"descapando" discos de rock, sempre em listas top 10 | por Ziegler, Zé Mário e Lex

Posts marcados ‘Viva hate’

3 ANOS + MORRISSEY

No dia 6 de março, terça-feira, a dose_INDIE completou três anos. Nesse período várias coisas legais aconteceram, muitos erros, acertos e apenas UMA CERTEZA: o compromisso de continuar produzindo, no capricho, um podcast inédito toda semana. Esse período festivo não poderia ser em melhor época, Morrissey está no Brasil. Domingo estarei no show de São Paulo. Na turnê ele tem apresentado músicas de sua fase atual. A dose_INDIE voltou no tempo e resgatou os lados B  do início de sua carreira.

1. Everyday Is Like Sunday
1.1. Sister I’m A Poet

Oficialmente a versão de estúdio de “Sister I’m a Poet” foi lançada apenas em 1998 na compilação My Early Burgaly Years. Antes a disponível era ao vivo capturada do vídeo abaixo que faz parte de Hulmerist, compilação de clipes.

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2. Bona Drag
2.1. Let The Right One Slip In

“Let The Right One Slip In” foi uma das oito sobras de estúdio que entrou para a reedição de Viva Hate, em 1997 e no relançamento de Bona Drag, em 2010, com versão alternativa nos arranjos .

“…I will advise
until my mouth dries
I will advise you to
let the right one slip in
slip in
slip in…”

3. Piccadilly Palare
3.1. At Amber

Para “Piccadilly Palare” Morrissey escreveu sobre prostituição masculina ao redor de Piccadilly, em Londres, muito acentuada nos anos 70. “Palare” é gíria cigana usada no teatro que foi adotada por garotos de programa desde o século 19. “The Bed Took Fire” foi o primeiro nome de “At Amber”, trocado antes de entrar para o lado b do single. A versão que está no relançamento de Bona Drag vem com o nome original.

“…the piccadilly palare
was just silly slang
between me and the boys in my gang
so bona to vada, oh you
your lovely eek and
your lovely riah…”

4. You’re The One For Me, Fatty
4.1. There Speaks A True Friend

Foto registrada por Linder Sterling, amiga de Morrissey desde os tempos do The Smiths. Ela faz parte da série de ensaios que depois resultou na capa de Your Arsenal.

“…you say I don’t know how to live
and that’s true
you say I don’t deserve to live
oh where would I be without my friends to help me?
I just can’t imagine where I’d be, can you?
NO”

5. Viva Hate
5.1. Please Help The Cause Against Loneliness

Música gravada por Sandie Shaw, musa inspiradora de Morrissey, lançada em Hello Angel, de 1988. Durante as sessões de estúdio de Viva Hate, muito a contra gosto, ele registrou versão com sua voz. Essa opção foi uma das sobras que também entrou para o relançamento de Bona Drag.

6. Bona Drag
 6.1. Happy Lovers At Last United

Nunca saberemos qual critério adotado para definir o que será lançado em disco, o que entrará em lado B de single, e o que será arquivado. “Happy Lovers At Last United”, na minha opinião, teria sido lado A de Bona Drag, em 1990, fácil fácil.

7. Striptease With A Difference

“Striptease With A Difference” é um fantasma. Oficialmente ela não está em single e disco algum. O mais provável é que foi gravada em 1991 durante a fase Kill Uncle. Em entrevista à revista The Face, no mesmo ano, Morrissey declarou: “There’s a song called Striptease With A Difference which is about playing a game of cards wherein the loser of each game has to take off an item of clothing. And it’s about secretly hoping one loses and in fact manipulating the game towards that end.”

“bending the rules of a late night card game
where the loser removes an item of clothing
you’re dreading each deal so urgent and grave
have a shufty over your shoulder
well it’s a shady game
and I want to lose
please let me lose
please let me lose
it’s nothing to you
it’s nothing to you…”

8. Bona Drag
8.1. Oh Phoney

Ex-fantasma. “Oh Phoney” não estava em single e disco algum. É provável que ela também foi gravada no mesmo período de “Striptease With A Difference”. Em 2010 versão diferente da que está na dose_INDIE entrou para o relançamento de Bona Drag. A letra levanta dúvida pelo menos curiosa: Hitler poderia ser motorista de ônibus?

