"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Morrissey’

COQUETEL

Na segunda-feira, dia 11, foi publicado mais um post que assino como colaborador para a Rádio UOL. Em COQUETEL deste mês escrevi sobre levar cartão vermelho. Espero que curtam. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

cartão VERMELHO

Quando a falta é grave o juiz levanta o braço, e não tem volta. O jogador foi expulso. Levar cartão vermelho não está restrito apenas ao mundo do esporte. Ações e pensamentos que discordam do consenso coletivo também completam a ideia de exclusão. Embora não seja fácil, manter a serenidade pode evitar a prática de injustiça. Se chegar ao ponto em que as opções de entendimento foram esgotadas, acabou o diálogo. A expulsão é mais que merecida. .

stone_temple_pilots

1° Tempo.
Scott Weiland levou cartão vermelho em 27 de fevereiro. O ex-vocalista do Stone Temple Pilots soube que foi demitido pela imprensa. Em nota divulgada no site oficial os demais músicos não explicaram os detalhes da decisão. Curiosamente um dia antes, em entrevista a revista Rolling Stones, o cantor declarou que os quatro integrantes eram como uma grande família.

Assim que soube da novidade Weiland escreveu resposta pelo Facebook. Afirmou que estava supresso em ser demitido da banda que fundou, liderou e que escreveu alguns de seus maiores sucessos. Até a solução do perrengue seu advogado terá muito trabalho pela frente.
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morrissey_with_cat

2° Tempo.
Em janeiro Morrissey foi hospitalizado para tratamento de úlcera hemorrágica chamada Síndrome de Barrett, doença em que ocorrem alterações nas células da porção inferior do esôfago. Boa parte da turnê americana foi cancelada por causa do tratamento. A volta aos palcos seria em apresentação ao vivo no programa de Jimmy Kimmel, em 26 de fevereiro. Quando o cantor soube quem seriam os demais convidados da noite assumiu a posição de juiz e levantou o cartão vermelho. O elenco de Duck Dynasty seria entrevistado por Jimmy. O programa aborda história de família que produz material para caça de pato selvagem.

Morrissey é vegano, filosofia de vida e postura política que elimina o uso de produtos de origem animal, e também é ativista do Peta, People for the Ethical Treatment of Animals. A imagem do cantor com gato na cabeça, usada na divulgação da turnê que passou pelo Brasil em 2011, foi publicada originalmente na capa do jornal inglês The Guardian. Na ocasião ele declarou: “…the Chinese are a subspecies…” por causa dos maus tratos aos animais.
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spike_lee_django_unchained_quentin_tarantino

Prorrogação.
Antes de ser lançado, Spike Lee declarou que não assistiria Django Unchained por considerá-lo falta de respeito à memória de seus ancestrais roubados da África. A escravidão americana foi holocausto e ele iria honrá-los. Mesmo propondo boicote, Quentin Tarantino afirmou que não iria perder tempo respondendo as provocações do colega cineasta. Primeiro cartão amarelo para Lee.

Jamie Foxx, protagonista do filme, defendeu a produção em entrevista ao The Guardian: “Qual é a de Spike Lee? Ele não gosta de Whoopi Goldberg, de Tyler Perry, ele não gosta de ninguém. Antes de falar mal ele deveria ver o filme. Spike é um diretor fantástico, mas se torna mesquinho ao atacar seus colegas sem acompanhar o trabalho que está sendo feito. Para mim, isso é irresponsável.” Segundo amarelo. CARTÃO VERMELHO, Spike.

quentin_tarantino_oscar_2013

Django Unchained foi premiado com duas estátuas do Oscar, em fevereiro. Uma delas por Melhor Roteiro Original, entregue a Quentin Tarantino. Ele declarou que a história era para provocar o debate sobre a escravidão, e que o tema ainda é doloroso e evitado. O cineasta revelou também que recebeu elogios de fãs espalhados por todo o mundo. E de colegas de profissão, não? O gato comeu a língua de Spike Lee?

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Se procurarmos o significado de livre-arbítrio encontraremos opções como: possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isento de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante, definições que em nada combinam com apatia, radicalismo e arrogância. A condescendência é um sentimento nobre. A obstinação excessiva emburrece.

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Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, produz e apresenta a dose_INDIE há 4 anos, publicada semanalmente no dezcapas.wordpress.com.

