"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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agora é NOSSA vez LOLLAPALOOZA 2012

Primeiro aconteceu no Chile. Neste fim de semana teremos o LOLLAPALOOZA Brasil, a segunda edição fora dos Estados Unidos. Em dois dias mais de 50 atrações passarão pelos palcos do Jockey Club de São Paulo. Em especial três bandas são minhas preferidas: Foo Fighters, Arctic Monkeys e Jane’s Addiction que assisti em 2009 no Maquinaria Festival com meu querido Zig. A dose_INDIE resgatou algumas raridades,  outras coisas de começo de carreira e lançamentos.

01 – Jane’s Addiction – Had A Dad

Não é comum uma banda lançar disco de estréia ao vivo. Geralmente esse registro é feito quando ela carrega anos de estrada e têm obras de peso nas costas. Jane’s Addiction, de 1987, quebrou essa regra. Nothing’s Shocking foi o segundo lançamento e o primeiro de estúdio.

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02 – Foo Fighters – Wind Up

Com o fim trágico de Nirvana, somado a grande expectativa sobre seu primeiro projeto solo, Dave Grohl estaria fadado à maldição do segundo disco. Felizmente ele passou para a fase seguinte sem grandes traumas.

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03 – Arctic Monkeys – Plastic Tramp

O segundo single de Favourite Worst Nightmare foi Fluorescent Adolescent. “Plastic Tramp” foi uma das três músicas inéditas lançadas como lado b. O clipe faz parte do vídeo At The Apollo.

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04 – Foo Fighters – The One

“The One” foi gravada exclusivamente para a trilha de Orange County, em 2002. No mesmo ano a música foi relançada como lado b do single One By One. A trama conta história de Shaun Brumder, brilhante aluno que tem apenas 24 horas para corrigir o erro cometido por sua escola que trocou suas notas, e ser aceito em Stanford. O filme foi estrelado por Colin Hanks, filho de Tom Hanks, e Jack Black.

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05 – Arctic Monkeys – Cigarette Smoker Fiona

“Cigarette Smoke” era uma das músicas que fazia parte do repertório quando a banda ainda era desconhecida. Depois que o contrato com grande gravadora foi assinado, o disco de estreia e mais dois singles foram lançados, o EP Who The Fuck Are Arctic Monkeys? chegou às lojas com cinco músicas inéditas. Entre elas estava a reescrita “Cigarette Smoker Fiona”.

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06 – Jane’s Addiction – Ain’t No Right

O show de Los Angeles, em 1990, em que parte dele virou o clipe de “Ain’t No Right,é conhecido como Birkenstock Incident. Assim que Perry acaba de cantar ele leva uma chinelada no peito vindo da plateia. Ele pega o chinelo do chão e diz: “Oh no, there’s that same asshole again. I thought it would never come to this. But the guy threw a Birkenstock! I mean this guy is a real moron. He doesn’t even understand fashion!”

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Atenção aos dois minutos e quarenta e dois segundos do vídeo

07 – Arctic Monkeys
Don’t Sit Down Cause I’ve Moved Your Chair

Antes de Suck It And See ser escolhido como nome do quarto disco de estúdio, a banda estava indecisa sobre outras opções. Uma delas era Thriller. 3.000 unidades do single Don’t Sit Down Cause I’ve Moved Your Chair foram numeradas e vendidas como parte das festividades da Record Store Day, em 2011.

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08 – Foo Fighters – X-Static

Dave Grohl gravou sozinho todos os instrumentos nas músicas do disco Foo Fighters, menos em “X-Static” que teve participação de Greg Dulli, de Afghan Wigs, na guitarra.

09 – Jane’s Addiction – End To The Lies

Oito anos separa The Great Escape Artist de Strays, lançado em 2003. A produção foi feita por Dave Sitek, baixista do TV On The Radio. Ele assumiu o instrumento em todas as músicas e dividiu a autoria das letras com Perry Farrell, Dave Navarro, Stephen Perkins e Duff McKagan, ex-Guns And Roses.

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10 – Porno For Pyros – Hard Charger

“Hard Charger” era uma das músicas escolhidas para a dose_INDIE 36, de novembro de 2009, especial sobre o Maquinária Festival. Por algum motivo que não lembro qual foi a cortei na edição final. Originalmente ela foi gravada pelo Porno For Pyros, um dos projetos desenvolvidos por Perry Farrell. Quase dois anos depois, a correção.

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11 – Arctic Monkeys – Choo Choo

“Choo Choo” foi gravada durante as sessões de estúdio de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, em 2006, e ficou de fora da versão final do disco, de singles e EPs daquele período. Três anos depois ela finalmente foi lançada em Unreleased Tracks Demos & Live.

12 – Foo Fighters – Gimme Stitches

Da obra do Foo Fighters, There Is Nothing Left To Lose é o disco que mais gosto. O escutava repetidamente. Torcia para que “Gimme Stiches” fosse o quarto single a ser lançado para a música ter clipe. “Next Year” foi a terceira e última de trabalho daquela fase.

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Ano passado quando foi anunciado que teríamos o LOLLAPALOOZA Brasil aconteceram discussões paralelas como a que envolveu o cantor Lobão e as declarações mal interpretadas/ mal explicadas de Perry Farrel, idealizador do festival. Tomara que isso já esteja bem resolvido e que não atrapalhe para que tenhamos a edição 2013. Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui. Até sexta que vem.

90’s: 1990

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Começa aqui neste post uma série de publicações de discos/capas lançados na década de 90. Muita coisa interessante foi lançada em 1990, artistas importantes surgiram e outros se foram. Me lembro que o heavy metal já dava sinais de fraqueza perante a avalanche de novas bandas de rock que ocupavam a maioria das FMs e quase que a grade inteira da Mtv americana. Era o rock alternativo e o grunge os novos donos do pedaço. E a dance music também pedia licença e lotava as casas noturnas de todo o mundo. O Festival Hollywood Rock era realizado em São Paulo e Rio, Cazuza falecia em julho e nascia a Mtv Brasil.

Como fazer esta lista com os dez de 1990? A única regra imposta foi minha memória, o que lembro de ter escutado, gostado, gastado agulhas e agulhas do meu 3 em 1 Gradiente ou que ganhou muito destaque. Acabei chegando em trinta discos (é sério!) e infelizmente gente como Black Crowes, Sinead O Connor, Pixies, Primus, Soup Dragons, Extreme, ZZ Top, Pet Shop Boys, AC/DC, Jon Bon Jovi, tiveram que ir pra lixeira. Feito um mix final dessas três opções, o que temos segue abaixo.

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violator – depeche mode

Sétimo álbum do DM é considerado (também por mim) como o melhor da banda, fechando com chave de ouro o sinthpop que varreu os anos 80 com grandes discos, e que depois não daria mais bons frutos nesta década de 90. E o que dizer sobre a capa? Simples e perfeita.

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listen without prejudice vol. 1
george michael

Ainda é fresca na minha memória como este disco fez um baita sucesso, e mais ainda o clipe de Freedom 90 com as beldades Naomi Campbell, Linda Evangelista e Cindy Crawford. – dirigidas por David Fincher. Mas nosso ex-Wham ficou nisso, o volume dois não veio e nada mais de interessante fez George Michael, apenas seguiu cantando por ai Elton John e Queen.

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east of the sun west of the moon – a-ha

Antes de mais nada é a minha segunda grande banda. Este quarto disco marcou uma ruptura com o sinthpop dos álbuns anteriores e se apresenta com uma veia mais rock n’ roll e sombria. Foi durante a turnê deste álbum aqui no Brasil que eu acabei prestando mais atenção no trabalho dos noruegueses. Depois de East of the Sun… vieram mais cinco álbuns e a despedida em 2010, e hoje é nítido ver uma grande diferença entre essas duas fases da banda. Pena que muita gente só conheça o a-ha pelo hit chatão Take on Me, mas  outros como Chris Martin (Coldplay) e eu teve o prazer de conhecer toda a obra da banda.

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facelift – alice in chains

Formada em 1987, a banda de Jerry Cantrell e Layne Staley apareceu mesmo no pacotão grunge que ainda tinha Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden no começo dos anos 90. Lembro do video de Man in the Box e os VJs da Mtv Brasil plantando a dúvida se o vocalista era cego ou não. Tudo por conta de seus óculos escuros e uma performance no palco prá lá de contida: não interagia com o público e nem com os outros integrantes. (hein?!)

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brick by brick – iggy pop

Tem Kate Pierson do B-52 e Slash fazendo as guitarras do disco. E a capa recebeu os traços do cartunista Charles Burns. O mega-sucesso Candy levou nosso eterno Stooges a lugares nunca antes frequentados por ele… e agora devidamente vestido.

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world clique – deee-lite

Foi uma bomba e tudo indicava que tinhamos ali um trio que ainda faria grandes discos e que colocaria a dance music club novamente em destaque. Porém as figuras excêntricas de um DJ Ucrâniano, mais um japinha simpático e a bela Lady Miss Kier soltando o seu vozeirão em Groove is in the Heart parecem ter funcionado apenas neste primeiro álbum, pois lançaram mais dois de estúdio e desapareceram no espaço. Só que World Clique foi sem dúvida um dos grandes lançamentos de 1990.

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ritual de lo habitual – jane’s addiction

Teve sua capa censurada mas não vai achando que é essa ai, mesmo com a nudez e referências religiosas. Esta é a versão liberada para rodar o mundo. Ficou curioso? Então relembre Jane’s Addiction no post  As Proibidas do Rock

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painkiller – judas priest

Começo dos anos 90 e todos já falavam da morte do Heavy Metal. Será que algumas bandas ainda lançariam coisas relevantes? Judas Priest com certeza sim. Pelo menos entre os discos deste começo de década, Painkiller salvou a pele dos headbangers.

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gonna make you sweat – C+C music factory

É um daqueles projetos de dance music que reúne “boas” vocalistas, DJs emergentes e um ótimo esquema de marketing. Normalmente, nascem hoje e morrem amanhã e assim aconteceu também com o C+C, só que eles cometeram a proeza de lançar um disco bem legal que alcançou números invejáveis no mundo pop.

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cherry pie – warrant

Minha única explicação para a inclusão desta pérola da farofa roqueira do ano de 1990 só pode ser a capa. Talvez por ser bem distante do que  acostumamos ver em bandas de hard rock (e também porque eu ainda acreditava nesta vertente do rock). Acho que me arrependo de ter tirado da lista Pet Shop Boys, Pixies e ZZ Top, ambos também de 1990.

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as proibidas do rock!

As 10 capas proibidas do rock. Por Ziegler

Elas foram proibidas, abolidas, queimadas!! rs. Existem uma centena delas por ai, algumas fizeram estragos, outras tantas passaram batidas. Tem aqueles discos que chamaram mais a atenção, do público e mídia, pela arte da capa do que pelo conteúdo musical. Mas na sua maioria, as grandes polêmicas ficaram por conta de artistas de peso, com extrema relevância musical, onde a ousadia da capa era um complemento para a obra.

As dez de hoje são desses artistas, grandes álbuns que tiveram duas ou até três versões de capas. O que certamente provocou entre seus admiradores uma corrida por itens raros de seus artistas prediletos. Ou você não gostaria de ter em casa as duas capas produzidas para Sticky Fingers dos Rolling Stones? Como disse no começo, a lista é imensa e fica aqui a sua primeira parte. Em breve mais posts com esse tema, que pode voltar com o Zé, o Lex, ou comigo mesmo.

E antes de correr a barra de rolagem pelas artes, confira o playlist que preparei com canções de cada disco. até mais!

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Dez capas, posted with vodpod

 The Black Crowes

Amorica, lançado em 1994, é o terceiro disco da banda. Foto publicada originalmente em 1975 na revista americana Hustler, mostra uma tanguinha norte-americana e seus pelos pubianos.

Vetada principalmente nos Estados Unidos, teve uma nova capa com a  mesma tanga só que desta vez sem os pelos. E até que esta nova versão ficou bem aceitável. Mas claro, que todos nós preferimos a original! Existe ainda uma terceira capa disponível em lojas, como a Amazon, onde a foto original está lá, mas com a ajuda do Photoshop, deletaram os pelos como se eles estivessem devidamente escondidos debaixo da bandeira.

Jane’s Addiction

Um protesto ao ridículo. Essa é definição de Perry Farrell para o segundo álbum da banda, lançado em 1990. A arte tem relação com a música Tree Days, que trata da nudez masculina e feminina.

