"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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as proibidas do rock!

As 10 capas proibidas do rock. Por Ziegler

Elas foram proibidas, abolidas, queimadas!! rs. Existem uma centena delas por ai, algumas fizeram estragos, outras tantas passaram batidas. Tem aqueles discos que chamaram mais a atenção, do público e mídia, pela arte da capa do que pelo conteúdo musical. Mas na sua maioria, as grandes polêmicas ficaram por conta de artistas de peso, com extrema relevância musical, onde a ousadia da capa era um complemento para a obra.

As dez de hoje são desses artistas, grandes álbuns que tiveram duas ou até três versões de capas. O que certamente provocou entre seus admiradores uma corrida por itens raros de seus artistas prediletos. Ou você não gostaria de ter em casa as duas capas produzidas para Sticky Fingers dos Rolling Stones? Como disse no começo, a lista é imensa e fica aqui a sua primeira parte. Em breve mais posts com esse tema, que pode voltar com o Zé, o Lex, ou comigo mesmo.

E antes de correr a barra de rolagem pelas artes, confira o playlist que preparei com canções de cada disco. até mais!

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Dez capas, posted with vodpod

 The Black Crowes

Amorica, lançado em 1994, é o terceiro disco da banda. Foto publicada originalmente em 1975 na revista americana Hustler, mostra uma tanguinha norte-americana e seus pelos pubianos.

Vetada principalmente nos Estados Unidos, teve uma nova capa com a  mesma tanga só que desta vez sem os pelos. E até que esta nova versão ficou bem aceitável. Mas claro, que todos nós preferimos a original! Existe ainda uma terceira capa disponível em lojas, como a Amazon, onde a foto original está lá, mas com a ajuda do Photoshop, deletaram os pelos como se eles estivessem devidamente escondidos debaixo da bandeira.

Jane’s Addiction

Um protesto ao ridículo. Essa é definição de Perry Farrell para o segundo álbum da banda, lançado em 1990. A arte tem relação com a música Tree Days, que trata da nudez masculina e feminina.

Esta capa não foi necessariamente proibida, mas a pedido da gravadora a banda produziu uma versão alternativa para que as lojas escolhessem entre uma ou outra. E a segunda acabou se tornando bem interessante, ao ponto de vender mais do que a original em lojas onde era possível encontrar as duas. Uma capa branca com o nome da banda e um texto reproduzindo uma lei da Constituição americana, onde se proíbe a censura no país. Na contra-capa, mais um texto: “Hitler é infectado pela sífilis sonhos quase se tornou realidade. Como isso pôde acontecer? Ao assumir o controle da mídia. Um país inteiro foi liderado por um lunático … Devemos proteger nossa Primeira Emenda, antes de sonhos doente se tornar lei. Ninguém zombavam Hitler?! ”
Uma dica para quem é fã e colecionador: No site de compras brasileiro Submarino, tem para vender esta segunda versão. É importado e pelo preço de nacional.

The beatles

Claro que eles estão aqui. Os gênios de Liverpool segurando bonecas mutiladas e ensanguentadas. O disco saiu assim, mas depois a gravadora ordenou que fossem recolhidos e atualmente na capa de Yesterday and Today temos uma simples foto do quarteto com uma cara de quem comeu e não gostou.

Roxy Music

As modelos Eveline Grunwald e Constanze Karoli aparecem em trajes mínimos neste Country Life, de 1974. Resultado nos Estados Unidos, Espanha e Holanda: está proibido! O fotógrafo retornou ao mesmo cenário e refez a foto sem as modelos. Para nossa sorte isso durou alguns anos, hoje a original impera nas prateleiras de todo mundo.