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a PRIMEIRA vez…

Sexta-feira, 27 de julho, Your Arsenal, terceiro disco de inéditas de Morrissey, completou 20 anos. Na minha opinião este é o melhor disco de sua carreira solo. Atrasei para fazer merecida homenagem porque soube da comemoração depois que havia publicado ROLOU um clima. Essa dose_INDIE é especial. É a primeira vez que todas as músicas do podcast foram tiradas de único disco. Elas estão na ordem em que foram lançadas. Your Arsenal, de certa forma, serviu de trilha para fase de minha vida que guardo com carinho, mas a história completa ficou para o final.

01 – You’re Gonna Need Someone On Your Side

Se compararmos a tudo que Morrissey havia lançado “You’re Gonna Need Someone On Your Side” soa ABSURDAMENTE nova. Guitarra pesada, riff esperto. Nem parecia Morrissey, mas felizmente era. Mérito para Mick Ronson, ex-guitarrista de David Bowie e produtor de estúdio. Esta foi a primeira. Ainda faltavam nove músicas e lembro que já havia gostado do disco inteiro.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

02 – Glamorous Glue

Your Arsenal foi o primeiro disco sem as letras no encarte (o motivo você vai entender logo mais). Nele há apenas foto de Charlie Richardson, gangster inglês, com sua filha de dois anos no colo. Mesma imagem foi utilizada para capa de release da turnê européia. Para ver o resultado clique aqui.

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Para “Glamorous Glue” foi feito apenas clipe. Em 2010 a música foi lançada como single. No labo B estavam “Safe Warm Lancashire Home” e “Treat Me Like A Human Being”, escrita em parceria de Chrissie Hynde, de The Pretenders.

03 – We’ll Let You Know

Durante a fase de divulgação foram filmados seis clipes para Your Arsenal. “We’ll Let You Know” foi uma das músicas não-escolhidas. Morrissey foi questionado e acusado de ser simpático à ação de hooligans. Confira trecho da letra:

“…we may seem cold or we may even be
the most depressing people you’ve ever known
at heart, what’s left, we sadly know
that we are the last truly british people you’ll ever know
we are the last truly british people you will ever know
you’ll never never want to know”

Em defesa ele declarou: “I understand the level of patriotism, the level of frustration and the level of jubilance. I understand the overall character. I understand their aggression and I understand why it must be released. I’m not a football hooligan. You might be surprised by that. But I just understand the character. I just do.”

A imagem acima foi utilizada como capa do release da turnê americana. Ela foi registrada por Derek Ridgers, em 1980, e chama Skinhead Girls – Bank Holiday.

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04 – The National Front Disco

Outra não-escolhida para clipe foi “The National Front Disco.” Desta vez o incômodo foi por criticar a Frente Nacional Britânica, grupo de extrema direita.

“david, the wind blows
he wind blows
bits of your life away
your friends all say
“where is our boy? oh, we’ve lost our boy”
but they should know
where you’ve gone
because again and again you’ve explained that
you’re going to

oh, you’re going to
yeah, yeah, yeah, yeah
ENGLAND FOR THE ENGLISH!
ENGLAND FOR THE ENGLISH!…”

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Sobre o assunto Morrissey argumentou: “I like to feel, in some small way, that I’m not actually restricted in anything I wish to write about. Of course, within the exciting world of pop music, the reality is that we are restricted. Whether you chose to write about wheel-chair bound people, November Spawned A Monster, or the subject of racism, The National Front Disco, the context of the song is often overlooked. People look at the title and shudder and say, Whatever is in that song shouldn’t exist because the subject, to millions of people, is so awful.”

Um pouco de história. Em 1996 foi lançado Introducing Morrissey, registro de apresentação que envolvia os discos Your Arsenal e o recém lançado Vauxhall And I. Os dois clipes acima foram retirados deste home video.

05 – Certain People I Know

Alguns críticos escreveram que “Certain People I Know” é parecida demais com “Ride A White Swan” de T Rex. Em setembro de 92 Mozz disse à revisya Q: “I don’t know if you know anything about Marc Bolan, but he took a lot of inspiration from rock’n’roll. If, for example, you listen to early Carl Perkins you’ll probably hear Marc Bolan playing ‘Ride A White Swan’ in the background… although I doubt it…”

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“Certain People I Know” parece ou não com “Ride A White Swan”? Tire sua conclusão.


06 – We Hate It When Our Friends Become Successful

Primeiro single. Na parada inglesa não subiu além da décima sétima posição. Já na terra do Tio Sam ocupou durante semanas o segundo lugar do Top Ten. Com Your Arsenal Morrissey foi indicado à categoria Best Alternative Music Album, do Grammy, mas perdeu o caneco para Bone Machine, de Tom Waits.

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07 – You’re The One For Me, Fatty

Segundo single. Embora pareça letra de amor “You’re The One For Me, Fatty” foi provocação para Chas Smyth, um dos vocalistas de Madness. Ele e Morrissey eram amigos, tanto que Smyth fez segunda voz em “That’s Entertainment, cover em homenagem ao The Jam. Em 1990 Mozz o convidou para ser seu empresário, mas o convite não foi aceito. Smyth declarou: “I didn’t fancy having to iron his socks.”

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08 – Seasick, Yet Still Docked

Como mencionei no item 3 seis clipes foram filmados, mas apenas 5 divulgados. “Seasick, Yet Still Docked” permaneceu inédito até 2000 quando foi lançado como principal novidade do DVD Oye Esteban! Foto registrada por Anton Corbijn no quintal da casa de Morrissey durante período que morou em Los Angeles.

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09 – I Know It’s Gonna Happen Someday

Morrissey nunca escondeu que David Bowie foi uma de suas principais referências para escolher a carreira de cantor. Os riffs finais de “I Know It’s Gonna Happen Someday” que lembram “Rock’ N’ Roll Suicide” não foram para homenageá-lo e nem intencionais. Ele declarou: “The ‘Rock And Roll Suicide’ riff was an absolute accident. David Bowie mentioned to Mick that he thought the end of the song was from ‘Rock And Roll Suicide’ and it’s true, now that I listen I can hear it, but at the time it was completely accidental. It wasn’t something that Mick threw on or instigated. It was an accident.”

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Bowie ou fez que não entendeu ou ENTENDEU e mesmo assim resolveu agradecer o reconhecimento de Mozz, e lançou sua versão de “I Know It’s Gonna Happen Someday” em Black Tie, White Noise, de 1993.

Compare as duas opções. Na original fique atento à partir de 2 minutos e 14 segundos. Na versão de Morrissey preste atenção em 2 minutos e 58 segundos.


10 – Tomorrow

Antes da Europa a gravadora investiu primeiro no mercado americano e o resultado surpreendeu. Assim que lançado o single ocupou a primeira posição da parada da revista Billboard. Os seis clipes de Your Arsenal na verdade são sete. Para “Tomorrow” há duas versões. A original é esta que está no post. A segunda opção também foi divulgada como novidade do DVD Oye Esteban! e você consegue assisti-la aqui.

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…há 20 anos.

1992. Estava no terceiro colegial. Éramos uma turma de aproximadamente 10 amigos, entre meninos e meninas. Na maior parte do tempo estávamos juntos fosse para curtir balada, churrasco na casa de um, nadar na casa de outro. No início do ano letivo uma amiga, vinda de São Paulo, entrou para o bando. Diferente das meninas da turma a Priscila curtia rock and roll e indie rock. Minha identificação foi imediata. Naquela época a MTV estava bombando. Em Piracicaba era possível sintonizar apenas por antena parabólica. Era legal conversarmos sobre tal clipe, sobre as vinhetas que ENCHIAM os olhos. Os VJs eram atração à parte. Quem não queria ser amigo do Thunderbird? Quem não curtia o jeitão malucão da Maria Paula? Pô o Gastão entendia PRA CARALHO de rock. A Cuca era gatíssima e povoava a mente dos marmanjos.

De segunda a quinta, das 13 às 14:30hs, ela apresentava Pix MTV. Não lembro como o assunto começou, mas teve um dia na hora do intervalo em que conversávamos eu, Pri, Soraia e Regis. Em determinado momento a Pri soltou: “Se um dia eu for trabalhar na MTV eu vou apresentar o Pix MTV, e vou falar pra eles trocarem o nome do programa pra Prix MTV.” Achei aquela afirmação a coisa mais legal do mundo. Que bacana seria ter um programa de televisão, na MTV e com seu nome. Rimos daquilo tudo e ela continuou: “Então Leandro, você seria o LEX.” FIQUEI MUDO DIGERINDO AQUELA PALAVRA. Soou TÃO SIMPÁTICO, carregava a efervescência do momento, éramos adolescentes, tudo em volta conspirava a favor. Olhei para o Rêgis e soltei: “Você seria o REX.” Claro que ele não gostou porque comecei com brincadeira “Pega, Rex. Pega.” A Soraia seria Sox. Meia (socks) não ficou legal. Matutamos por alguns segundos e saiu Sex-So que foi legal enquanto conversávamos os quatro ali, rimos mais um pouco e o apelido dela durou até voltarmos para o segundo período de aula.

Poucas pessoas me chamaram de Lex Luthor. Uma delas foi o Rodrigo, irmão mais velho da Pri. Um ou outro amigo do colégio também, mas não pegou. Neste mesmo período eu e o Rêgis viramos GRANDES AMIGOS e SOMOS GRANDES AMIGOS até hoje. Curtíamos som juntos, direto eu gravava a programação da MTV na casa dele que tinha parabólica. Ele dirigia e o roteiro de sábado à noite começava às 20hs quando ele programava o video cassete JVC (acho que existe até hoje) para gravar Dance MTV que ia até as 22hs. Muito rapidamente, para não cortar a vinheta de abertura, ele tirava sua fita e colocava a minha para gravar Non-Stop que ia até meia noite. Depois que minha fita já estava gravando, saíamos, curtíamos o que tinha que ser curtido com a turma e na volta, independente do horário que fosse, antes passávamos em sua casa para eu pegar minha gravação. MUITAS VEZES, na verdade TODAS ÀS VEZES que eu chegava em casa já assistia o que tinha sido gravado para conhecer os lançamentos.

Em 1996 fui estagiário em produtora de comerciais para televisão, como comentei em posts anteriores, e acrescentar TV ao apelido foi natural. Na brincadeira veio também Network. Consequentemente a holding lexTV Network é proprietária das empresas lextv, lextv records, lex_designo, dose_INDIE, e possui 50% das ações da Zilex Camisetas. A meta é conquistar 32 territórios com, no mínimo, dois exércitos em cada um. HAJA PSICANÁLISE para administrar todas essas personalidades em apenas uma pessoa. SOCUERRO, Dé.

Em agosto de 1992, na casa da Pri, foi a primeira vez que escutei Your Arsenal.

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Para conhecer as edições anteriores do Dez Capas e dose_INDIE clique aqui. Até sexta que vem.

dropZ #2: Baby Beef

Senhores, por motivo de força maior (leia-se show do Morrissey) hoje não tem post com dez capas. Masss… para não passar em branco, ou passar no vermelho, deixo uma singela homenagem ao nosso ilustre Mozz que fez um baita show ontem em São Paulo e que é vegetariano dos brabos!!
Já rolou até show que ele abandonou o palco porque sentiu cheiro de carne animal assada!! Ainda bem, que as barraquinhas da Barra Funda estavam numa distância segura do Espaço das Américas (local do show)
Eis alguns discos que com certeza ele iria detestar:

Madame Satã

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Antigo casarão localizado no número 873 da Conselheiro Ramalho, Bixiga, foi para muitos o principal palco e a melhor pista de dança do cenário paulistano durante a década de 80 e pouco dos 90.
Considerado reduto da tribo gótica (ou darks), virou referência em todo o Brasil e serviu de espaço para encontro de outras “classes” como os punks, artistas gráficos, jornalistas, transformistas. Uma grande salada cultural e intelectual.

Frequentei o Madame Satã, que já teve os nomes The The e Morcegov, nos anos 90 e sem dúvida tinha um climão todo especial, você se sentia dentro de algum buraco londrino daqueles bem underground. Os porres de vinho barato e as rodinhas de literatura e arquitetura gótica de cemitérios eram constantes, e na pista rolava entre muitas coisas, essas figuras que estão hoje aqui no DezCapas e que devem voltar nas pickups do Madame Satã com toda a nostalgia que a casa e seus antigos e novos frequentadores merecem. E somando a essa boa nova, que é a reabertura da casa, as 5 atrações escolhidas estarão se apresentando nesse primeiro semestre com shows em várias cidades pelo Brasil. Dez canções que formavam a essência da casa, pelo menos na minha longínqua lembrança dos tempos que eu dançava como a Severina.

Uma boa pedida? Confira a seleção abaixo, faça o “esquenta” no Madame Satã e veja o show ao vivo.

Sisters of Mercy
10 de março (São Paulo)

Morrissey
7 de março (Belo Horizonte) / 9 de março (Rio de Janeiro) / 11 de março (São Paulo)

Duran Duran
28 de abril (Brasília) / 30 de abril (Rio de Janeiro) / 2 de maio (São Paulo)

Concrete Blonde
17 de maio (Porto Alegre) / 18 de maio (Curitiba) / 19 de maio (São Paulo) / 20 de maio (Rio de Janeiro)

The Mission
27 de maio (São Paulo) / 31 de maio (Rio de Janeiro)

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1. Bloodletting – Concrete Blonde

Eles costumavam dançar no jardim no meio da noite…
Você era um vampiro e eu talvez nunca veja a luz novamente.

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2. Mexican Moon – Concrete Blonde

Leve-me para casa, para a zona Rosa, Mariaches e tequila…
Vou dançar a noite toda, só um tempo, só um beijo…

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3. Some girls wander by mistake
The Sisters of mercy

A sociedade chega a isso, além da idade da razão… Alimenta o faminto,
fica ajoelhado e come um ao outro… Esperam por guerra

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4. Temple of love – The Sisters of mercy

O demônio em roupas pretas observa tudo e meu anjo foge… A vida é curta e o amor sempre acaba pela manhã… Vento negro leve-me para longe

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5. Blue – The Mission

Não posso acreditar que você fingiu o tempo todo… Isso é tão ruim de dizer que não posso acreditar em nunca se importar

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6. Gods own medicine – The Mission

Ela tem a cabeça nas nuvens, Ela tem as estrelas em seus olhos,
Ela está dançando com um sonho em seu coração…Ela tem o vento em seus cabelos… Severina

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7. Kill uncle – morrissey

Nossa franca e aberta e profunda conversa…não me leva a lugar algum…
me deixa deprimido… me dê um cigarro, Deus, me dê paciência

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8. Viva hate – Morrissey

Porque você vem aqui e porque você fica por aí?

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9. Rio – Duran Duran

Não faça uma oração para mim agora, guarde-a até a manhã seguinte

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10. Notorious – Duran Duran

Não me peça para sangrar por ele, necessito deste sangue para sobreviver.

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COQUETEL

A dose_INDIE de hoje será publicada SÁBADO. Enquanto isso fica história sobre foto de Morrissey com gato na cabeça, imagem também utilizada na divulgação da turnê que passará pelo Brasil em março.

Originalmente ela foi publicada no The Guardian, em 2010. Na ocasião Morrissey declarou: “…the Chinese are a subspecies…” por causa dos maus tratos aos animais. O cantor é ativista do PETA e em 2011 foi escolhido “Peta’s Person Of The Year”.

Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui. Fotos por Jake Waters.

O Imperador JÁ VAI TARDE?

Talvez. Em abril de 2011 escrevi sobre sua volta. Foi o assunto futebolístico mais comentado no período. A expectativa de bons resultados foi substituída por realidade oposta ao esperado. Li que o Campeão dos Campeões não pretende renovar seu contrato. Quem sabe não há vaga no time de várzea de Piraporinha? Sábio foi o Palestra Itália. Para piorar a atual situação Patrícia Poeta não apresenta mais o Fantástico. Agora para quem o Imperador vai pedir MAIS UM voto de confiança? Sinceramente não faço questão alguma em saber. Problemas antigos que ainda dão o que falar foi a ideia em mente para a escolha do setlist. Adaptei para bandas antigas que não perderam o lance. É gol.

01 – Hoodoo Gurus – Waking Up Tired – 1996

Até Crank, de 1994, a banda havia criado um padrão, os fãs sabiam como seria o próximo disco. Em In Blue Cave as guitarras soaram mais altas, um pouco pesadas, mas nada além do esperado, apenas Hoodoo Gurus.

02 – INXS – Kiss The Dirt
(Falling Down The Mountain) – 1985

Desde o segundo disco INXS estava abandonando a sonoridade 100% pop para soar mais rock’ n’ roll. Em Listen Like Thieves chegaram bem perto disso. Na minha opinião a banda sempre acertou com os clipes. “Kiss The Dirt (Falling Down The Mountain)” é um dos meus preferidos.

03 – James – Born Of Frustration – 1992

“Born Of Frustration” é bom exemplo de como a banda evoluiu no arranjo de suas músicas, mas sem perder elementos típicos que compõem o conjunto de sua obra. Mérito também ao vigor da interpretação do vocalista Tim Booth.

04 – Echo And The Bunnymen – Seven Seas – 1984

Uma pequena orquestra acompanhou a banda, em 2010, no show de Ocean Rain, em São Paulo. O disco foi interpretado na íntegra e na ordem das músicas. Assumo minha total cabacice por ter perdido a apresentação. Imaginava que seria em um mês e foi no anterior.

05 – Pixies – Velouria – 1990

Bossanova é considerado o disco mais fraco da banda, mas não deixa de ser importante. Nele há sinais de cansaço e genialidade. Black Francis o considera seu preferido. No mesmo ano Kim Deal, meu amor indie, lançou Pod, o primeiro das Breeders.

06 – Morrissey – Have A Go Merchant – 1995

A música foi lançada no lado B do singles Boxers. O clipe não é oficial e sim trecho do show Introducing Morrissey, de 1996, nunca lançado oficialmente em DVD.

07 – Midnight Oil – Surf’s Up Tonight – 1996

A produção de Breathe foi menos elaborada que Earth And Sun And Moon. As músicas são diretas, mais fiéis as demos o que resultou num disco menos ambicioso mas tão forte quanto Diesel And Dust.

08 – The Cure – The End Of The World – 2004

Há certo tempo Robert Smith anuncia que pretende acabar com a banda. Essa intensão ficava impressa em cada disco lançado. “The Cure” foi gravado em menos de cinco meses e não carrega essa vontade.

“go if you want to
I never try to stop you
know there’s a reason
for all of this you’re feeling
love it’s not my call
you couldn’t ever love me more
you couldn’t love me more
you couldn’t love…”

…maybe we didn’t understand
not just a boy and a girl
it’s just the end of
the end of the world…”

09 – Electronic – Get The Message – 1991

O single “Gettin Away With It” foi lançado em 1989 pela dupla Bernard Summer, do New Order, e Johnny Marr, ex-The Smiths, e teve participação de Neil Tennant, do Pet Shop Boys, no vocal. A música segurou por dois anos a expectativa para o disco de estréia do Electronic. Quando ele chegou às lojas a segunda música de trabalho foi “Get The Message.”

10 – The Jesus And Mary Chain – Come On – 1994

Stoned & Dethroned está um passo a frente comparado ao som que a banda fazia. Há bons momentos acústicos, rock folk e de parceria, como em “Sometimes, Always”, com Hope Saldoval, do Mazzy Star e Shane Macgowan, do Pogues, em “God Help Me”. Sou fãzaço da banda. A apresentação do Planeta Terra, de 2008, foi o show da minha vida. Sobre o conjunto da obra o carinho especial é por Stoned & Dethroned.

11 – R.E.M. – Untitled Hidden Track – 1988

Última música de Green e sem título. Alguns fãs a chamam de “Eleven” por ser a posição que ocupa no disco.

“this world is big and so-awake
I stayed up late to hear your voice
this light is here to keep you warm
this song is here to keep you strong

I made a list of things to say
but all I really want to say
all I really want to say is
hold her and keep him strong
while I’m away from here
hold her and keep her strong
while I’m away from here…”

12 – Sugarcubes – Deus – 1988

Björk sempre esteve acima da média. O primeiro disco que gravou foi aos onze anos com canções infantis. Life’s Too Good foi o primeiro do Sugarcubes e “Deus” a primeira música que conheci da banda. Esclarecedora.

“Deus does not exit
but if he does, he lives in the sky above me
in the fattest largest cloud up there
he’s whiter than white and cleaner then clean
he wants to reach me…

…I once met him
it really surprised me
he put me in a bath tub
made me squeeky clean
really clean

he said hi. I said hi
I was still clean…”
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Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e do Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

Sopro de vida

CAPAS ANIMADAS – POR ZÉ MÁRIO

Olá pessoal, boa sexta para todos!

Esta semana vi pelo twitter um link rolando de um trabalho de um artista que estava animando em GIF capas de discos, e na hora vi que era o tema perfeito para hoje.

O artista que faz estas capas se chama Mr Dormouse, e ele pira em animações em GIFS. A piração dele rendeu inúmeras capas que ficaram animais com movimentos!

Então vamos lá para as Dez capas que criaram vida própria:

R.E.M Collapse in to now

The White Stripes – Get me behind the Satan

Klaus nomi

Florence & the machine – Lungs

The More you ignore me, the closer i get. Morrissey

Lou Reed – Transformer

Fever ray – Fever ray

The Smiths – The Smiths

Amy Winehouse – Frank

The Cardigans – Gran Turismo

Como o WordPress mudou e eu me confundi na hora de inserir os vídeos e me irritei, preferi colocar duas capas bônus para compensar. Vamos lá:

Gorillaz

Iggy Pop – the idiot

O site onde o cara posta as capas é o animated albums. entrem lá e divirtam-se 🙂

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