Esta capa não foi necessariamente proibida, mas a pedido da gravadora a banda produziu uma versão alternativa para que as lojas escolhessem entre uma ou outra. E a segunda acabou se tornando bem interessante, ao ponto de vender mais do que a original em lojas onde era possível encontrar as duas. Uma capa branca com o nome da banda e um texto reproduzindo uma lei da Constituição americana, onde se proíbe a censura no país. Na contra-capa, mais um texto: “Hitler é infectado pela sífilis sonhos quase se tornou realidade. Como isso pôde acontecer? Ao assumir o controle da mídia. Um país inteiro foi liderado por um lunático … Devemos proteger nossa Primeira Emenda, antes de sonhos doente se tornar lei. Ninguém zombavam Hitler?! ”
Uma dica para quem é fã e colecionador: No site de compras brasileiro Submarino, tem para vender esta segunda versão. É importado e pelo preço de nacional.

The beatles

Claro que eles estão aqui. Os gênios de Liverpool segurando bonecas mutiladas e ensanguentadas. O disco saiu assim, mas depois a gravadora ordenou que fossem recolhidos e atualmente na capa de Yesterday and Today temos uma simples foto do quarteto com uma cara de quem comeu e não gostou.

Roxy Music

As modelos Eveline Grunwald e Constanze Karoli aparecem em trajes mínimos neste Country Life, de 1974. Resultado nos Estados Unidos, Espanha e Holanda: está proibido! O fotógrafo retornou ao mesmo cenário e refez a foto sem as modelos. Para nossa sorte isso durou alguns anos, hoje a original impera nas prateleiras de todo mundo.

Scorpions

A banda alemã deve ser a recordista de capas censuradas. São muitas, e com certeza a mais polêmica é Virgin Killer de1976.
Com alegação de fazer apologia à pornografia infantil, praticamente no mundo inteiro mudaram a capa para uma simples foto da banda. Aqui no Brasil, a gravadora optou em utilizar também uma terceira versão: um escorpião escalando as nádegas de uma mulher (sugestivo, hein?). Acho que daria pra fazer um post com as dez capas proibidas do Scorpions!

Tin Machine

Grupo formado por David Bowie entre 1988 e 1992, com apenas dois discos lançados. Na capa temos as estátuas gregas de Kouros e suas genitálias a mostra. Na versão alterada, apagaram os órgãos masculinos. Porém notem que o trabalho ficou meio estranho, olhando rapidamente até parece que elas estão ali, e o que seria pior, desta vez eretas! rs

Guns n’ Roses

Aqui é rápido, até porque idiota. Uma ilustração de um robô-estuprador, tudo bem que é forte, mas na época do grande sucesso da banda de Axl Rose ninguém deu bola pra isso, o que chamava a atenção mesmo era o apetite por destruição que Slash e cia mostravam com esse disco de estréia. Só pra constar: EUA vetou e por lá só vemos a capa preta com a cruz do Guns n’ Roses.

Van Halen

1984 é o ano e título do sexto álbum dos irmãos Eddie e Alex Van Halen e o último de David Lee Roth. Na arte temos um lindo anjinho lourinho fumando um cigarrinho do demônio. Censura fácil! Que nada, longe disso, a capa segue linda e majestosa pelos quatro cantos do mundo. Todo mundo adorou, até os yankees.
Então só para constar Van Halen aqui na minha lista, vamos de Balance que foi terrivelmente mutilada (literalmente) lá no Japão.

Bruce Springsteen

Alguns “entendidos” no assunto afirmam categoricamente que na capa de Born in USA (1984), Bruce “the Boss” está sim é mijando na bandeira americana. Segundo eles, é nítido ver que pela posição de sua mão, escondida na parte da frente, estaria segurando o “the Boss” e dando aquela balançada final. Será?

The Rolling Stones

Sticky Fingers é responsável por ser uma das capas mais conhecidas dos Stones e também teve sua segunda versão. Só que neste caso, por incrível que pareça, a número dois também causou incômodo: Uma lata aberta com dedos humanos e muito sangue.
Nota (1): A concepção de Sticky Fingers é de Andy Warhol;
Nota (2): Foi eleita pela VH1 como a melhor capa de rock de todos os tempos;
Nota (3): O modelo da capa é Joe Dallesandro, o mesmo que aparece na capa de The Smiths. (apresentada no primeiro post do Lex)
Nota (4): Portando Stick Fingers já conseguiu a proeza de aparecer em dois posts aqui no DezCapas.

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