"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘mike patton’

Retrospectiva 2011

Feliz 2012!!


Ziegler, Lex e Zé Mário formam a equipe do DezCapas

Fim de ano chegou e vamos fazer um pequeno balanço do que foram esses primeiros meses de vida do DezCapas?

O blog entrou no ar no dia
4 de agosto

04 de janeiro de 2012:
Cinco meses
+ de 50 posts
+ de 5 mil visitas

    

Foo Fighters, Nirvana, The Strokes,
The Beatles e Pearl Jam foram as bandas mais citadas

Nevermind do Nirvana
apareceu em 3 posts:


Vinte anos do Grunge
Genitália desnuda
Vinte e Sete

… e estes fizeram dobradinha:

    

The Rolling Stones – Beggars Banquet
The Rolling Stones – Stick Fingers
The Smiths – The Smiths
The Smiths – The Queen is Dead
Janis Joplin – Pearl
The Beatles – Yesterday and Today
Juliana Hatfield – Juliana’s Pony: Total System Failure
Justice – Audio, Video and Disco
Jamiroquai – Travelling without Moving
Pink Floyd – Dark Side of the Moon
Alice in Chains – Facelift
Guns n’ Roses – Appetite for Destruction
Black Sabbath – vol.4
Pearl Jam – Pearl Jam

Posts inteiramente dedicados a:

   

Trent Reznor, Black Sabbath, Mike Patton, Pearl Jam,
The Stone Roses, Legião Urbana, REM, White Stripes,
PJ Harvey, Queen, Slash, Lenny Kravitz, Dave Grohl…

… e também temáticos:

      

Publicidade e Natal,
discos raros, caros, capas bizarras, proibidas e com nudez,
arte plagiada, discos de vinil,
mash-up e sleeveface,
20 anos do Grunge
e até os jogos Pan-Americanos de Guadalajara ganharam uma homenagem

Especiais para os festivais SWU, Sónar, Planeta Terra e Rock in Rio

E artistas/fotógrafos também ganharam posts exclusivo

      

Barry Feinstein, César Vilela, H.R Giger e Alex Steinweiss

estreia da dose_INDIE, sucesso no SeteDoses.com, agora no DezCapas

* * *

É isso! Nós do DezCapas agradecemos a preferência e contamos com sua visita regularmente em 2012. E colabore com sugestões, críticas, comentários nos posts e também sua participação com sua própria lista. Tá afim? Se torne um dos colaboradores. Grande abraço e feliz ano novo!

o mundo imaginário de Mike Patton

Louco de pedra mas um gênio da música. Sua música não se limita a sua banda Faith No More (o que diga-se de passagem, já seria o suficiente para colocá-lo como um dos grandes cantores e compositores do rock), Patton é experimentalismo puro, participou de diversos projetos e sua “carreira solo” é mais eclética que solo.

Vamos navegar nas mil faces do Dr. Mike Patton: Fantômas, Mr.Bungle, canções italianas, canções adultas, bossa nova e claro Faith No More.

1. Angel Dust – Faith No More

Angel Dust é o segundo álbum do FNM e eu considero um dos dez melhores discos de rock de todos os tempos – sem exageros!
Me lembro quando foi lançado em 1992, causou grande repúdio naqueles que tinham suas atenções voltadas para a banda. Na memória ainda fresca, haviam os hits Epic, Falling to Pieces e a balada Edge of the World, só que o grupo californiano aparece com uma mistura de rock e bases eletrônicas.

Muitos torceram o nariz e não entenderam músicas como Midlife Crisis, Kindergarten e Be Aggressive. O disco pelas mãos dessas pessoas foi direto para a lata do lixo. Eu, logo de cara, achei o disco sensacional. Muito além do que outras bandas de rock estavam fazendo no momento, enxerguei a banda apontando para um caminho que poucos se atreveriam no rock. E assim foi.

Só que quase uma década depois escuto pessoas e bandas colocando Angel Dust como um dos mais influentes discos de todos os tempos. System of a Down, Slipknot e Linkin Park devem venerar e agradecer a existência dele. É uma pena quando algo é criado e só com o tempo que se consegue seu real entendimento, talvez seja por isso que eu o considere um puta disco – porque eu acreditei desde o inicio.

2. Peeping Tom – Mike Patton

Mike queria criar a nova música “pop” e para isso chamou Imani Coppola, Norah Jones, Massive Attack e Bebel Gilberto.