Scorpions

A banda alemã deve ser a recordista de capas censuradas. São muitas, e com certeza a mais polêmica é Virgin Killer de1976.
Com alegação de fazer apologia à pornografia infantil, praticamente no mundo inteiro mudaram a capa para uma simples foto da banda. Aqui no Brasil, a gravadora optou em utilizar também uma terceira versão: um escorpião escalando as nádegas de uma mulher (sugestivo, hein?). Acho que daria pra fazer um post com as dez capas proibidas do Scorpions!

Tin Machine

Grupo formado por David Bowie entre 1988 e 1992, com apenas dois discos lançados. Na capa temos as estátuas gregas de Kouros e suas genitálias a mostra. Na versão alterada, apagaram os órgãos masculinos. Porém notem que o trabalho ficou meio estranho, olhando rapidamente até parece que elas estão ali, e o que seria pior, desta vez eretas! rs

Guns n’ Roses

Aqui é rápido, até porque idiota. Uma ilustração de um robô-estuprador, tudo bem que é forte, mas na época do grande sucesso da banda de Axl Rose ninguém deu bola pra isso, o que chamava a atenção mesmo era o apetite por destruição que Slash e cia mostravam com esse disco de estréia. Só pra constar: EUA vetou e por lá só vemos a capa preta com a cruz do Guns n’ Roses.

Van Halen

1984 é o ano e título do sexto álbum dos irmãos Eddie e Alex Van Halen e o último de David Lee Roth. Na arte temos um lindo anjinho lourinho fumando um cigarrinho do demônio. Censura fácil! Que nada, longe disso, a capa segue linda e majestosa pelos quatro cantos do mundo. Todo mundo adorou, até os yankees.
Então só para constar Van Halen aqui na minha lista, vamos de Balance que foi terrivelmente mutilada (literalmente) lá no Japão.

Bruce Springsteen

Alguns “entendidos” no assunto afirmam categoricamente que na capa de Born in USA (1984), Bruce “the Boss” está sim é mijando na bandeira americana. Segundo eles, é nítido ver que pela posição de sua mão, escondida na parte da frente, estaria segurando o “the Boss” e dando aquela balançada final. Será?

The Rolling Stones

Sticky Fingers é responsável por ser uma das capas mais conhecidas dos Stones e também teve sua segunda versão. Só que neste caso, por incrível que pareça, a número dois também causou incômodo: Uma lata aberta com dedos humanos e muito sangue.
Nota (1): A concepção de Sticky Fingers é de Andy Warhol;
Nota (2): Foi eleita pela VH1 como a melhor capa de rock de todos os tempos;
Nota (3): O modelo da capa é Joe Dallesandro, o mesmo que aparece na capa de The Smiths. (apresentada no primeiro post do Lex)
Nota (4): Portando Stick Fingers já conseguiu a proeza de aparecer em dois posts aqui no DezCapas.

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História para contar

Como tema de meu primeiro post escolhi o The Smiths, minha banda preferida. Aqui não estão “as melhores capas” e sim as que têm história para contar. Sempre gostei das soluções encontradas por Morrissey para cada lançamento. Sim, além de vocalista, os layouts eram de sua responsabilidade. Dia 3 de outubro toda obra será relançada em edição de luxo. Discos e singles foram remasterizados a partir dos takes originais e tiveram supervisão direta do guitarrista Johnny Marr. Está no pacote The Complete Picture, dvd com os clipes e apresentações ao vivo.

1. The Smiths

Imagem captura de Flesh, de 1968, filme de arte de Andy Warhol que compõe a trilogia formada por Trash e Heat.

O modelo chama Joe Dallesandro. Ele também aparece na capa de Sticky Fingers, dos Rolling Stones.

2. The Queen Is Dead

Alain Delon ilustra a capa de The Queen Is Dead. Quando The Smiths acabou Morrissey declarou que jogou no lixo todos os pertences que lembravam sua antiga banda, menos a carta que recebeu do ator francês elogiando o trabalho.


