"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

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Boa parte desta setlist seria publicada no post 158, mas foi cortada na edição final porque naquele o ritmo acelerou. A ideia era utilizá-la na semana seguinte, mas acabei me enrolando com o prazo para enviar o material de COQUETEL para o UOL e mais uma vez passou. Quando estava com praticamente tudo pronto o My Bloody Valentine lançou disco novo e priorizei a banda escocesa. Finalmente sua vez chegou.

01 – Imaad Wasif – Priestess

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Durante o período em que preparava The Voidist, Imaad Wasif declarou que algumas músicas “vieram” de planos astrais paralelos porque sua alma habita vários mundos. Para o homônino de estreia, gravado três anos antes, ele adotou dieta a base de café e haxixe a mesma utilizada por Bob Dylan na fase John Wesley Harding. “Priestess” foi a música que definiu todo o setlist.

02 – The Eversons – Hyacinth Girl

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Quando a banda surgiu, em 2009, as músicas gravadas por Mark Turner e Tim Shann perdiam força porque o projeto era desenvolvido como dupla. Havia também indecisão sobre a escolha do nome. Com a formação completa, que inclui Chris Young e Blair “Everson”, o problema foi resolvido.

03 – The Clientele – Bookshop Casanova

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Desde as primeiras demos gravadas em 1991 a formação da banda foi como quinteto. Com o nome houve alteração. Eles trocaram The Butterfly Collectors para o atual. Em 2006 dois integrantes originais saíram e foram substituídos pela violonista Mel Draisey. Em 2011 The Clientele anunciou que entrou em férias por tempo indeterminado.

04 – Folk Implosion – Pole Position

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Depois do sucesso mundial alcançado com “Natural One”, tema do filme Kids, dirigido por Larry Clark, em 1995, criou-se expectativa sobre como seria o próximo trabalho de Folk Implosion. Lançado dois anos depois, as vendas do single “Pole Position” foram fracas mesmo recebendo críticas favoráveis. Uma delas considerava a música como clássico pós-punk.

05 – Black Lips – Everybody’s Doin’ It

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No início de carreira as apresentações ao vivo eram as mais provocativas possíveis, o que incluía vômito e urina em direção da plateia, fogos de artifício e guitarras em chamas. Assumidamente a fonte de inspiração foi GG Alien. A turnê de estreia, em 2002, foi marcada por fatalidade. Ben Eberbaugh, guitarrista, morreu em acidente de carro provocado por motorista bêbado que dirigia em alta velocidade na contra mão.

06 – Reigning Sound – Drowning

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Alex Greene, um dos integrantes originais, escreveu em parceria do vocalista Greg Cartwright todas as músicas de Too Much Guitar!, gravado em 2004. Antes da banda entrar em estúdio ele saiu amigavelmente para dedicar-se a novos projetos. Ocorreu erro de impressão nos créditos do encarte e apareceu como se ele tivesse colaborado em apenas uma música. Jay Reatard, morte em 2010, fez a produção de estúdio.

07 – Ganglians – Faster

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Still Living foi planejado para ser vinil duplo. Depois de gravado a banda desistiu da ideia e resolveu lançá-lo como disco simples porque as músicas funcionavam melhor juntas. O nome Ganglians veio da união das palavras “gang” e “aliens”. Não há relação alguma com gânglios.

08 – Shrag – A Certain Violence

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Os primeiros singles de Shrag resgatavam sonoridade que remetia ao The B-52’s. Com o tempo a banda imprimiu identidade às músicas, aperfeiçoaram a técnica e soaram mais rock and roll.

09 – Stereolab – Orgiastic

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Peng! foi o disco de estreia de Stereolab, em 1992. As três primeiras músicas praticamente definiram como seria construído o conjunto da obra da banda. São elas: “Super Falling Star”, “Orgiastic” e “Peng 33”. Uma curiosidade sobre o processo de criação das letras é que algumas são escritas e gravadas em francês e outras em inglês. O layout da capa foi utilizado no cabeçalho do post.

10 – White Fence – Easy Ryder

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Projeto desenvolvido por Ty Segall em parceria de Timothy Presley, de Strange Boys. Alguns críticos definiram Hair como o disco que John Lennon e Syd Barrett não gravaram juntos. “Easy Ryder” é o melhor exemplo de como teria sido esta união.

