créditos do encarte e apareceu como se ele tivesse colaborado em apenas uma música. Jay Reatard, morte em 2010, fez a produção de estúdio.

07 – Ganglians – Faster

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Still Living foi planejado para ser vinil duplo. Depois de gravado a banda desistiu da ideia e resolveu lançá-lo como disco simples porque as músicas funcionavam melhor juntas. O nome Ganglians veio da união das palavras “gang” e “aliens”. Não há relação alguma com gânglios.

08 – Shrag – A Certain Violence

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Os primeiros singles de Shrag resgatavam sonoridade que remetia ao The B-52’s. Com o tempo a banda imprimiu identidade às músicas, aperfeiçoaram a técnica e soaram mais rock and roll.

09 – Stereolab – Orgiastic

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Peng! foi o disco de estreia de Stereolab, em 1992. As três primeiras músicas praticamente definiram como seria construído o conjunto da obra da banda. São elas: “Super Falling Star”, “Orgiastic” e “Peng 33”. Uma curiosidade sobre o processo de criação das letras é que algumas são escritas e gravadas em francês e outras em inglês. O layout da capa foi utilizado no cabeçalho do post.

10 – White Fence – Easy Ryder

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Projeto desenvolvido por Ty Segall em parceria de Timothy Presley, de Strange Boys. Alguns críticos definiram Hair como o disco que John Lennon e Syd Barrett não gravaram juntos. “Easy Ryder” é o melhor exemplo de como teria sido esta união.

11 – The Babies – Wild 2

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The Babies “existe” quando Cassie Ramone, de Vivian Girls, e Kevin Morby, de Woods, não estão ocupados com suas bandas principais. Não há cobrança para futuros lançamentos. O projeto surgiu da vontade dos dois de tocarem algumas músicas juntos.

12 – The Takeovers – Pretty Not Bad

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Mesmo com os compromissos de Guided By Voices, sua banda principal, Robert Pollard sempre esteve envolvido em mais de um projeto. The Takeovers surgiu da parceria com Chris Slusarenko, também integrante dos Voices, e rendeu dois discos. Bad Football foi o segundo lançamento.

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Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui. Até semana que vem.

envelheceu com DIGNIDADE

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Em dois de fevereiro terminou a espera de 22 anos. Foi lançado mbv, terceiro disco do My Bloody Valentine. Kevin Shields, Colm O’Ciosoig, Bilinda Butcher e Debbie Googe voltaram à ativa.

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A banda disponibilizou a obra em três formatos: vinil, cd e download pago. A novidade causou euforia entre nós, fãs, e em poucas horas o site travou porque excedeu o limite de acessos suportado.

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A dose_INDIE comemora a novidade com sorriso que vai de orelha a orelha. No setlist estão quatro músicas inéditas e outras oito que resgatam o início de carreira, alguns lados b e raridades.

01 – Only Tomorrow

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Depois da fase de divulgação de Loveless vez por outra era anunciado que o próximo disco da banda estava por vir. A espera se arrastou por mais de duas décadas. Escutar “Only Tomorrow”, para mim, foi a confirmação de que valeu a pena aguardar o tempo que durou, tanto que nos primeiros acordes da música meus olhos encheram-se de lágrimas.

02 – Blown A Wish

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Loveless demorou dois anos para ser concluído. Existe lenda urbana que as sessões aconteceram em dezenove estúdios diferentes. As vendas não atingiram a expectativa da Creation Records, tanto que a banda foi dispensada tempo depois do lançamento. Por outro lado Loveless é citado como principal referência por geração de músicos e considerado um dos melhores discos dos anos 90.

“…show me all your favorite things
show you all mine too
make a wish
I’ll give it all to you…”

03 – (Please) Lose Yourself In Me

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Em 1987 a banda lançou dois EPs. Ecstasy chegou às lojas em novembro. Dele foram produzidas 3.000 unidades. “(Please) Lose Yourself In Me” é a última música do lado b.

“… days passed me by
blood is on my head
I don’t know why
we could look up
face the stupid heads
we stare at them
all I want to see
please lose yourself in me…”

04 – She Found Now

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No dia 3 de fevereiro Público, jornal português, fez faixa a faixa de mbv. Considero a definição que o jornalista João Bonifácio escreveu para “She Found Now” não a mais adequada para a música e sim para o disco todo: “Primeira sensação que se tem ao ouvir isto após 21 anos de espera: é como marcar de tomar um café com a namorada da adolescência e ela ainda estar bonita e sentir-se um friozinho na barriga. Aguenta, coração.”