“may this lovely letter reach its destination
if only
question one is why do you pretend that you like me?
oh phoney
see how the outside contradicts what’s inside
who can make hitler seem like a bus conductor?
you do
oh phoney
you do…”

9. The Last Of The Famous International Playboys
9.1. Lucky Lisp

Quando The Smiths acabou Andy Rourke, baixo, e Mike Joyce, bateria, continuaram na banda de Morrissey. “Lucky Lisp” foi escrita em parceria de Andy Rourke e Stephen Street, produtor de Viva Hate.

“…when your name is with the best
will my name be on your guest list?
and I will roar from the stalls
oh the balcony fool was me, you fool
jesus made this all for you, love
he couldn’t get over
your grandma’s omen
lucky lisp was not wasted on you
lucky lisp wasn’t wasted on you…”

10. Southpaw Grammar
10.1. The Operation

“The Operation” começa com desnecessário solo de bateria de dois minutos e vinte segundos e termina com mais de dois minutos de repetição de trecho da música. Cansativo. A versão que está no podcast é radio edit com quase três minutos. Sem rodeios.

“…you don’t catch what i’m saying
when you’re deafened to advice
everyone here is sick to the back teeth of you
with a tear that’s a mile wide
in the kite that you’re flying
everyone here is sick to the tattoo of you…”

11. Sunny
11.1. A Swallow On My Neck

Na minha opinião ouvir “A Swallow On My Neck” foi o momento mais prazeroso e de maior surpresa do primeiro show de 2000, em São Paulo. Poucas vezes Morrissey a interpretou ao vivo. Além do single Sunny a música também fez parte da compilação My Early Burglary Years.

12. Pregnant For The Last Time
12.1. Skin Storm

“Skin Storm” é cover de Bradford, de 1988. A banda é uma das preferidas de Morrissey que os proclamou herdeiros ao trono do The Smiths.

EXTRA: Dagenham Dave

Primeiro single de Southpaw Grammar, de 1995. Quem ilustra a capa é Terry Venables que foi jogador de futebol, ex-técnico da seleção inglesa e seleção australiana. Ele é natural de Dagenham. É sua cara de deboche que ilustra o cabeçalho da dose_INDIE.

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O post de hoje encerra as duas comemorações de três anos da dose_INDIE. Para conhecer as edições anteriores clique aqui. Até semana que vem.

Histórias de MORRISSEY

“…I am a simple man, not much to gain or lose…”

Desde 2000 uma das lembranças que mantenho viva da apresentação de Morrissey em São Paulo é a da música “A Swallow On My Neck”. Ela foi lançada no lado b do single Sunny e pouquíssimas vezes interpretada ao vivo. Doze anos depois espero ser surpreendido novamente durante o show que assistirei domingo. Com certeza será uma celebração.

Dia 6, terça-feira, a dose_INDIE completou três anos. Para evitar excesso de comemoração em apenas um post a de hoje será Histórias de MORRISSEY, abordando os layouts de seus discos. Preparei mesmo esquema como as duas edições com as capas do The Smiths*. Não as melhores e sim as que têm histórias. O podcast será publicado sábado.

1. Viva Hate

 

Primeiro disco-solo lançado em março de 1988. Apenas a edição em vinil distribuída na Austrália veio com nome Education In Reverse. A justificativa foi erro de digitação. Em 1997 a EMI relançou o trabalho como parte das festividades de seu centenário. Foram incluídas oito músicas sobras de estúdio da época e nova capa. Dia 26 deste mês o disco será relançado mais uma vez. Ele foi remasterizado por Stephen Street, produtor original e virá com “Treat Me Like A Human Being”, escrita em parceria de Chrissie Hynde, dos Pretenders.

 

2. The Last Of The Famous International Playboys

Pequeno Mozz aos sete anos de idade brincando em árvore de Chorlton-on-Medlock, Sudoeste de Manchester.

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Em 1987 Harvey Keitel não autorizou uso de sua imagem para ser capa de Strangeways, He We Come, último disco de estúdio do The Smiths, mas permitiu usá-la na divulgação da turnê de 1991. Imagem de fundo de palco foi uma das aplicações, como na apresentação acima que faz parte do home video Live In Dallas.

3. Bona Drag

 

Foto capturada do clipe “November Spawned A Monster”, de 1990. Em 2010 o disco foi relançado com seis sobras de estúdio e a cor da camisa voltou ao tom original.

