"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘The Stone Roses’

MADCHESTER

Manchester está mais uma vez no foco da mídia e não é por causa do time de futebol. Além de Stone Roses, HAPPY MONDAYS também está de volta. Por enquanto a promessa é apenas para série de shows. Disco com inéditas talvez.

A banda surgiu nos anos 80 e junto de Inspiral Carpetes, The Stone Roses, The Charlatans, 808 State, entre outras, misturava indie rock, psychedelic, dance music e MUITO ecstasy. Acrescente ainda a casa noturna HAÇIENDA, o jornalista Tony Wilson e a gravadora Factory. Isso tudo resultou na cena musical MADCHESTER. O set list aborda a sonoridade característica do período e deixa a dica: MUITA ÁGUA para “esfriar” os neurônios.

01 – Happy Mondays – Wrote For Luck

Bummed foi o segundo disco, lançado um ano após o de estréia e responsável por popularizar o som da banda por todo Reino Unido. Shaun Ryder ilustra a capa desenvolvida pelo estúdio Central Station que também foi responsável pelos layouts da gravadora Factory. Parte do pescoço do cantor foi utilizado no logotipo da dose_INDIE.


Alguma dúvida que Shaun Ryder tomou uma bala durante a filmagem do clipe?

02 – The Charlatans – The Only One I Know

O uso de teclado que remetia a psicodelia dos anos 60 era o diferencial. Isso ficou característico no conjunto da obra, e garantiu sobrevida à banda quando a cena MADCHESTER não agradava mais.

03 – Inspiral Carpets – Saturn 5

A banda, assim como The Charlatans, usava teclado que remetia a psicodelia, mas ambas soavam diferentes. No auge do sucesso, em 1991, Noel Gallagher foi guitarrista de apoio da turnê européia.

04 – Flowered Up – It’s On

No início dos anos 90 a sonoridade característica da cena MADCHESTER era popular em toda Grã-Bretanha. Flowered Up era de Camden e sintetizou bem a referência. Nas apresentações ao vivo a banda divida o palco com Barry Mooncult que sempre se apresentava com flor gigante no pescoço.

05 – The Stone Roses – Song For My Sugar Spun Sister

Poucos meses após o lançamento do clássico Stone Roses, disco de estréia, a banda realizou apresentação em Ballroom Blackpool Empress, o que viria a ser lendária. FELIZMENTE há registro em vídeo e disponível em DVD. O recente retorno, homenageado na edição 12 do Dez Capas, promete disco de inéditas. Nós, fãs, aguardamos.

06 – Carter The Unstoppable Sex Machine
The Young Offender’s Mum

Banda de Londres que também sintetizou a sonoridade MADCHESTER. O teor de suas letras, inspirado em atitude punk, é o diferencial.

“I’d like to teach the world to sing
and put an end to suffering if I could
with the dedicated heart and soul
of britains greatest rock ‘n’ roll robin hood
but you’re eyes are dim you cannot see
your middle name is misery
do you like to teach the world to sing
you’re gonna get your head kicked in…”

07 – Happy Mondays – Performance

O que foi dito sobre “Performance” quando lançada: “it created a swirling hyper-reality that’s almost a sonic black hole sucking everything into it’s vortex. As jagged and lacerating as all this is, there’s a sense of evil glee, that the Happy Mondays want to drag you down to their level, but there’s no sense of seduction here. You’re either with them or not. Bummed is music for after you’ve already succumbed to the dark side”. No item 1 está ilustração completa de Shaun Ryder, e acima como o disco foi lançado.

08 – New Fast Automatic Daffodils – Fishes Eyes

A banda começou a criar forma em 1988, mas apenas com baixo, guitarra e bateria. Andy Spearpoint, vocalista, uniu forças no ano seguinte. Em pouco tempo de existência eles lançaram três discos completos, cinco EPs e dez singles. Nada mal para quatro anos de atividade.

09 – Black Grape – In The Name Of The Father

Quando Happy Mondays acabou, em 1992, por causa da dependência química de Shaun Ryder em heroína, muitos acreditaram que ele morreria de overdose. Três anos depois ele reapareceu com novo projeto que, de imediato, foi aprovado pelos fãs dos Mondays e crítica. Da antiga banda apenas o simpático e rebolativo Bez participou.

10 – Gorillaz – Dare

Desde o primeiro lançamento Damon Albarn esteve cercado de verdadeira constelação para cada disco de Gorillaz. Em Demon Days os convidados foram Neneh Cherry, De La Soul, Dennis Hopper e Shaun Ryder, em Dare. A produção ficou por conta de Danger Mouse.


Aos 4 minutos e pouco: “is not YOURS”

11 – Happy Mondays – 24hr Party People

A banda foi uma das primeiras a utilizar técnicas de hip hop com rock, não com uso de samplers e sim nas melodias. 24hr Party People” também foi título de filme dirigido por Michael Winterbottom que conta história de Tony Wilson, Joy Division e surgimento da cena MADCHESTER.

.
Clique aqui para baixar o podcast no formato MP3

Clique aqui para baixar o podcast no formato AAC para iPod
.

Happy Mondays foi mais uma banda de Manchester que voltou à ativa. MORRISSEY, meu velho, AINDA DÁ TEMPO. Aproveite o embalo e REÚNA o The Smiths. Para conhecer as edições anteriores da dose_INDIE e Dez Capas clique aqui. Até sexta que vem.

Anúncios

Retrospectiva 2011

Feliz 2012!!


Ziegler, Lex e Zé Mário formam a equipe do DezCapas

Fim de ano chegou e vamos fazer um pequeno balanço do que foram esses primeiros meses de vida do DezCapas?

O blog entrou no ar no dia
4 de agosto

04 de janeiro de 2012:
Cinco meses
+ de 50 posts
+ de 5 mil visitas

    

Foo Fighters, Nirvana, The Strokes,
The Beatles e Pearl Jam foram as bandas mais citadas

Nevermind do Nirvana
apareceu em 3 posts:


Vinte anos do Grunge
Genitália desnuda
Vinte e Sete

… e estes fizeram dobradinha:

    

The Rolling Stones – Beggars Banquet
The Rolling Stones – Stick Fingers
The Smiths – The Smiths
The Smiths – The Queen is Dead
Janis Joplin – Pearl
The Beatles – Yesterday and Today
Juliana Hatfield – Juliana’s Pony: Total System Failure
Justice – Audio, Video and Disco
Jamiroquai – Travelling without Moving
Pink Floyd – Dark Side of the Moon
Alice in Chains – Facelift
Guns n’ Roses – Appetite for Destruction
Black Sabbath – vol.4
Pearl Jam – Pearl Jam

Posts inteiramente dedicados a:

   

Trent Reznor, Black Sabbath, Mike Patton, Pearl Jam,
The Stone Roses, Legião Urbana, REM, White Stripes,
PJ Harvey, Queen, Slash, Lenny Kravitz, Dave Grohl…

… e também temáticos:

      

Publicidade e Natal,
discos raros, caros, capas bizarras, proibidas e com nudez,
arte plagiada, discos de vinil,
mash-up e sleeveface,
20 anos do Grunge
e até os jogos Pan-Americanos de Guadalajara ganharam uma homenagem

Especiais para os festivais SWU, Sónar, Planeta Terra e Rock in Rio

E artistas/fotógrafos também ganharam posts exclusivo

      

Barry Feinstein, César Vilela, H.R Giger e Alex Steinweiss

estreia da dose_INDIE, sucesso no SeteDoses.com, agora no DezCapas

* * *

É isso! Nós do DezCapas agradecemos a preferência e contamos com sua visita regularmente em 2012. E colabore com sugestões, críticas, comentários nos posts e também sua participação com sua própria lista. Tá afim? Se torne um dos colaboradores. Grande abraço e feliz ano novo!

15 anos DEPOIS

Na última terça-feira, dia 18, fui surpreendido pela PRAZEROSA informação de que Stone Roses voltou com a formação clássica. A banda é de Manchester e foi precursora da mistura rock’ n’ roll com acid house, no final dos anos 80.

TIME CHANGES EVERYTHING. Entre disputa judicial com gravadora, discussões internas e problemas de saúde, o tempo foi o santo remédio. Quinze anos passaram e a disposição é igual a de início. Turnê mundial e disco com inéditas estão por vir. Dedico o post a Reni, Mani, Ian Brown, John Squire e seus projetos.

