"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Michael Jackson’

Motor Town – MOTOWN

MOTOWN RECORDS – A CASA DO SOUL, FUNK E BERÇO DO HIP HOP E DISCO – POR ZÉ MÁRIO

Primeiro Tamla Records, depois Motor Town, em homenagem à cidade onde foi fundada a gravadora, Detroit. E, finalmente o nome da maior gravadora de músicos negros, MOTOWN. Seu fundador foi Barry Gordy, que com um empréstimo de US$ 800 fundou a gravadora que emplacou 240 hits no top 40 das paradas norte-americanas entre 1962 e 1971. Ele denominava sua gravadora como “o som da América jovem”.

Uma curiosidade: para se chamar Motown era porque, Detroit sendo uma cidade-pólo de produção automotiva, a gravadora era uma linha de produção de hits, contando com o time de compositores The Fabled (rian Holland, Eddie Holland e Lamont Dozier) e uma banda própria para gravar as músicas, Os Funk Brothers. Ele mesmo comenta sobre em uma entrevista, falando que aprendeu esta técnica na linha de produção da Lincoln-Mercury, tendo até reuniões para controle de produção das suas músicas.

Dentro de seu “modesto” time de artistas lançados por eles estão: Marvin Gaye, The Marvelletes, The Jackson Five, The Comodores, The Supremes, Stevie Wonder e muito mais. Agora, veja as dez capas e músicas escolhidas para o nosso Dez capas de hoje:

Pela timeline que há no site da Motown Classics, este foi um dos primeiros singles lançado por eles. Ouça a música no melhor estilo: Vitrola:

Este vinil ainda foi um dos últimos lançados pela última gravadora de Barret Strong antes de ir para a Tamla, a Anna Records

Em Janeiro de 1961, The Miracles emplaca o primeiro hit R&B da Motown: Shop Around.Ouça também direto da vitrola:

Em junho de 1961, a Tamla – Motowm lança seu primeiro disco, The soulful moods of marvin gaye. Ouça uma das faixas:

Em dezembro de 1961, surge o primeiro hit pop da Tamla-Motown: The Marvelettes, com Mr. Postman. Ouça a música:

Stevie Wonder, até hoje um dos maiores nomes da música negra iniciou sua carreira na Motown, com a música Fingertips em 1963:

Diana Ross, que em primeiro momento queria ser uma designer de moda, entrou para a Motown após ganhar um concurso de canto em Winnipeg em 1959. Após isso, pediu ao seu vizinho (e ex namorado) Smokey Robinson, vice presidente da Motown, para apresentá-la. Desde o início foi projetado à ela uma carreira solo, mas começou seus trabalhos mesmo junto das The Supremes em 1963, assumindo o posto de vocal que pertencia a Betty McGlown. Antes disto, ela era figurinista dos artistas da gravadora. Ouça Love Childs.

A história dos Jacksons five iniciaram em 1967, e sua “madrinha” foi Diana Ross. O primeiro sucesso foi I want you back, mas ABC foi uma das maiores músicas de todos os tempos da música negra norte-americana:

Em 1971, Michael jackson iniciou sua carreita solo, mas permaneceu como vocal dos Jackson Five até 1984. Sua carreira foi algo astronômico, algo que ainda não se repetiu em tal magnitude até hoje. Inclusive merece um post só pelo seu trabalho, mas como estamos falando de Motown, colocarei seu primeiro hit solo,  Got to be there:

Marvin Gaye teve a maior parte de sua carreira na Motown, só nos seus últimos anos de carreira ele saiu e assinou contrato com a Columbia Records. Foi morto aos 45 anos pela arma que deu ao próprio pai, após uma discussão por causa de perda de documentos de negócios. Um de seus sucessos mais exponenciais foi Lets get it on:

Para fechar o post de hoje, falarei do fim da era da Motown na direçao de Berry Gordy, que em 1988 a vendeu po 61 milhões. Foi um grande exemplo de como uma gravadora pode ser ousada mesmo em tempos onde o preconceito com o racismo era muito forte. Atualmente o nome Motown abriga nomes do hip hop, que foi um de seus legados para o dia de hoje, como Kid Cudi. Não o conhecia antes, mas ao visitar o site da UniversalMotown, encontrei esta faixa que gostei, só não entendi porque não ha o selo da gravadora na capa do álbum:

CURIOSIDADE: vocês viram que em alguns discos postados aqui, a embalagem é feita em papel kraft, talvez por falta de verba para fazer uma capa ilustrada. Se não fosse Alex Steinweiss, todas seriam assim. Veja a história deste designer em um post anterior aqui.