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Atenção aos 4 minutos e 15 segundos do vídeo

Um pouco de história. Talvez o meu cd Bona Drag seja o primeiro do Brasil. Uma amiga da época da escola de inglês viajou para Londres em 1990 e sua volta coincidiria com a data de lançamento do disco. Perguntei se ela aceitava “encomenda” e ela disse sim desde que eu entregasse o dinheiro. Comprei as libras e pedi também Viva Hate. O meu era em vinil. Um dia antes do retorno ela foi “às compras” e achou pequena loja. O proprietário veio ao seu encontro e ela entregou meu bilhete com os nomes dos discos. Um ele disse que tinha (Viva Hate, de 1988). O outro ele comentou que precisava verificar porque havia chegado pacote com as encomendas da semana, mas ainda estava fechado. Ele pediu para ela aguardar e depois de alguns minutos apareceu com Bona Drag na mão. Como o cd não estava cadastrado ele cobrou o mesmo valor da nota, ou seja, o lançamento custou mais barato que o disco de dois anos antes. Essa situação aconteceu no período da manhã. Na madrugada seguinte minha amiga voltou para o Brasil.

4. Our Frank

Primeiro single de Kill Uncle. Quando o clipe estava para ser lançado em 1991 Morrissey recebeu acusações de racismo, como aconteceu em 2010 quando declarou que the Chinese are a subspecies” por causa dos maus tratos aos animais. Na trama aparece skinheads andando por Londres. Para evitar problemas o clipe foi retirado da compilação “The Malady Lingers On”.

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Também em 1991 a unidade da EMI no Japão lançou video single com três clipes da fase Kill Uncle. São eles: “Sing Your Life, “Sister, I’m Poet” e “Our Frank”.

5. Certain People I Know

A capa da versão em cd é diferente do formato 7”. Na primeira há foto conceitual. No segundo o layout fez homenagem a Marc Bolan e T-Rex.

 

6. Interlude

Única música gravada em parceria de Siouxsie Sioux, de Siouxsie And The Banshees. Quem possui a versão do single em vinil tem bilhete premiado da loteria em mãos. Reza lenda que no mercado paralelo ele é comercializado a preço de ouro por ser tiragem limitadíssima. A foto foi registrada por Roger Mayne, em 1957 e recebeu título Girl Jiving In Southam Street. A adolescente chama Eileen Sheekey.

7.1. World Of Morrissey

7.2. The Smiths – Sweet And Tender Hooligan

Os dois lançamentos trazem Cornelius Carr, lutador de boxe, na capa. A imagem abaixo foi registrada na época da compilação World Of Morrissey. O atleta também aparece no clipe de “Boxers”.

Um pouco de história. A expressão You Are The Quarry, nome do disco de 2004, é usada no boxe para indicar lutador fraco, algo como “você é o fracote”.

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Atenção a 2 minutos e 42 segundos do vídeo

8. Have-A-Go Merchant

Imagem retirada de Skinhead, primeiro livro documental do fotógrafo de moda Nick Knight, lançado em 1982. A ironia fica por conta de “All Because God Loved You”.

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9.1. Southpaw Grammar

 

9.2. Maladjusted

 

Em 2009 quando os dois discos foram relançados com novo layout e músicas extras Morrissey pediu aos fãs para não comprá-los. Ele não autorizou a gravadora realizar o trabalho e não recebeu royalty algum. Em março de 2011 ele conseguiu na justiça suspensão das vendas e retirada de ambos do mercado.

10. The Boy Racer

Segundo single de Southpaw Grammar, de 1995. Houve especulação de que o garoto da foto seria seu sobrinho, a mesma criança que lhe entrega Le Petit Prince no clipe de Suedehead. Apenas a primeira afirmação foi desmentida.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
Atenção aos 31 segundos e a 1 minuto do vídeo

11. I’m Throwing My Arms Around Paris

 

Fugindo do usual as opções de layout estão disponíveis para a contra capa do single. Três diferentes foram lançados. O primeiro traz os músicos do cantor segurando discos de Herb Alpert And The Tijuana Brass. No segundo eles “desaprovam” Greatest Hits, lançado um ano antes. E no terceiro Morrissey e banda aparecem em pêlo.

 

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12. Something Is Squeezing My Skull

Fã declarado dos Ramones, para capa de “Something Is Squeezing My Skull” o túmulo de Johnny Ramone serviu de locação. Em 2010, sexta-feira, 13 de agosto, Morrissey foi convidado pelo site The Quietus a listar os treze discos mais importantes de sua vida. Ramones, de 1976, ocupou a segunda posição.

A perspectiva do braço no peito de Johnny Ramone está errada, não está?

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 EXTRA 1: Nancy Sinatra – Let Me Kiss You

 

Originalmente a música foi lançada pelo cantor em You Are The Quarry. Morrissey e Nancy Sinatra, filha de Blue Eyes, são amigos de longa data e foram vizinhos durante anos em Los Angeles. Foi por seu intermédio que ela assinou contrato com Attack Records para lançar o single.

EXTRA 2: The Primitives

A banda surgiu em 1985, e lançou o primeiro disco apenas três anos depois. Vários singles confortaram a ausência de obra completa. “Stop Killing Me”, de 1987, tinha um fã em especial. É possível comprar a camiseta aqui.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
Infelizmente o clipe está incompleto

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Morrissey escreveu autobiografia, tarefa executada em três anos. Bem provável o lançamento ser em 2012. Também está pronto disco com inéditas esperando contrato com gravadora ser assinado. Pelo visto este ano promete para nós fãs. Tomara que não demore mais doze anos para ele voltar ao Brasil. Outras capas e histórias envolvem sua carreira, mas paro por aqui. Clique em História para contar* e MAIS História para contar* para ler o que já foi publicado sobre as capas do The Smiths.

Madame Satã

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Antigo casarão localizado no número 873 da Conselheiro Ramalho, Bixiga, foi para muitos o principal palco e a melhor pista de dança do cenário paulistano durante a década de 80 e pouco dos 90.
Considerado reduto da tribo gótica (ou darks), virou referência em todo o Brasil e serviu de espaço para encontro de outras “classes” como os punks, artistas gráficos, jornalistas, transformistas. Uma grande salada cultural e intelectual.

Frequentei o Madame Satã, que já teve os nomes The The e Morcegov, nos anos 90 e sem dúvida tinha um climão todo especial, você se sentia dentro de algum buraco londrino daqueles bem underground. Os porres de vinho barato e as rodinhas de literatura e arquitetura gótica de cemitérios eram constantes, e na pista rolava entre muitas coisas, essas figuras que estão hoje aqui no DezCapas e que devem voltar nas pickups do Madame Satã com toda a nostalgia que a casa e seus antigos e novos frequentadores merecem. E somando a essa boa nova, que é a reabertura da casa, as 5 atrações escolhidas estarão se apresentando nesse primeiro semestre com shows em várias cidades pelo Brasil. Dez canções que formavam a essência da casa, pelo menos na minha longínqua lembrança dos tempos que eu dançava como a Severina.

Uma boa pedida? Confira a seleção abaixo, faça o “esquenta” no Madame Satã e veja o show ao vivo.

Sisters of Mercy
10 de março (São Paulo)

Morrissey
7 de março (Belo Horizonte) / 9 de março (Rio de Janeiro) / 11 de março (São Paulo)

Duran Duran
28 de abril (Brasília) / 30 de abril (Rio de Janeiro) / 2 de maio (São Paulo)

Concrete Blonde
17 de maio (Porto Alegre) / 18 de maio (Curitiba) / 19 de maio (São Paulo) / 20 de maio (Rio de Janeiro)

The Mission
27 de maio (São Paulo) / 31 de maio (Rio de Janeiro)

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1. Bloodletting – Concrete Blonde

Eles costumavam dançar no jardim no meio da noite…
Você era um vampiro e eu talvez nunca veja a luz novamente.

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2. Mexican Moon – Concrete Blonde

Leve-me para casa, para a zona Rosa, Mariaches e tequila…
Vou dançar a noite toda, só um tempo, só um beijo…

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3. Some girls wander by mistake
The Sisters of mercy

A sociedade chega a isso, além da idade da razão… Alimenta o faminto,
fica ajoelhado e come um ao outro… Esperam por guerra

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4. Temple of love – The Sisters of mercy

O demônio em roupas pretas observa tudo e meu anjo foge… A vida é curta e o amor sempre acaba pela manhã… Vento negro leve-me para longe

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5. Blue – The Mission

Não posso acreditar que você fingiu o tempo todo… Isso é tão ruim de dizer que não posso acreditar em nunca se importar

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6. Gods own medicine – The Mission

Ela tem a cabeça nas nuvens, Ela tem as estrelas em seus olhos,
Ela está dançando com um sonho em seu coração…Ela tem o vento em seus cabelos… Severina

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7. Kill uncle – morrissey

Nossa franca e aberta e profunda conversa…não me leva a lugar algum…
me deixa deprimido… me dê um cigarro, Deus, me dê paciência

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8. Viva hate – Morrissey

Porque você vem aqui e porque você fica por aí?

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9. Rio – Duran Duran

Não faça uma oração para mim agora, guarde-a até a manhã seguinte

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10. Notorious – Duran Duran

Não me peça para sangrar por ele, necessito deste sangue para sobreviver.

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