1. The Stone Roses – 1989

O disco de estréia tem lugar garantido na história da música. Mérito também a postura de Ian Brown, copiada às avessas pelos irmãos Gallagher, fãs declarados. Stone Roses emplacou cinco singles: “Elephant Stone”“Fool’s Gold”, “I Wanna Be Adored”, “I Am The Resurrection” e “She Bangs the Drums” (video).

MUITO ecstasy, MUITA água para resfriar os neurônios e BOA música fizeram a cultura dance, no começo dos anos 90. “Fool’s Gold” fez a diferença.

 

2. Second Coming – 1994

Entre o primeiro e segundo discos aconteceu desgastante briga com gravadora, o que os impediu de lançar qualquer novidade. Quando Second Coming chegou as lojas a atenção à banda havia diminuído e os desentendimentos internos aumentaram, resultando na saída do baterista Reni e do guitarrista John Squire.


Ten Storey Love Song

Em 1994 a cena musical na terra da rainha era outra, o Brit-pop reinava nas paradas e as guitarras ganharam maior peso.


Love Spreads

3. The Seahorses – Do It Yourself – 1997

Primeiro projeto de John Squire pós-Roses. Depois da turnê mundial com Oasis, a banda entrou em estúdio para gravar o esperado segundo disco. Depois de pronto as famosas diferenças artísticas irreconciliáveis entre Chris Helme, vocalista, e Squire aumentaram e The Seahorses morreu na praia. O material gravado nunca foi lançado.


You Can Talk To Me

4. Ian Brown – Unfinished Monkey Business – 1998

O primeiro trabalho solo de Ian Brown foi considerado mediano pela crítica. Os riffs de guitarra, baixo e bateria de sua antiga banda fizeram falta. Também há bons momentos e identidade própria, como em “My Star”.

EXTRA 1: UNKLE – Be There – 1999

5. John Squire – Time Changes Everything – 2002

Em suas duas bandas anteriores John Squire tocava apenas guitarra. Neste o vocal também é de sua responsabilidade. As referências são os anos 70, folk music, Bob Dylan e The Rolling Stones.

6. The Shining – True Skies – 2003

Quando The Verve acabou, em 1999, o baixista Simon Jones convidou alguns amigos para escrever e gravar novo material, entre eles estavam Simon Tong, guitarrista de sua antiga banda e John Squire. O nome escolhido para o projeto foi em homenagem a obra de Stanley Kubrick.


Quicksilver

7. John Squire – Marshall’s House
2004

Disco conceitual inspirado na obra de Edward Hopper.

NIGHTHAWKS é um dos trabalhos mais conhecidos do artista

EXTRA 2 – Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban

Ian Brown fez participação em Harry Pottere o Prisioneiro de Azkaban. Ele está mexendo a colher da vasilha de sopa, lendo A Brief History Of Time.


Atenção aos 6 segundos do vídeo.

EXTRA 3 – UNKLE – Never, Never, Land
2004

8. Ian Brow – The World Is Yours – 2007

Disco gravado com várias participações especiais. Algumas são: Steve Jones, na guitarra e Cook Paul na bateria, dos Sex Pistols; Paul Ryder no baixo, de Happy Mondays e Sinead O’Connor em “Illegal Attacks”.

9. Freebass – Two Words Collide –  2010

Super banda formada em 2005 pelos baixistas Peter Hook, ex-New Order; Andy Rourke, ex-The Smiths e Mani. A primeira gravação que eles fizeram foi “The Tower”, música instrumental que serviu de trilha para o programa de televisão The Tube. Muitos duvidaram que três instrumentos iguais e juntos dariam certo, mas no começo de 2010 dezessete músicas estavam prontas. Atualmente Andy Rourke é DJ em Nova Iorque, Peter Hook e Mani brigaram, mas continuam “amigos”.

10. Primal Scream – Screamadelica
1991

Mani não gravou Screamadelica, mas tocou baixo na turnê comemorativa de 20 anos do clássico. Assisti o show em São Paulo. Algo o incomodava no início da apresentação, ou o ar condicionado no palco ou a luz muito forte em sua direção. Sobre a apresentação, em uma música: “HIGHER THAN THE SUN”.

.
No primeiro semestre de 2012 teremos o festival Lollapalooza, em São Paulo. Não seria NADA MAL a banda ser uma das atrações, não? Até quarta que vem.
.
Para ler as edições anteriores clique aqui.

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: