"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘sete doses’

COQUETEL

dose_INDIE_4_anos

Em 2009, depois de seis podcasts publicados, queria melhorar a dose_INDIE. Escolhi a edição 7, o nosso número do Sete Doses, para colocar no ar o COVER do Lex, missão muito bem executada por meu amigo Rodrigo Simon. Ele é experiente de longa data no rádio, e mesmo assim não está imune a erros. Separei um trecho da dose_INDIE COVER como parte da comemoração de 4 anos.

A festa continua no próximo post. “É isso aí. Valeu”.

Anúncios

COQUETEL

“E aí galera, eu sou o Lex e essa é a primeira dose_INDIE, do Sete Doses. Bom, essa é a primeira semana do blog e o tema passado pros catorze colaboradores é “O Início”. Então eu escolhi músicas dos primeiros discos dessas bandas que nós vamos escutar. Entre outras coisas vai rolar The Smiths, Blur, Pavement, Oasis e muito mais. Boa diversão e escute bem alto.”

Esse foi o texto de abertura da dose_INDIE #1 publicado em 6 de março de 2009. A vergonha de ouvir minha voz foi IMENSA, o amadorismo IMPERAVA, mas o tesão de fazer parte do blog, em dividir aquela ideia com os outros treze amigos superou tudo. Confira abaixo um dos ensaios que deu errado.

A comemoração continua na sexta. “É isso aí. Valeu.”

Minha AMANTE Inglesa

Aconteceu no dia 6 de setembro, em Londres, entrega do Mercury Prize, prêmio que escolhe o Melhor Disco Do Ano. Quem levou o caneco foi Let England Shake, de PJ HARVEY, minha amante inglesa (*). Em 2001 Stories From The City, Stories From The Sea realizou mesma façanha. A premiação acontece há dezenove anos e nunca havia acontecido de mesmo artista ser contemplado duas vezes.

Ao receber a estatueta ela declarou: “É muito bom estar aqui porque da última vez que ganhei, em 11 de setembro de 2001, eu estava em Washington assistindo o Pentágono pegar fogo.” O post passeia pelas dez capas que formam o conjunto de sua obra.

1. Dry – 1992

De imediato o disco foi sucesso no mundinho indie. Ele custou menos de cinco mil libras para ser gravado e emplacou os singles “Sheela-Na-Gig” e “Dress”. A imperfeição no layout de capa é intencional.

Essa versão ao vivo é a segunda do clipe, muito mais legal que a original. Para assistir a primeira, de estúdio, clique aqui.

2. Rid of Me – 1993

Por causa de Dry PJ Harvey foi convidada para o Reading Festival. Lá conheceu Steve Albini, cultuado produtor de Pixies, e que acabou sendo responsável por Rid Of Me também. O casaco de pele falsa foi figurino oficial da turnê.


50 Ft Queenie

3. To Bring You My Love – 1995

Produzido por Flood, que trabalhou com U2, Nine Inch Nails, Erasure, entre outros, To Bring You My Love foi um dos discos mais comentados daquele ano. Ajudou a alavancar a carreira de PJ Harvey na terra do Tio San e o clipe de “Down By The Water” passava repetidamente na programação de todas as Mtvs. No Lado B era figurinha repetida.

“…oh help me Jesus
come through the storm
I had to lose her
to do her harm
I heard her holler
I heard her moan
my lovely daughter
I took her home

little fish, big fish
swimming in the water
come back here man

gimme my daughter”

EXTRA 1. NICK CAVE AND THE BAD SEEDS – MURDER BALLADS – 1996

Após bem-sucedida turnê de To Bring You My Love a cantora foi convidada por Nick Cave para o dueto. Reza lenda que a relação entre eles não estava resumida apenas a música.


Henry Lee

4. Dance Hall At Louse Point – 1996

Primeiro trabalho 100% em parceria de John Parish. Alguns críticos disseram que “Parish and Harvey share more than studio experience and art rock influences. They possess uncommon instinct and a genius level connection to rock’s bluesy, isolated and threatening soul.”


That Was My Veil

EXTRA 2. TRICKY – ANGLES WITH DIRTY FACES – 1998

Martina é parceira de longa data de Tricky, mas não a única. PJ Harvey colaborou em “Broken Homes.”

5. Is This Desire? – 1998

Para escrever as músicas a cantora voltou para Yeovil, sua cidade de origem, localizada a sudoeste de Londres. A intenção foi se isolar das tendências pop e rock. O resultado ficou intimista, sutil.


A Perfect Day Elise

6. Stories from the City, Stories from the Sea – 2000

PJ Harvey assumia personalidade diferente em cada lançamento, como estudante de arte, em Dry e poetisa punk, em Rid Of Me. Stories From The City, Stories From The Sea foi inspirado por período que morou em Nova Iorque e a vida no campo.


A Place Called Home

7. Uh Huh Her – 2004

Uh Huh Her pode ser interpretado como afirmação, suspiro ou riso. No clipe é possível ver fotos e montagens que compõem o projeto gráfico do cd.

Com a passagem da turnê pelos Estados Unidos a cantora interpretou três músicas nos estúdios do canal VH1. Pretendia publicar apenas o link do video, como no item 1, com a versão original de “Dress”, mas não consegui. A apresentação é IMPECÁVEL. O desespero na letra, combinado a música e olhar fixo no final são DESTRUIDORES.

“…I need you
the time is running out
oh baby
can’t you hear me call?…”

8. White Chalk – 2007

O mais curioso sobre as sessões de estúdio é que PJ Harvey aprendeu a tocar piano exclusivamente para gravar o disco. As onze músicas foram registradas em exatos cinco meses. A imperfeição no layout de capa é intencional.


When Under Ether

 “…the woman beside me
is holding my hand
I point at the ceiling
she smiles so kind
something’s inside me
unborn and unblessed

disappears in the ether
this world to the next
disappears in the ether
one world to the next

human kindness”

9. A Woman A Man Walked By – 2009

Segundo trabalho 100% em parceria de John Parish. O disco começa com “Black Hearted Love”, que corresponde a “This Is My Veil”, em Dance Hall At Louse Point.

10. Let England Shake – 2011

As letras de Let England Shake abordam as guerras as quais a Inglaterra participou. Quando PJ Harvey participou de The Andrew Marr Show, exibido pela BBC, o ex-primeiro ministro britânico Gordon Brown foi um dos entrevistados o que causou certa saia justa.


The Words That Maketh Murder

“I’ve seen and done things I want to forget
I’ve seen soldiers fall like lumps of meat
blown and shot out beyond belief
arms and legs were in the trees…”

.
(*)
Na época da dose_INDIE, no saudoso setedoses.com, afirmei que tenho um amor indie. Ela chama Kim Deal, vocalista das Breeders, a quem dedico total respeito e carinho ao conjunto de sua obra. A carne é fraca, o sexo feminino provoca e faz certo tempo que também fui seduzido aos encantos de Polly Jean Harvey, minha amante inglesa. Até quarta que vem.
.
Para ler as edições anteriores clique aqui.

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: