"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘The Clash’

a dose_INDIE ACABOU?

 

NÃO. A ausência do podcast neste último mês foi porque estive enrolado em pendengas que ocuparam meu tempo por completo, como: mudança, questões burocráticas e financeiras a serem resolvidas, e problemas familiares envolvendo saúde. Desde o início, em 2009, nunca havia passado por período em que tivesse perdido o controle da situação como aconteceu agora. Aparentemente a rotina sinaliza voltar à normalidade. Assim espero. Para esta dose_INDIE resgatei alguns clássicos e acredito que dias melhores virão.

01 – Elvis Costello And
The Attractions – Mystery Dance

My Aim Is True, primeiro lançamento de Elvis Costello, foi gravado em única sessão de estúdio, e durou 24 horas. Muitos críticos consideram o disco “a estréia mais impressionante na história da música pop”. O quadriculado do layout de capa serviu de inspiração para o cabeçalho da dose_INDIE.

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02 – Devo – Uncontrollable Urge

Devo iniciou a carreira com pé direito. David Bowie, Iggy Pop, Brian Eno e Robert Fripp demonstraram interesse em produzir Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!, disco de estreia. Eno foi o responsável por todo o trabalho. Bowie contribuiu apenas aos fins de semana porque as sessões de estúdio coincidiram com as gravações de Just A Gigolo. Um pouco de história. Robert Frigg foi o guitarrista titular em Heroes, obra de David Bowie, de 1977.

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03 – David Bowie – Suffragette City

Ziggy Stardust foi a personagem alienígena interpretada por David Bowie durante a fase The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars. Uma das fontes de inspiração foi o cantor inglês Vince Taylor que após colapso nervoso acreditava ser a reencarnação do bem e do mal.

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As outras duas referências envolvem o cowboy Stardust e Kansai Yamamoto, estilista que desenhou o figurino usado na turnê.

ziggy_stardust_kansai_yamamoto

Em 2004 o cantor Seu Jorge interpretou Pelé dos Santos, uma das personagens do filme A Vida Marinha Com Steve Zissou, dirigido por Wes Anderson. Para a trilha ele gravou catorze versões, em português, de músicas de David Bowie que aprovou o resultado e declarou: “Had Seu Jorge not recorded my songs in Portuguese I would never have heard this new level of beauty which he has imbued them with”.

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04 – X – Los Angeles

X surgiu como dupla formada por John Doe, baixista e vocalista, e Billy Zoom, guitarrista. Depois de alguns ensaios Doe convidou Exene Cervenka, sua namorada escritora e poetisa para dividir o vocal. Por último veio o baterista DJ Bonebrake. Los Angeles foi produzido por Ray Manzarek, tecladista de The Doors.

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05 – Sham 69 – Borstal Breakout

Banda punk inglesa que não obteve sucesso e projeção como aconteceu com Sex Pistols e Buzzcocks. Por outro lado o primeiro single, “I Don’t Wanna”, foi produzido por John Cale, de The Velvet Underground.

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O nome Sham 69 surgiu de grafite ilegível que o vocalista Jimmy Pursey viu em uma parede. O escrito original era “Walton & Hersham ‘69” que comemorava o título conquistado pelo time de futebol, no mesmo ano, em Atenas.

06 – Cockney Rejects – I Wanna Be A Star

A banda surgiu em 1978 e era formada pelos irmãos Jeff e Geggus Micky, Chris Murrell, no baixo, e Paul Harvey, na bateria. No ano seguinte, antes de gravar o single “I Wanna Be Star” e assinar contrato com gravadora, Murrell e Harvey foram substituídos por Vince Riordan e Andy Scott.

07 – Buzzcocks – I Don’t Mind

O nome do disco Another Music In A Different Kitchen foi inspirado em obra de Linder Sterling chamada Housewives Choosing Their Own Juices In A Different Kitchen. A ideia original para o layout de capa seria usar imagem de uma saladeira cheia de olhos. O resultado não foi aprovado por Steve Diggle e John Maher que o consideraram apelativo.

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08 – Ramones – Oh Oh I Love Her So

Depois que chegou às lojas, em 1977, algumas críticas a Leave Home diziam que ele era mais do mesmo de Ramones, lançado um ano antes. Os fãs mais fervorosos não concordam, mas não há exagero na afirmação. As músicas dos dois discos foram escritas na mesma época e gravadas em períodos diferentes. Veja o que Johnny Ramone declarou sobre o assunto: We recorded them in the order they were written; we wanted to show a slight progression in song structure.”

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09 – The Clash – Spanish Bombs

Pennie Smith, autora do registro de Paul Simonon destruindo o baixo, não queria que fosse escolhida aquela foto porque ela está fora de foco. Já Joe Strummer não teve dúvida quando a viu. Com a ajuda do designer Ray Lawry e usando Elvis Presley, homônimo disco de estreia do rei do rock, surgia a lendária capa de London Calling.

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Mais um pouco de história. The Clash realizou apresentação em Nova Iorque em 21 de setembro de 1979. Tudo aconteceu dentro do esperado, menos para Paul Simonon. Sobre o assunto ele declarou: “The show had gone quite well, but not for me. It just wasn’t working well, so I suppose I took it out on the bass. If I was smart, I would have got the spare bass and used that one, because it wasn’t as good as the one I smashed up.”

Desde 2009 o baixo Fender Precision destruído está em exposição no Rock and Roll Hall of Fame, de Cleveland.

10 – Hüsker Dü – Pink Turns To Blue

Com Zen Arcade Hüsker Dü incorporou elementos de jazz, psicodelia, folk, pop e piano à sonoridade hardcore característica desde o início de carreira. A obra é conceitual. Conta a história de um garoto que foge de casa por estar insatisfeito com a rotina doméstica. Ele descobre que a vida “lá fora” ainda é pior.

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11 – Siouxsie And The Banshees – Trophy

Após a turnê de Join Hands a banda teve baixa de guitarrista e baterista originais. Em Kaleidoscope foi a primeira vez que sintetizadores e drum machine foram incorporados às músicas. O lançamento do disco marcou a entrada do guitarrista John McGeoch e de Budgie, ex-baterista de The Slits e futuro marido de Siouxsie Sioux.

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12 – The Cure – Plastic Passion

Na contracapa de Three Imaginary Boys, disco de estreia de The Cure, os nomes das músicas foram representados por imagens. Para a capa de Boys Don’t Cry, disco que conta com oito das treze faixas originais de Three Imaginary Boys, a imagem escolhida foi a da música “Fire On Cairo.”

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57 anos de MICK JONES

São 57 anos de idade e pelo menos uns 35 de serviços prestados aos bons sons. Na quarta-feira, dia 26 de junho, foi aniversário de Michael Geoffrey Jones, o Mick Jones do The Clash, do Big Audio Dynamite e do B.A.D. II. Lembro que no começo dos anos 80 assisti um clipe em que as guitarras e baixo eram bem marcados, a banda tocava em um píer, chovia e logo no começo era anunciado “London Calling…”. De imediato gostei da música e a vontade em querer conhecer aquele disco foi imensa.

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A dose_INDIE passeia pelos três projetos principais desenvolvidos pelo músico, mais a recente participação no disco Plastic Beach, dos Gorillaz e visita outras bandas que, direta ou indiretamente, estão envolvidas nesta história.

01 – The Clash – Train In Vain – 1979

Com London Calling a banda deu um passo à frente comparado a sonoridade dos discos anteriores. Reggae, rockabilly, entre outros ritmos foram incorporados o que resultou em um dos dez melhores discos de rock, segunda a revista Rolling Stones. Um pouco de história. O disco foi lançado como vinil duplo, mas por exigência da banda vendido por preço de simples.

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02 – Buzzcocks – What Do I Get? – 1979

O nome Buzzcocks surgiu da revista Rock Follies que terminou determinada matéria com a citação “Get a buzz, cock.” Singles Going Steady carrega mesmo grau de importância que London Calling e Never Mind The Bollocks, dos Sex Pistols.

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03 – Public Image Limited – Low Life – 1978

Depois da separação dos Pistols, em janeiro, Johnny Lydon buscava sonoridade que não soasse nem punk, nem rock. First Issue, lançado em dezembro, foi responsável por definir o que seria considerado pós-punk mesmo com série de críticas negativas ao trabalho.

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04 – The Clash – Rock The Casbah – 1982

Combat Rock caminha por caminhos diferentes. Mick Jones pretendia seguir os passos do The Who enquanto Joe Strummer simpatizava com a black music. Elementos de ska, reggae, e funk foram explorados.

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05 – Madness – The Sun And The Rain – 1984

O período de Keep Moving foi de transição. Mike Barson, um dos principais letristas, saiu por motivos pessoais e a banda começou a lançar seus trabalhos por sua gravadora, Zarjazz. O primeiro single foi Yesterday’s Men.

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06 – The Specials – Friday Night Saturday Morning – 1980

No início de carreira a banda abriu apresentação para o The Clash e despertou interesse de várias gravadoras, mas Jerry Dammers, tecladista e um dos principais compositores, escolheu por criar sua própria, 2-Tone.

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07 – Big Audio Dynamite – Sony – 1985

Finalizada a turnê americana de Combat Rock Joe Strummer e Paul Simonon demitiram Mick Jones por “ter se afastou da ideia original do The Clash.” Em 1985 surge Big Audio Dynamite, projeto desenvolvido em parceria do cineasta Don Letts que misturava rock, drum machine e samplers. Até hoje o disco soa revolucionário, e ocupa posição de destaque entre meus dez preferidos.

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08 – Big Audio Dynamite – C’mon Every Beatbox – 1986

Diferenças artísticas resolvidas e mágoa superada Joe Strummer co-produziu e escreveu cinco músicas para N° 10 Upping Street, segundo disco da banda. Mick Jones aprimorou a fórmula usada no disco de estréia e os singles “C’mon Every Beatbox” e “V Thirteen” além de ocuparem as primeiras posições da parada na Terra da Rainha realizaram mesmo feito na do Tio Sam.

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“Sit tight and listen keenly while I’ll play for you a brand new musical biscuit”

No clipe estão duas garotas dançandinho entre a banda. A que está de cabelo solto era na época a desconhecida Neneh Cheery. Seu disco de estréia foi lançado em 1989. Cópia do frame aos 4 segundos ilustra o cabeçalho da dose_INDIE.

09 – Big Audio Dynamite II – Rush – 1991

Em 1989 a banda acabou. Mick Jones chamou outro grupo de amigos para B.A.D. II. The Globe foi lançado em 1991. “Rush” primeiro fez sucesso nos Estados Unidos e depois conquistou o velho continente.

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10 – Big Audio Dynamite II – The Globe – 1991

Samplers de “Should I Stay Or Should I Go” foram usados para o segundo single.

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11 – Gorillaz Featuring Mick Jones and Paul Simonon – Plastic Beach – 2010

Em todos os discos do Gorillaz Damon Albarn cantou boa parte das músicas em parceria. Plastic Beach ficou por conta de Mick Jones e Paul Simonon. Ambos participaram como guitarrista e baixista titulares da turnê.

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Gosto e respeito o conjunto da obra do The Clash. É inquestionável o talento e visão musical de Joe Strummer, mas na minha opinião quem fazia a diferença na banda era Mick Jones. Para conhecer as edições anteriores do Dez Capas e dose_INDIE clique aqui. Até sexta que vem.

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