Atenção aos 2 minutos e 26 segundos do video

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3. This Charming Man

Orphée, de 1950, foi dirigido por Jean Cocteau e estrelado por Jean Marais. Na cena original o personagem tenta seguir algumas pessoas através de um espelho, mas não consegue. Minutos depois ele acorda deitado sobre um pequeno lago.


Atenção a 1 minuto e 30 segundos do video

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4. What Difference Does It Make?

The Collector conta história de Frederick Clegg, rapaz solitário que coleciona borboletas. Ele é apaixonado por Miranda Grey, estudante de arte. Por causa da timidez ele não consegue conversar com a moça. Sua vida muda após ganhar prêmio de loteria, o que permite comprar casa no campo. O sentimento de solidão aumenta e ele resolve “colecionar” a jovem.

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Dois momentos importantes na carreira do ator Terence Stamp: como General Zod, em Superman II, de 1980…

…e como Bernadette no filme Priscilla – A Rainha do Deserto.

5. The Complete Picture

Compilação de clipes e apresentações ao vivo lançada em 1992. O ator chama Richard Davalos. Ele também aparece em Strangeways, Here We Come, último disco de estúdio do The Smiths. As duas imagens foram capturadas do filme East Of Eden, estrelado por James Dean. É possível reconhecer sua mão?


Atenção aos 49 segundos do video

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A ideia original para Strangeways… era usar foto de Harvey Keitel em Quem Bate À Minha Porta, filmado por Martin Scorcese em 1967, mas o ator não autorizou o uso de sua imagem.

Capa oficial…

…e opção não autorizada.

6. I Started Something I Couldn’t Finish


Atenção a 1 minuto e 34 segundos do video

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7. Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before

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Atenção aos 3 minutos e 30 segundos do video

As duas imagens foram capturadas do filme The Family Way, de 1966. A atriz chama Avril Angers, e o ator Murray Head. O filme conta história de jovem casal que após cerimônia de casamento viajaria para Ilha Majorca, na Espanha, mas descobre que foi enganado pelo agente de viagem. A trilha foi escrita e gravada por Paul McCartney, em 1967. O título aparece como “The George Martin Orchestra – The Family Way Original Motion Picture Soundtrack”. Ela é considerada o primeiro disco solo de um ex-Beatle. Wonderwall Music, de George Harrison, foi lançado em novembro de 1968.

8. Panic

Richard Bradford, ator americano que nos anos 60 estrelou Man In A Suitcase, série de televisão no Reino Unido. Depois de ver o trabalho pronto ele declarou: “Eu lembro do The Smiths. Ouvi que eles eram uma grande banda. Eles queriam usar minha imagem e eu disse SIM. Eles mandaram apenas a capa, sem o disco dentro. Eu nunca escutei Panic.”

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9. William It Was Really Nothing

Na versão original do single, em vinil, está Billie Whitelaw na capa. A imagem foi capturada do filme Charlie Bubbles, de 1967. Anos depois a versão em cd, lançada no Reino Unido, vem com Colin Campbell do filme The Leather Boys, de 1964.


Cenas do filme The Leather Boys viraram clipe de “Girlfriend In A Coma”.

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Em 1988 Billie Whitelaw participou do clipe de “Everyday Is Like Sunday”, do Morrissey. Ela aparece dirigindo o carro e dentro do apartamento segurando a chaleira elétrica.

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10. Singles

A banda acabou em 1987. Em 1992 chegou ao mercado a compilação Best I e II. Três anos mais tarde Singles foi lançada com Diana Dors na capa. A imagem foi capturada de Yield Into The Night, de 1956, dirigido por J. Lee Thompson.

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EXTRA: Shoplifters Of The World Unite

Primeira foto oficial de divulgação de Elvis Presley, registrada em 1955 por James R. Reid, seu cabelereiro.

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Outras capas, artistas e mais histórias para contar envolvem o The Smiths, mas paro por aqui. Para ler o que já foi publicado clique aqui. Leia também MAIS História para contar, segunda parte deste post. Até quarta que vem.

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