3. Mr. Bungle – Mr. Bungle

Mr. Bungle foi a ponte de entrada de Mike Patton para o FNM, mas mesmo se tornando o frontman de uma nova banda, o “senhor esquisito” continuou como vocalista do “sr. confusão” e lançaram três álbuns entre 1991 e 1999. Apontado como um misto de Funk, Metal, Ska e Jazz, a banda nunca conseguiu alcançar grande destaque na mídia. A não ser pelas constantes brigas com o Red Hot Chili Peppers e o processo que o ator John Travolta moveu devido a música Quote Unquote (entre aspas) se chamar anteriormente Travolta. Ela é sensacional!!!

4. King for a Day… Fool for a Lifetime
Faith No More

Que belo título: Rei por um dia… Tolo por toda a vida. A capa do terceiro disco do FNM é baseada na graphic novel Flood! de Eric Drooker.
Entre suas canções, a porrada Digging the Grave, a estranha Caralho Voador e a levada soul de Evidence – que ganhou uma versão em português tocada ao vivo nos festivais Maquinaria e SWU.

a arte de Eric Drooker

Esta música eu dedico a meu primeiro amor, entende? A mulher do aeroporto…

Se queres abrir o buraco
Baixa a cabeça e ai esta
Afasta bem tua cor de circunstância
Afasta…Evidência
Eu não senti nada
Não teve significado algum
Olhos nos olhos e declara
Não senti nada

5. Tomahawk. – Tomahawk

Banda formada em 2001 conta ainda com Duane Denison (Jesus Lizard), John Stanier (Helmet) e Kevin Rutmanis (Melvis). Foram lançados três discos e recentemente anunciaram na revista Rolling Stone que um quarto álbum está previsto para 2012.

6. Mondo Cane – Mike Patton

Clássicos (ou não) da música pop italiana dos anos 50 e 60. Foi gravado com uma orquestra de 65 instrumentistas e inicialmente seria lançado em 2008. Para nossa sorte e mais ainda de quem foi ao Rock In Rio deste ano, pode conhecer e apreciar mais essa desventura de Mike Patton. Na minha opinião foi o melhor show do Rock “eu” rio (e foram muitas risadas!!)

7. Suspended Animation – Fantômas

Este é o quarto e último disco de mais um projeto paralelo de Patton, o Fantômas. A banda é formada por integrantes do Melvis, Mr. Bungle e ainda conta com o baterista Dave Lombardo do Slayer, que aceitou o convite depois da recusa de Iggor Cavalera. O interessante (ou bizarro) deste disco são os títulos das músicas: 04/01/05 Friday, 04/02/05 Saturday, 04/03/05 Sunday, 04/04/05 Monday… Ou seja, são os dias do mês de abril. O trabalho é um tributo aos feriados obscuros que acontecem neste mês, e tem relação com sons de cartoons para crianças. Alguém consegue explicar melhor isso?? Hein senhor baterista do Slayer?

8. General Patton vs The X-Ecutioners
Mike Patton & The X-Ecutioners

Imagine uma guerra sonora entre Rock e Hip Hop? O disco é isso. E com umas inserções de cinema. Parece ser quase impossível descrever este projeto reunindo o vocal do FNM e um trio nova iorquino de Rap, mas em algumas músicas é possível enxergar uma proximidade ao Angel Dust. Confira abaixo uma faixa que é bem bacana. Pura colagem!

9. Adult Themes for Voice – Mike Patton

São 34 faixas compostas de ruídos vocais do Mike Patton, gravadas em quartos de hotel durante uma turnê do FNM. Consistem principalmente de Patton gritando, batendo palmas, guinchando e gemendo. É claro que não estou considerando isso música, não sou tão louco assim como ele. Porém como o DezCapas aponta para as capas, achei bem singular a relação desta foto com as gravações.

10. The Solitude of Prime Numbers
Music from the Film – Mike Patton

Filme italiano baseado no romance de mesmo nome por Paolo Giordano, e dirigido por Saverio Costanzo. Lembrando que trata-se de uma trilha OST (Original Sound Track), ou seja, são composições instrumentais de abertura do filme, ou encerramento, fundo, ambiente. O que faz disso um ponto importante na carreira de um músico que tem lançado tantos projetos experimentais. Abaixo o trailer do filme.

Até o próximo post!!

Rock in Rio 2011

Quando tive essa brilhante ideia (hein??) de montar um blog dedicado às capas de discos, logo me veio a mente os festivais que aconteceriam durante esse ano no Brasil: Rock in Rio, SWU e Planeta Terra. E eles serviriam de pretexto para posts bacanas dedicados as bandas participantes. Então vamos ao primeiro: o tal mal falado Rock in Rio.

Considerando apenas o palco principal, batizado de palco mundo, temos a soma de 35 atrações. Dessas podemos considerar umas 20 como merecedoras de participar de um festival que leva o nome Rock no teu nome.
E entre estes vinte artistas eu particularmente perderia o meu tempo com umas cinco. Ou seja, daria para fazer um Rock in Rio só de um dia!! Mas não daria para fazer um post de 10 capas!! rs
Mas para salvar o meu dia me esforcei e diminui meu grau de exigência, e assim consegui chegar nas 10 melhores capas de discos das bandas do Rock in Rio 2011. Vamos a elas!!

(talvez Lex e Zé Mário façam também um post dedicado ao festival (ou não) e tenham uma maior compaixão com o evento)

1. Steal this Album – System of a Down

O número um do post é o número um não por ter a capa mais legal, e sim por não ter capa!! O disco era vendido assim: apenas a bolacha simulando uma mídia virgem dessas que você compra na Santa Ifigênia e depois escreve a mão.

2. Ace of Spades – Motörhead

É a melhor banda no Rock in Rio. Dos melhores shows que já vi ao vivo, eles também estão lá. E este disco/capa com certeza é uma das minhas prediletas. Tem esse visual bangue-bangue mexicano e foge das tradicionais capas da banda com seu mascote.

3. Goodbye Yellow Brick Road – Elton John

Meu pai tinha esse compacto (vinil single com duas músicas) em casa. E ainda moleque de tudo eu adorava a capa e logo depois me apaixonei pela canção. Não consegui achar na internet o mesmo exemplar que eu tinha, mas essa oficial do single inglês também é ótima.

4. Lies – Guns n´Roses

A banda de um homem só. Possui em sua discografia apenas 6 álbuns de estúdio, lançados em incríveis 26 anos de estrada. São poucas mas sempre bem interessantes, a escolhida por exemplo imita uma capa de jornal com as músicas como manchetes.

5. When it’s All Over We Still Have to Clear Up – Snow Patrol

Só acaba quanto termina. Será o fim para este garotinho? A foto é belíssima.

6. A Rush of Blood to the Head – Coldplay

A arte da capa foi concebida pelo fotógrafo e artista plástico Solve Sundsbo e foi originalmente feita para uma capa de revista. Chris Martin curtiu e pediu autorização para estampar o segundo álbum da banda.

7. Travelling Without Moving – Jamiroquai

É o terceiro disco da banda britânica de acid-jazz-pop. E assim como os anteriores traz na capa já o tradicional bufallo man. Desta vez, o “bonequinho” imita o conhecido emblema da Ferrari.

8. Load – Metallica

Este disco marca a grande mudança do Metallica, antes thrashers, agora queridinhos do rock. Na capa: sangue bovino + sêmen do próprio autor Andres Serrano. O tradicional logo pontudo da banda também mudou e o visual dos rapazes ficou mais pop gótico. E a música não era mais a mesma.

9. Mama Said – Lenny Kravitz

Segundo disco do cara e uma capa bem fiel ao som apresentado no disco. Um rock dançante misturado com soul e muitas guitarras.

10. I’m With You – Red Hot Chilli Peppers

Logo de cara já digo que não gosto de Red Hot. Sempre achei uma banda mais do mesmo e em alguns casos pop demais para configurar entre as grandes bandas de rock. Não sou conhecedor da obra dos caras e por isso passeando rapidamente pelas capas me deparei com esta que é o seu mais recente lançamento. Um mosquito pousado sobre uma pílula. O que isto significa? Nada, é apenas arte!.. palavras do vocalista Anthony Kiedis

Extra

E para fechar o post, um video. E o escolhido foi o projeto Mondo Cane de Mike Patton, que se apresentou com a Orquestra de Heliópolis no palco secundário cantando pérolas da musica italiana. Mais uma prova de que o festival mandou muito mal na escolha de seus artistas, já que até agora o melhor que aconteceu nem foi no palco principal.

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