05 – I Believe

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Feed Me With Your Kiss foi o segundo single de Isn’t Anything, lançado no final de novembro de 1988, mesmo mês em que o disco chegou às lojas. “I Believe” foi uma das três inéditas que o acompanhou.

06 – Strawberry Wine

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Completando o item três, “Strawberry Wine” foi o primeiro EP. O lançamento, em agosto de 1987, marcou a entrada de Bilinda Butcher que substituiu Dave Conway, vocalista original. Dois anos depois a banda juntou os dois trabalhos na compilação Ecstasy And Wine.

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07 – City Girl

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Em 2003, Sofia Copolla escreveu o roteiro e dirigiu Lost In Translation, filme que conta a história de Bob Harris, ator que está em Tóquio para participar de campanha publicitária. Mesmo com a ajuda de intérprete ele senti dificuldade para entender o que é solicitado no trabalho. Kevin Shields fez a produção artística da trilha sonora. Entre as músicas escolhidas estão “Sometimes”, do My Bloody Valentine e “City Girl”, uma das quatro composições inéditas que ele escreveu exclusivamente para a obra.

Um pouco de história. Quando uma palavra ou frase é traduzida de forma literal para outro idioma e perde o significado original este é um caso de “lost in translation”. Por exemplo: a frase “a casa caiu” ficaria “the house fell”. Para um americano não significaria nada além do que o imóvel ter sido demolido, ou que sofreu o efeito de algum fenômeno natural, como terremoto. Neste caso o significado perdeu-se na tradução. “Lost in translation”.

08 – Slow

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Primeiro single lançado pela Creation Records, em agosto de 1988. Nas apresentações ao vivo a banda repetia um acorde da música por tempo indeterminado. Geralmente ultrapassava quinze minutos com a mesma nota. Na reunion tour, de 2008 a 2009, “You Made Me Realise” atingiu ensurdecedores 130 dB de distorção. “Slow” é uma das minhas músicas preferidas da banda.

O clipe foi dirigido por Douglas Hart, ex-baixista do Jesus And Mary Chain. O trecho repetido incansavelmente ao vivo, no clipe começa a um minuto e quarenta segundos e vai até dois munitos e vinte segundos.

09 – New You

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Uso mais um trecho do faixa a faixa feito pelo jornalista João Bonifácio, do jornal Público, de Portugal, para “New You”: “…de volta estão também aqueles sons de sintetizadores que parecem flautas digitais. New You tem toda a pinta de ter sido escrita durante um passeio pelos canais de Amsterdã após a ingestão de space cake…”

10 – Soon

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Glider foi o primeiro EP lançado por grande gravadora nos Estados Unidos, em 1990. Nele a versão de “Soon” está diferente da que entrou em Loveless, no ano seguinte. Ela é um pouco mais curta.

11 – If I Am

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Em novembro de 2012, para a NME, Kevin Shields anunciou que o terceiro disco da banda seria lançado ainda naquele ano, o que não aconteceu. No perfil do Facebook, em 21 de dezembro, ele confirmou que as sessões de estúdio haviam terminado há três dias. Durante apresentação no dia 27 de janeiro, a primeira desde 2009, a banda tocou uma música inédita, e mais uma vez foi informado que o disco seria lançado na sequência. 2 de fevereiro de 2013 entrou para a história da banda.

12 – I Can See It But I Can’t Feel It

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Isn’t Anything carrega resíduos da fase Dave Conway que foi substituído por Bilinda Butcher, mas em sua maioria demonstra as experiências sonoras adotadas por Kevin Shields. O disco foi gravado em duas semanas, no País de Gales. A banda resolveu dormir apenas duas horas por noite e concentrar-se integralmente às sessões de estúdio.

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Em 2012 li que o My Bloody Valentine estava para lançar disco novo, mas não dei importância. Considerei ser mais um falso rumor tendo em mente que o último material inédito foi de 1991. Felizmente estava errado em não acreditar. Que surpresa agradável foi conhecer as músicas novas no começo do mês. O disco é impecável, e mesmo que alguns o considere mais do mesmo, confortou a espera que nós, fãs, tivemos. Mas duas coisas nele não me agradam. Uma delas foi “Nothing Is”. Para mim, é a música desnecessária da obra. Não acrescentou e muito menos completou as outras oito.