Bom final de semana a todos!

Slash e Lenny Kravitz

Não é difícil um músico ter maior destaque que o restante de sua banda, mesmo ela sendo bem sucedida. Outra situação bem corriqueira é o artista participar de parcerias. O post é dedicado a Slash e Lenny Kravitz que, além de suas bandas/ carreira solo, também participam de projetos com amigos. Em 1991 aconteceu encontro entre ambos, mas isso será comentado apenas no item nove.

 1. Guns N’ Roses – Appetite For Destruction – 1987

Concordo com Zig que escreveu no post Proibidas Do Rock: “Slash e banda estavam com apetite de destruição no disco de estréia.”

“…cars are crashin’ every night
I drink n’ drive everything’s in sight
I make the fire
but I miss the firefight
I hit the bull’s eye every night
It’s so easy
when everybody’s tryin’ to please me baby…”

2. Michael Jackson – Give In To Me – 1991

Mais uma ocasião em que The King Of Pop convida guitarrista consagrado para suas músicas. O mesmo aconteceu em 1982 quando Eddie Van Halen gravou o solo de “Beat It”. Reza lenda que o próprio pediu para seu nome não entrar nos créditos e que ele não cobrou cachê pelo trabalho. Tudo em nome da brodagem.

3. Slash’s Snakepit – It’s Five O’Clock Somewhere – 1995

Após turnê de Use You Illusion, Axl Rose direcionou o som do Guns para o rock industrial. Slash estava na pegada Led Zeppelin e Aerosmith. Slash’s Snakepit surgiu da constante divergência artística com o antigo parceiro de banda.

4. Slash’s Blues Ball – 1996

Foto NÃO oficial

O projeto surgiu quando Slash foi convidado a participar de festival de blues, em Budapeste. A banda era formada por Teddy Andreadis, vocal e teclados; Johnny Griparic no baixo; Alvino Bennet na bateria; segundo guitarrista Bobby Schneck e Dave McLarem no saxofone. Oficialmente não há registro de estúdio.

5. The Strokes – Someday – 2001

Neste caso a parceria foi apenas em vídeo.

6. Velvet Revolver – Contraband – 2004

A banda começou com jam session realizada por três ex-Guns N’ Roses: Duff McKagan, baixo; Matt Sorum, bateria e Slash. Eles perceberam que a química de palco continuava forte. Dave Kushner, que tocou com Dave Navarro, e Scott Weilland entraram para o time. Desde 2008 Weilland voltou para o Stone Temple Pilots e Velvet Revolver procura novo vocalista.

7. The Beatles – Let It Be – 1970

Em 2005, durante entrega do Grammy, verdadeira CONSTELAÇÃO formada por Bono, Steve Wonder, Brian Wilson, Alicia Keys, Steve Tyler, Billie Joe Armstrong, entre outros, interpretou “Across The Universe.”

8.1. Madonna – Justify My Love – 1990

Música e letra escritas por Lenny Kravitz e inicialmente oferecida à Paula Abdul. Madonna beija na boca a modelo brasileira Luciana Silva. O clipe foi banido da programação da MTV americana, forçando a Warner a lançá-lo em VHS, como video single. Resultado? Mais de um milhão de unidades vendidas.


“poor is the man whose pleasures depend on the permission of another”

8.2. Madonna – Ray Of Light – 1998

Como parte das apresentações ao vivo, para o Video Music Awards da Mtv, exibido no mesmo ano de lançamento do disco, Lenny Kravitz tocou guitarra.

9. Lenny Kravitz – Mama Said – 1991

O disco é considerado retro rock. Jimi Hendrix e Sly Stone são as referências. As músicas carregam energia. No mesmo período o cantor passava por processo de divórcio. “Always On Th Run” foi escrita, gravada e filmada com Slash.

“…and my mama always said
that it’s good to be fruitful
and my mama always said
don’t take more than a mouthful
and my mama always said
that it’s good to be natural
and my mama said
that it’s good to be factual…”

10. Mick Jagger – Goddess In The Doorway – 2001

O que foi escrito, no lançamento, sobre Goddess In The Doorway: “brilhante, impecavelmente produzido, músicas rock’ n’ roll e dançantes.”

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Não sou FÃ FERVOROSO de Guns N’ Roses mas respeito o conjunto da obra. Se Axl Rose resolver retomar a veia rock’ n’ roll e deixar o industrial de lado, Slash disse que esquece todas as diferenças artísticas do passado e reinicia parceria. Axl não fez declaração alguma sobre o assunto. Até quarta que vem.
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Para ler as edições anteriores clique aqui.

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