11 – The Babies – Wild 2

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The Babies “existe” quando Cassie Ramone, de Vivian Girls, e Kevin Morby, de Woods, não estão ocupados com suas bandas principais. Não há cobrança para futuros lançamentos. O projeto surgiu da vontade dos dois de tocarem algumas músicas juntos.

12 – The Takeovers – Pretty Not Bad

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Mesmo com os compromissos de Guided By Voices, sua banda principal, Robert Pollard sempre esteve envolvido em mais de um projeto. The Takeovers surgiu da parceria com Chris Slusarenko, também integrante dos Voices, e rendeu dois discos. Bad Football foi o segundo lançamento.

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Baixe o podcast em MP3, ou no formato para iPod.

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Para conhecer o que já foi publicado antes clique aqui. Até semana que vem.

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COQUETEL

No dia 8, terça-feira, foi publicado mais um post que assino como colaborador para a Rádio UOL. Em COQUETEL deste mês escrevi sobre bandas novas que conheci recentemente e sucesso. Espero que curtam. Para ler o conteúdo na página da Rádio UOL clique aqui.

Receita de Bolo

Quando o disco de estreia de uma banda chega às lojas isso indica, em boa parte dos casos, um longo caminho já percorrido. A experiência adquirida em pequenos shows, a participação em programas de rádio, a produção de singles e EPs independentes, as noites mal dormidas na van, os cachês pagos com cerveja, entre outras roubadas, estão no pacote. Com persistência e um pouco de sorte, é bem provável que o sucesso aconteça.

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É o que está acontecendo com Jordi Davieson e Scarlett Stevens. Eles tocam juntos desde a época do colégio. Nick Gardner e Josh Biondillo completam a formação do San Cisco. O single Awkward criou grande expectativa sobre como seria o primeiro disco da banda. Em dezembro de 2012, San Cisco, homônimo de estreia, foi lançado e teve “Wild Thing” como primeira música de trabalho.

Davieson esclareceu: “There is no link between the city San Francisco and our name. The reason we went with San Cisco was because it is nothing, like a blank canvas which we were able to sculpt into whatever we wanted.”
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The Eversons também causou boa impressão com o material de estreia. O homônimo EP anunciava o que estava por vir em Summer Feeling, lançado no segundo semestre do ano passado apenas em vinil e download via iTunes. Assumidamente as influencias foram Buddy Holly, Beach Boys, The Beatles e Pavement.

No início, em 2009, as músicas gravadas por Mark Turner e Tim Shann perdiam força porque o projeto era desenvolvido como dupla. Havia também indecisão sobre a escolha do nome. Com a formação completa, que inclui Chris Young e Blair “Everson”, os problemas foram resolvidos.
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A história de King Tuff, banda idealizada por Kyle Thomas, foi marcada por participação em vários projetos, como Feather; Witch, desenvolvida em parceria de J. Macis, do Dinosaur Jr; e Happy Birthday. King Tuff, também lançado em 2012, carrega nas referências ao rock and roll dos anos 50, ao pop dos 60, e ao glamrock dos 70. O clipe de “Keep On Movin” foi filmado com a participação dos amigos de Hunx And His Punx e Lovefoxx, do CSS.

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Muitas publicações especializadas em música, além de críticos experientes no assunto, costumam comparar as novas bandas aos figurões consagrados. O discurso não é novo. No começo dos anos 2000, The Strokes, Interpol e The White Stripes, entre outros, eram apontados como a bola da vez, a salvação do rock and roll. O tempo mostrou que salvas mesmo foram apenas as suas próprias carreiras. Em alguns casos, nem isso.

Assumir que não há semelhança da música feita hoje com o que já foi feito no passado é ingenuidade. A dúvida continua: existe fórmula para o sucesso?
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Lex, Leandro Borghi, é designer gráfico, diretor de arte da Revista Trevo, escreve semanalmente para o Dezcapas.wordpress.com e publica o podcast dose_INDIE há três anos. A primeira dose_INDIE inédita de 2013 será publicada dia 18, sexta-feira da semana que vem. Até lá.

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