"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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Amigos e bons contatos

O que Mudhoney, Levi’s, New York Times Magazine, Bo Diddley, Visa, Reader’s Digest, Elvis Costello, Macy’s, entre outros têm em comum?
EDWIN FOTHERINGHAM. Ilustrador australiano que no começo dos anos 90 foi morar em Seattle. Naquele início de década a cidade revolucionava o cenário musical com o grunge. Ele teve maior projeção quando amigos de bandas locais encomendaram as capas de seus discos. No mesmo período surgiu oportunidade de viagem para Nova Iorque. Com portfolio em mãos e bons contatos, a lista de clientes não parou de crescer. O post passeia por alguns de seus trabalhos envolvendo indie rock, blues e jazz.

1.1.  MUDHONEY – PIECE OF CAKE

Lançado em 1992, foi o primeiro disco por uma grande gravadora. A produção feita por Conrad Uno foi a mais pé no chão possível o que resultou algo bem Mudhoney. “Suck You Dry” é uma das minhas músicas preferidas.


Chris Novoselic aparece aos 37 segundos bebendo uma no balcão


Mudhoney – Suck You Dry

1.2. MUDHONEY – MY BROTHER THE COW

Penúltimo disco gravado com Matt Lukin, baixista da formação original. Após a turnê de Tomorrow Hit Today, de 1998, ele casou com sua namorada alemã, ainda mora em Seattle e dedica-se em tempo integral ao ofício da carpintaria.


Mudhoney – Judgement, Rage, Retribution And Thyme

2. LOVE BATTERY – DAYGLO

A banda escolheu o nome Love Battery por causa de música de Buzzcocks. Dayglo é da mesma época dos clássicos de Pearl Jam, Nirvana e Soundgarden, é tão bom quanto, mas infelizmente não obteve o merecido reconhecimento.


Love Battery – Out Of Focus

3. FLOP – WHENEVER YOU’RE READY

Martin Rushent, responsável por boa parte da obra de Buzzcocks, foi o produtor do disco. Com toda bagagem e histórico punk que carrega, em Whenever You’re Ready as guitarras soaram menos distorcidas. Do áureo período do movimento grunge este lançamento foi um dos que mais gostei.

S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L. a camiseta do vocalista Rusty Willoughby
Atenção aos 51 segundos do video.


Flop – Regrets

4. BO DIDDLEY – I’M A MAN – THE CHESS MASTERS, 1955-58

Compilação que resgata o início de carreira, período que o cantor lançou mais singles que discos completos.


Bo Diddley – Bo Diddley – Live 1965

5. JOE HENDERSON BIG BAND

Consagrado jazzista americano que iniciou carreira incentivado por seus pais e por um de seus treze irmãos. O interesse por instrumentos não era apenas pelo saxofone. Bateria, piano, baixo e flauta faziam parte de sua formação.

6. THE ENNIO MORRICONE ANTHOLOGY – A FISTFUL OF FILM MUSIC

Ennio Morricone, provavelmente, é o compositor mais famoso dos estúdios 20th Century Fox. Não há um número exato, mas sabe-se que ultrapassam 500 trilhas sonoras gravadas. Os estilos musicais são os mais variados, passando por jazz, clássico, pop, avant-garde, música italiana, entre outros.

7. YULES OF YORE – TV LAND TUNES FROM CHRISTMAS PAST

Divertida compilação de músicas natalinas dos anos 50 e 60, elaborada pelo canal Nickelodeon, em 1995.

8.1. MATTHEW SWEET AND SUSANNA HOFFS – UNDER THE COVERS VOL. 1

Under The Covers é coletânea idealizada pela BBC, em que músicos são convidados a regravar clássicos de determinadas épocas. Para Matthew Sweet e Susanna Hoffs foram os anos 60. Exceção apenas para “Run To Me”, de Bee Gess, lançada em 1971, mas segundo a dupla: “seu coração está nos anos 60”.


Matthew Sweet And Susanna Hoffs – I See The Rain

8.2. MATTHEW SWEET AND SUSANNA HOFFS – UNDER THE COVERS VOL. 2

A química profissional entre ambos funcionou e em 2009, três anos após o primeiro lançamento, veio o convite para a segunda coletânea, agora focada nos anos 70. Um pouco de história. Matthew Sweet iniciou carreira como segundo guitarrista de Lloyd Cole e conquistou popularidade no mundinho indie nos anos 90. Susanna Hoffs foi guitarrista e vocalista do Bangles. Lembra da dancinha ridícula de “walk like an egyptian”?


Matthew Sweet And Susanna Hoffs – Everybody Knows This Is Nowhere

9. REVEREND HORTON HEAT – SUPERSUCKERS

Duas músicas interpretadas por duas bandas no mesmo single. Reverend Horton Heat e Supersuckers mostram como interpretaram “400 Bucks” e “Caliénte”.

Frente

Verso


Reverend Horton Heat – 400 Bucks

10.1. ELVIS COSTELLO LIVE WITH THE METROPOLE ORKEST – MY FLAME BURNS BLUE

O cantor considera My Flame Burns Blue como seu primeiro disco de rock’ n’ jazz. Ele declarou: “é o que tenho feito nos últimos anos quando não estou com minha guitarra nas mãos”.

10.2. ELVIS COSTELLO – POMP & POUT – THE UNIVERSAL YEARS

Quando o contrato foi assinado com a Universal, Elvis Costello exigiu cláusula que garantiria liberdade criativa, ou seja, gravar qualquer ritmo que tivesse interesse, seja R&B, ópera, o que desejar.

Frente

Verso


Elvis Costello – Monkey To Man

MUITO PORCAMENTE sei desenhar a mão livre uma casinha, com  sol, duas nuvens e a cerca de madeira. A linguagem vintage, o traço retrô de Edwin Fotheringham remetem ao design dos anos 50 e 60, décadas que, para mim, visualmente, são encantadoras. Até quarta que vem.
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Para ler a edição anterior clique aqui.

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