O que também não me agradou foi a quantidade de músicas. Só nove, Kevin Shields? Em vinte e dois anos só deu para preparar essas? Que o disco tivesse doze, no mínimo. Tomara que mbv seja o primeiro de uma série de lançamentos sequenciais. Que até o fim deste ano dois singles sejam lançados com três músicas no lado b, e para 2014 outros dois EPs, com cinco músicas em cada, façam nossa felicidade novamente.

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O cabeçalho da dose_INDIE foi inspirado na obra de Milton Glaser renomado designer gráfico que criou “I NY”. O logotipo foi utilizado para promover o turismo na cidade de Nova Iorque, nos anos 70. Da forma como o adaptei fica claro quanto admiro o My Bloody Valentine. Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui. Até semana que vem.

a primeira dose_INDIE de 2013. FELIZ ANIVERSÁRIO, lex

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Este é o nosso primeiro encontro em 2013, e ele é especial. Feliz Aniversário, Lex. Além de ser um dia festivo também fica a expectativa de boas músicas, bons shows, novas bandas, o lançamento de material inédito da turma das antigas para o ano que está apenas começando. A dose_INDIE também terá novidades. Além do podcast aqui no blog, surgem novas possibilidades, mas sobre esse assunto aguarde mais um pouco. Tentei expressar com o setlist o que está por vir. Venha!

01 – Diamond Rugs – Blue Mountains

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John McCauley pretendia desenvolver outro projeto enquanto curtia férias de Deer Tick, sua banda principal. Depois de assistir a apresentação de Los Lobos, em Nashville, ele conversou com Steve Berlin, saxofonista da cultuada banda californiana, e as afinidades musicais aconteceram.

02 – Woollen Kits – Shelley

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Banda de Melbourne e uma das grandes apostas da cena rock and roll que ressurgiu com força, na Austrália, desde o começo de 2012. Velvet Underground foi a principal referência. Four Girls foi considerado o disco que Beat Happening não lançou.

03 – Wavves – Tv Luv Song

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Nathan Williams escolheu o nome Wavves por causa do medo que senti do mar. A ideia de montar uma banda surgiu aos vinte e um anos. Na época ele era vendedor de loja de discos e escrevia como colaborador para blog de hip-hop.

04 – The Postelles – White Night

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Os integrantes de The Postelees são amigos desde o high school. A semelhança das músicas do homônimo disco de estreia com o The Strokes não é por acaso. Quatro das doze lançadas foram produzidas por Albert Hammond Junior.

05 – Bright Eyes – Triple Spiral

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Os primeiros singles de Bright Eyes foram lançados pela gravadora Saddle Creek Records, de Justin Oberst, irmão do multi instrumentista Conor Oberst. Desde 2004 seus discos são distribuídos pela Sony. The People’s Key foi lançado em 11 de fevereiro de 2011, dia do aniversário de Conor.

06 – Happy Birthday – Girls FM

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As coisas aconteceram rapidamente para a banda tanto que o contrato com grande gravadora foi assinado após a quinta apresentação ao vivo. “Girls FM” foi sucesso imediato no mundinho indie. Happy Birthday é uma das três bandas desenvolvidas por Kyle Thomas.

07 – San Cisco – Wild Things

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Jordi Davieson e Scarlett Stevens tocam juntos desde a época do colégio. Nick Gardner e Josh Biondillo completam a formação de San Cisco. O single “Awkward” criou grande expectativa sobre como seria o primeiro disco da banda. Em dezembro de 2012, San Cisco, homônimo de estreia, foi lançado, e teve “Wild Thing” como primeira música de trabalho.

Um pouco de história. Não há relação do nome da banda com a cidade de São Francisco. Jordi explicou que ele não tem significado, e soa como se ele fosse uma tela em branco em que o artista pode transformá-la naquilo que desejar.

08 – Simple Kid – Staring At The Sun

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Antes da banda atual Ciaran McFeely liderava The Young Offenders. As influências eram Led Zeppelin, The Who e T.Rex. Disposto a explorar sonoridades McFeely mudou-se para os Estados Unidos onde surgiu Simple Kid. A escolha do nome foi por causa de um mendigo que o músico conheceu durante o período que morou em Los Angeles.

09 – Bear Hands – High Society

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Há perfeita harmonia entre os músicos de Bear Hands. Nas entrevistas eles sempre deixam claro que “We fight like brothers and love like mothers. The rest is magic.” O vocalista Dylan Rau fez faculdade com Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, de MGMT, em Wesleyan University.

10 – King Tuff – Keep On Movin’ 

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Mais uma banda de Kyle Thomas, como mencionado no item seis. A terceira é Witch, em que J. Macis, de Dinosaur Jr, também participa. King Tuff, homônimo de estreia, carrega nas referências ao rock and roll dos anos 50, ao pop dos 60, e ao glamrock dos 70.

O clipe de “Keep On Movin” foi filmado com a participação dos amigos de Hunx And His Punx e Lovefoxx, do CSS.

11 – Lovvers – Alone With A Girl

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No início de carreira a banda estava mais disposta a realizar apresentações ao vivo e lançar vários singles do que gravar disco completo, tanto que em dois anos foram realizados mais de duzentos shows. A principal influencia foi o Germs, de Pat Smear, atual Foo Fighters. O disco Go Go Go Girls foi registrado em gravador de rolo para as músicas não perderem a essência punk.

12 – Cloud Nothings – Stay Useless

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Parar a faculdade e seguir a carreira artística. Essa foi a decisão de Dylan Baldi quando resolveu dedicar-se em tempo integral a música. Enquanto ensaiava para gravar o disco de estreia ele voltou a morar na casa de seus pais. O apoio foi total. Attack On Memory foi o primeiro lançamento por grande gravadora.

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Para conhecer o que já foi publicado clique aqui. Até semana que vem.

COQUETEL

No dia 8, terça-feira, foi publicado mais um post que assino como colaborador para a Rádio UOL. Em COQUETEL deste mês escrevi sobre bandas novas que conheci recentemente e sucesso. Espero que curtam. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

Receita de Bolo

Quando o disco de estreia de uma banda chega às lojas isso indica, em boa parte dos casos, um longo caminho já percorrido. A experiência adquirida em pequenos shows, a participação em programas de rádio, a produção de singles e EPs independentes, as noites mal dormidas na van, os cachês pagos com cerveja, entre outras roubadas, estão no pacote. Com persistência e um pouco de sorte, é bem provável que o sucesso aconteça.

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É o que está acontecendo com Jordi Davieson e Scarlett Stevens. Eles tocam juntos desde a época do colégio. Nick Gardner e Josh Biondillo completam a formação do San Cisco. O single Awkward criou grande expectativa sobre como seria o primeiro disco da banda. Em dezembro de 2012, San Cisco, homônimo de estreia, foi lançado e teve “Wild Thing” como primeira música de trabalho.

Davieson esclareceu: “There is no link between the city San Francisco and our name. The reason we went with San Cisco was because it is nothing, like a blank canvas which we were able to sculpt into whatever we wanted.”
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The Eversons também causou boa impressão com o material de estreia. O homônimo EP anunciava o que estava por vir em Summer Feeling, lançado no segundo semestre do ano passado apenas em vinil e download via iTunes. Assumidamente as influencias foram Buddy Holly, Beach Boys, The Beatles e Pavement.

No início, em 2009, as músicas gravadas por Mark Turner e Tim Shann perdiam força porque o projeto era desenvolvido como dupla. Havia também indecisão sobre a escolha do nome. Com a formação completa, que inclui Chris Young e Blair “Everson”, os problemas foram resolvidos.
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A história de King Tuff, banda idealizada por Kyle Thomas, foi marcada por participação em vários projetos, como Feather; Witch, desenvolvida em parceria de J. Macis, do Dinosaur Jr; e Happy Birthday. King Tuff, também lançado em 2012, carrega nas referências ao rock and roll dos anos 50, ao pop dos 60, e ao glamrock dos 70. O clipe de “Keep On Movin” foi filmado com a participação dos amigos de Hunx And His Punx e Lovefoxx, do CSS.

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Muitas publicações especializadas em música, além de críticos experientes no assunto, costumam comparar as novas bandas aos figurões consagrados. O discurso não é novo. No começo dos anos 2000, The Strokes, Interpol e The White Stripes, entre outros, eram apontados como a bola da vez, a salvação do rock and roll. O tempo mostrou que salvas mesmo foram apenas as suas próprias carreiras. Em alguns casos, nem isso.

Assumir que não há semelhança da música feita hoje com o que já foi feito no passado é ingenuidade. A dúvida continua: existe fórmula para o sucesso?
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Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, diretor de arte da Revista Trevo, escreve semanalmente para o Dezcapas.wordpress.com e publica o podcast dose_INDIE há três anos. A primeira dose_INDIE inédita de 2013 será publicada dia 18, sexta-feira da semana que vem. Até lá.

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